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O Tarot Psiônico, as Mesa Radiônicas e o Arquétipos

A partir do momento que eu coloquei o Tarot Psiônico de Ação Pulsada, algumas perguntas surgiram:

  • Qual seria a relação do Tarot Psiônico de Ação Pulsada com os arquétipos junguianos?

  • E a Geometria Sagrada, que relação tem com ele?

  • Onde estão as figuras dos arcanos maiores neste Tarot?

Vi então que este artigo era necessário. Não vou responder uma a uma mas deixarei claro os conceitos que o embasam. Alguns estiverem na minha mente e na de Régia Prado de forma consciente e outros, como todo processo criativo, de forma inconsciente.

Arquétipo

O termo arquétipo tem uma gama de interpretações variadas e algumas até equivocadas. Vou tentar resgatar um pouco seu significado original.

Essa palavra é formada pela junção do prefixo arc, com o radical tipo, que significa modelo.

Arc como na palavra arcaico, representa antigo. Então numa primeira abordagem arquétipo seria um “tipo antigo” ou “forma antiga”.

Jung usou essa palavra para designar estruturas antigas na psique que estariam no inconsciente mais profundo, que ele chamou de inconsciente coletivo. Ele deu caracterização humanizada a alguns destes arquétipos. Por exemplo, Ânima e Animus, O Velho Sábio, O Herói, etc.. Ele fez isso após uma longa observação no conteúdo de manifestações culturais de vários povos e delírios de pacientes psiquiátricos, sobretudo, esquizofrênicos. Para Jung os arquétipos são estruturas psíquicas organizadas, relativamente autônomas, que compõe o ser humano em sua totalidade, desde o físico, passando pelo mental, emocional e espiritual. Se pensarmos em termos de programação de computadores, os arquétipos seriam os programas básicos, anteriores até ao próprio sistema operacional. Seriam similares às rotinas que compõe a BIOS.

A palavra também foi usada por Platão, no sentido da ideia primordial. Algo que estaria no mundo transcendente do qual o nosso seria uma projeção incompleta deste mundo perfeito. Nosso mundo seria o chamado Mundo Manifesto. O mundo das formas perfeitas seria o Mundo das Ideias. Neste Mundo da Ideias, existiam, entre outras coisas, as formas básicas, tiradas da geometria euclidiana (a geometria que aprendemos na escola), como o ponto, a reta, o círculo os polígonos regulares (o triângulo, o quadrado, o pentágono, o hexágono, etc) e os sólidos e em especial os sólidos regulares, ou seja, sólidos cujas faces eram formadas por polígonos regulares de mesmo tipo.

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Depois de longos estudos, Platão descobriu que existiam cinco e somente cinco sólidos deste tipo, que ficaram conhecidos como sólidos platônicos, que são:

  1. O cubo, sólido com seis faces quadradas, que ele associou ao elemento Terra no mundo manifesto;

  2. O icosaedro, sólido com 20 faces triangulares, que ele associou ao elemento Água no mundo manifesto;

  3. O octaedro, sólido com oito faces triangulares, que ele associou ao elemento Ar no mundo manifesto;

  4. O tetraedro, sólido com quatro faces triangulares, que ele associou ao elemento Fogo no mundo manifesto;

  5. O dodecaedro, sólido com 12 faces formadas por pentágonos, que ele associou ao Éter que corresponderia à quintessência ou ao cosmo, a alma do mundo.

Há ainda um sólido especial, formado por infinitos polígonos: a esfera, que poderia ser diminuída constantemente a até ser reduzida a um ponto, representando a Perfeição, ou aumentada indefinidamente abarcando todo o Universo.

As formas da geometria euclidiana eram usadas para compor todas as formas conhecidas, fosse um tijolo ou uma catedral e sua manipulação exigia um grande conhecimento do sagrado. Este conhecimento se transformou na Geometria Sagrada.

Os arcanos

Há uma outra palavra muito usada no meio esotérico: arcano.

O prefixo arc também o precede mas com outro significado: de oculto, um segredo, como na palavra arca, um tipo de baú com chave onde eram guardados objetos pessoais ou valiosos.

Os arcanos do Tarot seriam elementos que continham dentre de si segredos a serem desvendados apenas para os iniciados. Segundo alguns autores, estes segredos foram perdidos e o Tarot que conhecemos seria uma recriação a partir de dados pesquisados ou intuídos ao longo de séculos, que formaram a interpretação que temos hoje.

Uma pesquisa bastante extensa está no livro O Código Sagrado do Tarot, de Wilfried Houddouin, que consegue relacionar o Tarot de Marselha com a Geometria Sagrada, tal como era concebida na Idade Média.

 

Por outro lado e de certa forma complementado esta pesquisa, há o livro Jung e Tarot, de Sallie Nichols. Este livro relaciona os arcanos maiores e as cartas da corte com arquétipos junguianos e estabelece a Jornada do Louco, com uma descrição semelhante à Jornada do Herói, descrita por Joseph Campbell em seu livro O Herói de Mil Faces, que seria um dos caminhos da individuação proposta por Jung.

Jung e o Tarot

Sallie Nichols nos apresenta a jornada arquetípica de O Louco

O interessante a observar é que Platão não disse que só haviam formas em seu Mundo das Ideias, mas também que haviam conceitos, como O Homem Perfeito, retratado por Leonardo Da Vince como O Homem Vitruviano e Jung por sua vez nunca disse que todos os arquétipos poderiam ser apenas retratados por figuras humanizadas, mas poderiam também haver processos, como o que mantém o coração batendo. Aliás, as formas humanizadas seriam apenas um jeito de nos aproximarmos dos arquétipos para podermos saber que eles existem e lidarmos com eles.

O interessante a observar é que Platão não disse que só haviam formas em seu Mundo das Ideias, mas também que haviam conceitos, como O Homem Perfeito, retratado por Leonardo Da Vince como O Homem Vitruviano e Jung por sua vez nunca disse que todos os arquétipos poderiam ser apenas retratados por figuras humanizadas, mas poderiam também haver processos, como o que mantém o coração batendo. Aliás, as formas humanizadas seriam apenas um jeito de nos aproximarmos dos arquétipos para podermos saber que eles existem e lidarmos com eles.

Homem Vitruviano - Leonardo da Vince

O Homem Vitruviano de Leonardo da Vince

Os Arquétipos e o Tarot Psiônico

Quando desenvolvemos o Tarot Psiônico, verificamos que as ferramentas em si eram estruturas complexas e autônomas que poderia estar dissociadas das mesas radiônicas que lhe dava suporte. Experiencias de alguns operadores de mesa que também praticavam Rei Ki ou outros tipos de terapias energéticas, as ferramentas presentes nas mesas se incorporavam sozinhas ao repertório de símbolos, aparecendo na mente do operador quando faziam aplicação do Rei Ki.

Jung, aproximando-se da Alquimia e da Astrologia, coloca em tela o conceito de símbolo. Para ele, símbolo seria uma manifestação espontânea do inconsciente e uma forma de aproximação com os arquétipos. Entre os símbolos ele destaca a mandala.

O conceito junguiano de arquétipo tem como um de seus elementos o conceito de estruturas complexas e autônomas. Por outro lado, também se aproximavam do conceito platônico de ideia, uma forma ou modelo que transcende o mundo real e o determina. Ambos estes conceitos podem ser aplicados às ferramentas presentes nas mesas radiônicas e no Tarot Psiônico. Por exemplo, há os sólidos platônicos presentes na Mesa Cristalina e os portais, que estão relacionados tanto com as mandalas junguianas como com formas matemáticas presentes na Geometria Sagrada.

Entretanto, há uma diferença entre o pensamento de Platão e Jung. Para Platão, os arquétipos pré-existem antes de qualquer consciência humana. Jung não entra neste mérito. Para ele os Arquétipos existem no inconsciente coletivo da humanidade. Talvez hoje ele dissesse que está no DNA e evoluíram junto com a humanidade, mas é necessário que exista pelo menos um humano para que os arquétipos existam, como neste trecho do conto “Uma valsa na zona do crepúsculo”, de minha autoria, onde A Morte (um arquétipo) se posiciona exatamente sobre isso:

A Morte

Me julgava Imortal até que percebi onde realmente eu vivo. Eu vivo no Inconsciente Coletivo da Humanidade. Ele existe há séculos, tantos que eu não posso contar. E existirá por séculos ainda, tantos que também não poderei contar.

Mas um dia, o Último Homem morrerá, levando consigo para a zona além do crepúsculo o Inconsciente Coletivo Humanidade. E eu também atravessarei este último limiar. A Morte finalmente morrerá.

Nautilus

Tanto nas mesas radiônicas como no Tarot Psiônico, as ferramentas e as cartas têm uma aproximação forte com a simbologia platônica dada o uso da geometria sagrada. O uso desses símbolos como uma forma de modular energias e o fato de que todo o universo é formado por energia os aproxima. ainda mais.

Apesar de concentrado no ser humano, Jung não nega a transcendência. Mas, dada sua formação científica, ele se aproxima deste conhecimento com cautela. Na psicologia junguiana há uma função estruturante que Jung chama de função transcendente, aquela que é capaz de unir os opostos gerando um terceiro elemento que está acima e além dos outros dois. Por exemplo: o Infinito (representando o eterno devir) em relação ao Yin Yang (o movimento de energias opostas). De certa forma Jung também era platônico.

Então, as mesas radiônicas e o Tarot Psiônico estão trabalhando em ambos os níveis, o externo e cosmológico, representado pela filosofia platônica e os símbolos da Geometria Sagrada e o interno, através do conhecimento dos arcanos e dos arquétipos junguianos, tal qual o Tarot de Marselha nas visões de Sallie Nichols (Jung e o Tarot) e de Wilfried Houddouin (O Código Sagrado do Tarot).

 

O Mundo, o Tarot e o Apocalipse

tarot

A simbologia do Tarot está muito ligada à simbologia presente na Bíblia, sobretudo no livro do Apocalipse, donde são tirados diversos símbolos.

Normalmente, tarólogos tradicionalistas não aceitam esta afirmação, preferindo acreditar nas explicações mirabolantes que atribuem ao baralho uma existência milenar (às vezes anterior à invenção do papel!). Estes tarólogos não estão de todo errados, já que a simbologia está no inconsciente coletivo da humanidade e ela vai ressurgir de tempos em tempos e nas mais varidas formas, quer num conto de tradição oral, quer numa obra de arte ou ainda, como um método divinatório.

E os exegetas da Bíblia por outro lado não gostam de ver um método divinatório associado ao livro sagrado.

Quer gostem quer não, a provável origem do Tarot está em figuras cartonadas usadas com fins didáticos para o ensino de religião, moral e outros conhecimentos para crianças e adultos analfabetos. Um sistema deste tipo era as cartas de Mantegna, de meados do século XV, que provavelmente ajudaram a fornecer algumas das cartas dos arcanos maiores, como O Mago (representado por O Artista), O Papa, O Imperador, A Temperança, A Justiça, A Força, a Lua, o Sol, O Carro (representado por Marte) e o Mundo (representado pela Causa Primeira).

O Imperador do Tarot Mantegna serviu de inspiração ao Imperador de outros Tarots posteriores.

O Imperador do Tarot Mantegna serviu de inspiração ao Imperador de outros Tarots posteriores.

O Mundo como chave do Tarot

Escolhi a carta O Mundo para demonstrar esta simbologia bíblica do Tarot porque, assim como o Louco que viaja através dos arcanos, abrindo o Tarot, O Mundo, o Arcano XXI, seria a carta de fechamento, encerrando o ciclo. No entanto, o Louco, além de ser a carta zero é também a carta XXII, mostrando que a vida é um eterno devir, um processo, que não termina nem mesmo com a Morte.

O Mundo pode ser considerado a Chave do Tarot

O Mundo pode ser considerado a Chave do Tarot

O Mundo seria um símbolo de êxito supremo, a reunião de todas as polaridades e de todos os elementos. Observe a carta O Mundo do Waite. Há no centro um ser andrógino e em sua volta quatro outros seres: um leão, um touro, uma águia e um homem.

O Leão representaria o elemento Fogo; o Touro, Terra; Águia, Ar e o Homem, Água. E cada um gerará um dos naipes dos arcanos menores: Ouros corresponde à Terra; Espadas, ao Ar; Paus, ao Fogo e Copas à Água.

Contudo há que se examinar outro aspecto, já presente na carta O Julgamento: O Mundo está fortemente vinculado a uma simbologia bíblica. Os quatro animais percorrem quase todo o Apocalipse e estão associados cada um a um dos quatro cavaleiros (que provavelmente deram origem aos cavaleiros dos quatro naipes).

Apocalipse, cp 4, versículos 6 e 7

    1. também havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal; e ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;
    2. e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.
Os cavaleiros do Apocalipse deram origem as cavaleiros dos arcanos menores

Os cavaleiros do Apocalipse deram origem as cavaleiros dos arcanos menores

Apocalipse, cp 6, versículos 1 a 8

    1. E vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer numa voz como de trovão: Vem!
    2. Olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo, e para vencer.
    3. Quando ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: Vem!
    4. E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.
    5. Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: Vem! E
      olhei, e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha uma balança na mão.
    6. E ouvi como que uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: Uma medida de trigo por um denário, e três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.
    7. Quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: Vem!
    8. E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o inferno seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra.

Os animais também a aparecem na visão de Ezequiel (muitos julgam tratar-se de uma descrição de alienígenas).

Visão de Ezequiel

Visão de Ezequiel

Ezequiel cp 1 versículos 4-10

    1. Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo revolvendo-se nela, e um resplendor ao redor, e no meio dela havia uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo.
    2. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem.
    3. E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
    4. E os seus pés eram pés direitos; e as plantas dos seus pés como a planta do pé de uma bezerra, e luziam como a cor de cobre polido.
    5. E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e assim todos quatro tinham seus rostos e suas asas.
    6. Uniam-se as suas asas uma à outra; não se viravam quando andavam, e cada qual andava continuamente em frente.
    7. E a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e do lado direito todos os quatro tinham rosto de leão, e do lado esquerdo todos os quatro tinham rosto de boi; e também tinham rosto de águia todos os quatro.

Os dois sentidos do Apocalipse de São João

O Apocalipse tem dois sentidos básicos, um cosmológico (que infelizmente é levado ao pé da letra) e um individual (que ninguém, nem mesmo os religiosos, dão a devida importância).

Em vez de lê-lo como uma profecia absoluta, podemos lê-lo como a descrição de um processo de mudança interna, onde tomamos consciência da negatividade e a transcendemos. Todos somos cada um dos quatro cavaleiros e também suas vítimas. Somos também os habitantes da Nova Jerusalém.

Então, o que é o Mundo? Os gregos falam da Quintessência, o quinto elemento que seria a junção dos outros quatro. Significaria a harmonia plena.

A reunião dos quatro animais forma a Esfinge, que seria a síntese das quatro características que compõe o homem: os instintos (o Touro), o poder (o Leão), a razão (a Águia) e a emoção (o Homem).

A Esfinge representa o homem em todas as suas facetas reunidas num ser só, que o sintetizaria, da mesma forma que o Mundo.

Decifra-me ou devoro-te!

Decifra-me ou devoro-te!

A frase aparentemente terrível, “decifra-me ou devoro-te”, significa a busca pelo autoconhecimento, pois o homem que não conhece a si mesmo tende a ser destruído por um dos aspectos que não está sob seu controle: se negar ou supervalorizar seu instinto, cairá na intemperança; se se curvar demais ao poder perderá sua liberdade ou se fizer uso dele de forma tirânica poderá ser destruído; se negar a razão poderá cometer um grave erro, se a supervalorizar poderá se tornar arrogante e se negar ou supervalorizar suas emoções, poderá cair em depressão ou ter um acesso de raiva.

O Mundo nos mostra um modelo ideal que devemos almejar, onde cada um dos nossos aspectos está em harmonia com os outros e sem polaridades: bem/mal, masculino/feminino, sexo/amor, emoção/razão, governante/governado, Deus/Homem. Se o alcançarmos em sua plenitude, teremos atingido a Iluminação.

Esse seria o fim último do homem e é inatingível, mas pode ser tangenciado. Por isso o Mundo não fecha o Tarot, mas o Louco. Quando o tangenciamos, vislumbramos uma nova jornada e o Louco seguirá novamente o caminho.

50 - Causa Primeira (O Mundo)

O Mundo como Causa Primeira

Os Quatro Elementos e suas Qualidades na Astrologia

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Sabemos que a Ciência demonstrou que existem 92 elementos na natureza, e mais alguns deles criados artificialmente.

Então, porque continuar a falar em quatro elementos?

Os conceitos da Astrologia e de outras ciências esotéricas trabalham com o simbólico e se baseiam em uma tradição. Apesar da física e da química terem evoluído, ao longo dos séculos, o simbolismo permanece.

Os elementos tradicionais são: Terra, Água, Ar e Fogo. Se você observar, vai notar que correspondem aos quatro estados da matéria: sólido, líquido, gasoso e plasma. Não está tão longe assim da física moderna.

Os elementos também estão relacionados com as funções básicas da personalidade:

  • Fogo: a criatividade
  • Terra: as sensações físicas
  • Ar: o pensamento
  • Água: os sentimentos

Alguns autores associam o fogo à intuição, como a capacidade de antecipar o futuro. Todavia, a intuição, como oriunda do inconsciente, pode se aproximar da água, onde eu acho conveniente classificar.

Os quatro elementos também podem ser associados aos quatro naipes dos arcanos menores do Tarot (de onde surgiu o baralho comum)

  • Fogo: Paus, que representa a criatividade e as relações sociais;
  • Terra: Ouros, que simboliza os bens materiais e as relações profissionais;
  • Ar: Espadas, que representa o ato de analisar. Analisar significa “cortar em pedaços”. Conta-se que Merlim, brandia uma espada no ar e o Jovem Arthur perguntou: “Mestre, o que está fazendo?”. Merlim respondeu: “Estou pensando”. Espadas também representa os conflitos;
  • Água: Copas, que representa os sentimentos e as relações interpessoais e amorosas. Por isso, no baralho comum é representado por um coração.

Na Astrologia os elementos são agrupados em Triplicidades, pois agregam três signos que formam um triângulo equilátero na roda dos signos.

Astrologia signos qualidades

Qualidades

Quanto às qualidades, os elementos podem ser cardinais, fixos e mutáveis e estão associados a cada quatro signos.

A palavra cardinal significa “de fundamental importância”, pois são os signos que marcam o início das estações do ano: Aries (primavera, no hemisfério norte e outono, no sul), Câncer (verão no norte, inverno no sul), Libra (outono no norte, primavera no sul) e Capricórnio (inverno no norte, verão no sul).

Também podem ser associados aos pontos cardeais, como se a rosa dos ventos girasse no sentido anti-horário, partindo do Leste (nascimento do Sol): Aries, correspondendo ao Leste; Câncer, Norte; Libra, Oeste; Capricórnio, Sul. Perceba as razões dos nomes dos trópicos: Câncer (Norte)e Capricórnio (Sul).

Estes signos podem ser classificados como angulares, como se estivessem nos cantos de um templo quadrado (é provável que na antiguidade tenham sido construídos templos assim, com os ângulos apontados para os pontos cardeais).

Um outro nome associado à qualidade dos signos cardinais é impulsividade, como se estivessem energizados, pronto para ação.

De um modo geral, os nativos de signos cardeias são centrados e expansionistas: a ação parte do interior para o exterior. Psicologicamente falando, são extrovertidos.

Por aqui se começa a interpretação astrológica das características dos signos. Assim os citados signos cardinais terão as seguintes características:

  • Positivas: capacidade de agir, energia, coragem, iniciativa e audácia.
  • Negativas: agir sem pensar, autoritarismo em excesso, arrogância, falta de foco (quer “abraçar o mundo com as pernas”), temeridade (arrisca demais)

A segunda qualidade é a estabilidade associada aos signos ditos fixos. Assim, na impulsividade um processo é iniciado e na estabilidade ele é mantido. O exemplo mas claro é com o elemento fogo: uma fogueira foi acesa (impulsividade) e agora, para manter as chamas, continuo colocando lenha (estabilidade).

Numa analogia com a agricultura (provável motivador da criação da Astrologia), o plantio foi iniciado na primavera e preciso cuidar da plantação.

De um modo geral, os nativos de signos estáveis são centrados na interior, são introspectivos e suas ações no mundo partem após reflexão, no sentido de manter ou dar continuidade a uma ação já iniciada.

Os signos associados a esta qualidade são: Touro, Leão, Escorpião e Aquário. E suas características são:

  • Positivas: capacidade de concentração, capacidade de realização, determinação e atitude reflexiva.
  • Negativas: insensibilidade, egoísmo, obstinação, lentidão, apatia, imobilidade.

Por fim, a mutabilidade, a qualidade dos signos mutáveis, que são Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes.

A ação foi iniciada, foi mantida pelo tempo necessário, agora é necessário encerrá-la ou transformá-la em outra atividade. O fogo mutável se transforma em brasa e depois em cinza, podendo em alguns momentos ser reavivado. A colheita já foi feita, os grãos armazenados e a terra terá que ser novamente arada. Isso num cenário ideal, porém, se houver uma calamidade, como seca ou chuva excessiva, a qualidade demutabilidade será essencial, ou seja a capacidade de se adaptar às mudanças do exterior ou a tomada de ações para gerar uma alternativa.

Os nativos de signos mutáveis podem ser tanto introvertidos como extrovertidos, dependendo das condições do ambiente ou interiores, ou do elemento a que estão associados (Fogo e Ar conduzem a extroversão e Terra e Água, à introspecção). Podem ser líderes situacionais: ficam quietos num canto até que começa um incêndio, por exemplo, quando sabem exatamente o que fazer e conduzem as pessoas à solução do problema ou são os primeiros a socorrer as vítimas.

As características são:

  • Positivas: percepção e sensibilidade do momento de mudança, flexibilidade e adaptação às novas necessidades, ação em busca de novos rumos.

  • Negativas: inconstância; alternativas de atividade e inércia, bem como de entusiasmo e depressão. Dualidade, muitas vezes confundida com ”duas caras” (na realidade, ambas as faces são verdadeiras, não há dissimulação).

Estas qualidades podem ser combinadas com cada um dos elementos e com as polaridades.

 

As qualidades

Os Quatro Elementos e suas Qualidades

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Sabemos que a Ciência demonstrou que existem 92 elementos na natureza, e mais alguns deles criados artificialmente.

Então, porque continuar a falar em quatro elementos?

Os conceitos da Astrologia e de outras ciências esotéricas trabalham com o simbólico e se baseiam em uma tradição. Apesar da física e da química terem evoluído, ao longo dos séculos, o simbolismo permanece.

Os elementos tradicionais são: Terra, Água, Ar e Fogo. Se você observar, vai notar que correspondem aos quatro estados da matéria: sólido, líquido, gasoso e plasma. Não está tão longe assim da física moderna.

Os elementos também estão relacionados com as funções básicas da personalidade:

  • Fogo: a criatividade
  • Terra: as sensações físicas
  • Ar: o pensamento
  • Água: os sentimentos

Alguns autores associam o fogo à intuição, como a capacidade de antecipar o futuro. Todavia, a intuição, como oriunda do inconsciente, pode se aproximar da água, onde eu acho conveniente classificar.

Os quatro elementos também podem ser associados aos quatro naipes dos arcanos menores do Tarot (de onde surgiu o baralho comum)

  • Fogo: Paus, que representa a criatividade e as relações sociais;
  • Terra: Ouros, que simboliza os bens materiais e as relações profissionais;
  • Ar: Espadas, que representa o ato de analisar. Analisar significa “cortar em pedaços”. Conta-se que Merlim, brandia uma espada no ar e o Jovem Arthur perguntou: “Mestre, o que está fazendo?”. Merlim respondeu: “Estou pensando”. Espadas também representa os conflitos;
  • Água: Copas, que representa os sentimentos e as relações interpessoais e amorosas. Por isso, no baralho comum é representado por um coração.

Na Astrologia os elementos são agrupados em Triplicidades, pois agregam três signos que formam um triângulo equilátero na roda dos signos.

triplicidades

Qualidades

Quanto às qualidades, os elementos podem ser cardinais, fixos e mutáveis e estão associados a cada quatro signos.

A palavra cardinal significa “de fundamental importância”, pois são os signos que marcam o início das estações do ano: Aries (primavera, no hemisfério norte e outono, no sul), Câncer (verão no norte, inverno no sul), Libra (outono no norte, primavera no sul) e Capricórnio (inverno no norte, verão no sul).

Também podem ser associados aos pontos cardeais, como se a rosa dos ventos girasse no sentido anti-horário, partindo do Leste (nascimento do Sol): Aries, correspondendo ao Leste; Câncer, Norte; Libra, Oeste; Capricórnio, Sul. Perceba as razões dos nomes dos trópicos: Câncer (Norte)e Capricórnio (Sul).

Estes signos podem ser classificados como angulares, como se estivessem nos cantos de um templo quadrado (é provável que na antiguidade tenham sido construídos templos assim, com os ângulos apontados para os pontos cardeais).

Um outro nome associado à qualidade dos signos cardinais é impulsividade, como se estivessem energizados, pronto para ação.

De um modo geral, os nativos de signos cardeias são centrados e expansionistas: a ação parte do interior para o exterior. Psicologicamente falando, são extrovertidos.

Por aqui se começa a interpretação astrológica das características dos signos. Assim os citados signos cardinais terão as seguintes características:

  • Positivas: capacidade de agir, energia, coragem, iniciativa e audácia.
  • Negativas: agir sem pensar, autoritarismo em excesso, arrogância, falta de foco (quer “abraçar o mundo com as pernas”), temeridade (arrisca demais)

A segunda qualidade é a estabilidade associada aos signos ditos fixos. Assim, na impulsividade um processo é iniciado e na estabilidade ele é mantido. O exemplo mas claro é com o elemento fogo: uma fogueira foi acesa (impulsividade) e agora, para manter as chamas, continuo colocando lenha (estabilidade).

Numa analogia com a agricultura (provável motivador da criação da Astrologia), o plantio foi iniciado na primavera e preciso cuidar da plantação.

De um modo geral, os nativos de signos estáveis são centrados na interior, são introspectivos e suas ações no mundo partem após reflexão, no sentido de manter ou dar continuidade a uma ação já iniciada.

Os signos associados a esta qualidade são: Touro, Leão, Escorpião e Aquário. E suas características são:

  • Positivas: capacidade de concentração, capacidade de realização, determinação e atitude reflexiva.
  • Negativas: insensibilidade, egoísmo, obstinação, lentidão, apatia, imobilidade.

Por fim, a mutabilidade, a qualidade dos signos mutáveis, que são Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes.

A ação foi iniciada, foi mantida pelo tempo necessário, agora é necessário encerrá-la ou transformá-la em outra atividade. O fogo mutável se transforma em brasa e depois em cinza, podendo em alguns momentos ser reavivado. A colheita já foi feita, os grãos armazenados e a terra terá que ser novamente arada. Isso num cenário ideal, porém, se houver uma calamidade, como seca ou chuva excessiva, a qualidade de mutabilidade será essencial, ou seja a capacidade de se adaptar às mudanças do exterior ou a tomada de ações para gerar uma alternativa.

Os nativos de signos mutáveis podem ser tanto introvertidos como extrovertidos, dependendo das condições do ambiente ou interiores, ou do elemento a que estão associados (Fogo e Ar conduzem a extroversão e Terra e Água, à introspecção). Podem ser líderes situacionais: ficam quietos num canto até que começa um incêndio, por exemplo, quando sabem exatamente o que fazer e conduzem as pessoas à solução do problema ou são os primeiros a socorrer as vítimas.

As características são:

  • Positivas: percepção e sensibilidade do momento de mudança, flexibilidade e adaptação às novas necessidades, ação em busca de novos rumos.

  • Negativas: inconstância; alternativas de atividade e inércia, bem como de entusiasmo e depressão. Dualidade, muitas vezes confundida com ”duas caras” (na realidade, ambas as faces são verdadeiras, não há dissimulação).

Estas qualidades podem ser combinadas com cada um dos elementos e com as polaridades.

No próximo artigo veremos cada um dos elementos e seu papel na Astrologia.