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Meditando com Runas – As Runas da Água

Os oráculos têm duas funções: uma, mais mundana, é de nos orientar em questões do dia a dia. Normalmente em decisões ou busca e uma saída para algum problema. Tentamos olhar um pouco à frente no futuro para tentar buscar uma vantagem no jogo da vida.

O segundo uso é para buscarmos a nossa evolução. A questão muda de “o que devo fazer”, para “o que preciso aprender”. Segundo várias tradições místicas a lição nos é apresentada repetidas vezes. Padrões de comportamento ou de “acidentes” indicam que alguém “lá de cima” está querendo lhe chamar a atenção. Por exemplo, por que eu machuco sempre a mão direita? Se não for óbvio (por exemplo, após uma meditação eu descubro que quando eu machuco mão direita estou sendo impedido de fazer alguma besteira, que eu faria se não acontecesse o acidente), um oráculo pode ajudar. E, indo um pouco mais além, mesmo quando tudo está uma maravilha na minha vida, eu lançar mão de um oráculo para saber qual é meu próximo passo evolutivo.

A maioria conhece as runas como processo de adivinhação. Alguns as conhecem como meios de encantamento ou proteção, mas poucos as conhecem como um guia de meditação.

A escolha runa tema pode ser por meio de um lançamento de uma única runa ou por, após termos visto sair a mesma runa várias vezes em várias tiragens. E duas específicas que podem ser escolhidas sem mesmo estar com um conjunto de pedras: Lagu, a runa da água e Gifu, a runa do perdão.

Primeiro veremos as runas da água.

Lagu, a runa da água

runa lagu

Os vikings, criadores das runas, eram excelentes navegantes e a água era primordial para eles, como é para todos nós. Quem mora em São Paulo e viveu o drama da falta de chuvas na Cantareira sabe disso. Quem vive no Nordeste também sabe de uma forma mais crônica.

Lagu é a água tanto no sentido físico como no simbólico: fluidez, emoções e relacionamentos.

Lagu limpa energeticamente as energias mal qualificadas e banha com energia pura a pessoa que está meditando. Isso pode ser feito diariamente e pode ser estabelecido como uma rotina.

Para fazer a meditação, basta estar em contato com a água. Pode ser no banho, lavando louça, o carro ou um animal de estimação. Ou até de forma imaginária. O melhor resultado é num banho de mar.

lagu banho de cachoeira runas

Durante o processo, imagine que a água é cristalina e brilhante. Se estiver imaginando, imagine você numa cachoeira ou num banho de mar. E recite mentalmente ou em voz alta o seguinte poema:

Runas da água

Eu me limpo
De todo o egoísmo
Do ressentimento
Das críticas a meus semelhantes
Da autocondenação
Da ignorância
E dos equívocos de minha vida.

Eu me banho
Em generosidade
Em apreço
Em louvor a meus semelhantes
Em autoaceitação
Em sabedoria
Em compreensão das minhas experiências de vida.

Repita os versos quantas vezes quiser. Não há contra indicações.

É particularmente recomendável esta meditação após uma situação onde houve alguma mágoa.

As Jornadas Evolutivas

cavaleiro medieval

A Jornada do Herói, inicialmente descrita por Joseph Campbell no seu livro O Herói de Mil Faces, já é bastante conhecida do público em geral, podendo ser vista desde desenhos da Disney – que a usa propositadamente – até sagas como Guerra nas Estrelas.
Porém, há outras jornadas que guardam similaridade com a Jornada do Herói e são menos exploradas.

São elas:

1. A Jornada do Vilão, que tem seu protótipo em MacBeth e, mais recentemente, Darth Vader. É o contraponto da Jornada do Herói. Ele normalmente começa como um caráter bom ou neutro, é corrompido pelas forças do Mal e tem um confronto com alguém que pode enfrentá-lo. O resultado final pode ser a morte do Vilão, sua redenção ou sua derrota parcial, indicando que o Mal nunca é totalmente derrotado.

Darth Vader

2. A Jornada do Louco do Tarot. O Louco percorre os outros 21 arcanos, aprendendo uma lição com cada um deles. Fora do Tarot, há a viagem de O Pequeno Príncipe.


O Pequeno Príncipe

3. A Jornada do Sofredor ou Via Crucis. Pode ser a Jornada de Cristo ou algo que guarde semelhança. Tem três fases:

a. A Vida é Bela (corresponde aos Mistérios Gozosos da religião católica). Em geral, do nascimento até o início da vida adulta. Pode ser uma vida comum ou uma vida de luxo e esplendor. Na doutrina cristã narra a infância de Cristo até sua adolescência.
b. Perseguição e Morte (corresponde aos Mistérios Dolorosos da religião católica). Por uma injustiça, o herói é perseguido e sofre uma escalada de torturas até a morte. Na doutrina cristã, narra a Paixão e Morte de Cristo.
c. Ressurreição (corresponde aos Mistérios Gloriosos da religião católica). O Herói, dado como morto, ressurge com força total e reestabelece seu poder. Na doutrina cristã, narra a Ressurreição de Cristo.

Via Crucis2

4. A Jornada do Astro. Cada um dos planetas e os luminares de um mapa natal retornará à sua posição original, a pós um ciclo determinado, percorrendo todos os signos do Zodíaco. Um ano para o Sol, 29 dias para a Lua, 12 anos para Júpiter, etc.. Marcando ciclos na vida de um indivíduo. Um exemplo é a saga dos Cavaleiros do Zodíaco, onde na fase final os cavaleiros têm que percorrer cada uma das 12 casas.

O Astrologo e sua Jornada

Todas estas jornadas têm em comum serem uma jornada evolutiva. O Herói, O Vilão, o Louco, o Sofredor ou o Astro saem de um estado e chegam a algum outro diferente do início, num patamar mais alto, mesmo o Vilão. O Vilão pode ser encarado como o Sombra, algo que pertence a nós mas que negamos.

Assim percorrer qualquer um dos caminhos nos ajudará a ter uma melhor compreensão de nós mesmos.