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Alinhamento Planetário de Julho / Agosto de 2016

Estamos vivenciando um fenômeno astronômico muito importante: o alinhamento dos cinco planetas visíveis no céu, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. O processo começou no final de julho e estará em seu ápice no dia 27 de Agosto, permanecendo visível ate meados de setembro.

É possível vê-los olhando oeste, no início da noite, por volta das 18:00. Eles formarão uma linha percorrendo o céu em direção ao leste.

No dia 27 de agosto Júpiter estará próximo ao horizonte, formando uma conjunção com Vênus, separados apenas 4′ o que dará a impressão de serem um astro só.

Por si só a observação deste fenômeno astronômico é um espetáculo imperdível. Mas seria interessante ver quais seria as implicações astrológicas. Uma conjunção Vênus e Júpiter é bastante importante, só para começar.

Astrologicamente

Escolhi fazer só a análise do céu, a partir do dia do ápice do alinhamento, na cidade de São Paulo e o horário das 18:00 para traçar o mapa.

Observem o mapa, traçado pelo programa What Watch. Salta aos olhos a conjunção tripla formado por Mercúrio, Vênus e Júpiter e a conjunção Marte e Saturno.

mapa 28 8 2016 a

Uma coisa que dá o que pensar: no mesmo momento os dois benéficos estão em conjuntos entre si (e com Mercúrio dando uma forcinha), bem como os dois maléficos.

Vamos ver os outros aspectos envolvendo esses cinco planetas. De uma rápida análise vemos:

  • O Sol em quadratura com Saturno e Marte conjuntos
  • O Sol em oposição a Netuno
  • A Lua em trígono com Netuno
  • A Lua em oposição a Plutão
  • A Lua em quincúncio com Saturno e Marte conjuntos
  • Saturno e Marte conjuntos em quadratura com Netuno
  • Quincúncio de Urano com a conjunção tripla Mercúrio, Vênus e Júpiter
  • Uma quadratura de Urano com Plutão
  • Há uma grande quadratura envolvendo o Sol, a conjunção Marte/Saturno e Netuno

mapa 28 8 2016 c

Na conjunção, Mercúrio está em seu domicílio, Vênus está em queda e Júpiter em exílio. Apesar de serem planetas benéficos, Vênus e Júpiter não estão bem posicionados, com sua energia diminuída. Ambos os planetas estão associados à prosperidade, o que indica um momento de baixa pronunciada, aliviada por Mercúrio, que se adapta às energias positivas de ambos. É como se Mercúrio, anfitrião, acolhesse os visitantes que estão desambientados, tentando fazer com que sintam em casa.

Júpiter na astrologia mundana representa a Justiça em sentido amplo, ou a instituição da Justiça em sentido restrito. Enquanto Júpiter estiver em Virgem, a Justiça estará bastante enfraquecida. Processo judicias no período tenderão a ser mais lentos que o costume e pode haver injustiças. Mercúrio funcionará como um bom advogado.

Já a conjunção Marte / Saturno por si só representa encrenca e nenhum deles está em exílio ou queda. Por outro lado não estão em domicílio ou em exaltação. Menos mal.

mapa 28 8 2016 b

Na astrologia mundana este tipo de conjunção normalmente é associada com golpes antidemocráticos, ataques terroristas, revoluções, invasões militares, endurecimento de regimes autoritários e desastres envolvendo construções humanas, como barragens, pontes e ferrovias. Para piorar a situação, o Sol, representando o governante, está em quadratura com a conjunção Marte / Saturno, ou seja, o governo, seja quem for, está em maus lençóis. A combinação disso com Júpiter e Vênus enfraquecidos não pode resultar em coisa boa. Estes dois planetas combinados com Mercúrio podem indicar uma resistência intelectual grande e importante aos possíveis golpes, mas ineficaz.

Vamos ver como anda o povo, ou seja, a Lua. Ela faz um quincúncio com a conjunção Marte Saturno. Este quincúncio é de natureza regenerativa, já que a Lua saiu de uma oposição com estes dois planetas no dia 25 de agosto. Ou seja, “o pior já passou” ainda, que haja algum estresse. Mas pelo andar da carruagem, o pior pode já ter acontecido no por conta desta oposição à conjunção Marte / Saturno!

Temos um trígono Lua / Netuno. O que aparentemente seria um bom aspecto – um indicativo de criatividade – na atual conjuntura não parece saudável. Netuno é o planeta da Ilusão. Um povo iludido não parece ser uma coisa boa num momento crítico como vem sendo retratado até agora.

E Marte / Saturno está em quadratura com Netuno. Isso simplesmente indica um choque de realidade duro e violento no povo que está iludido.

A Lua também está em oposição a Plutão, o que indica uma explosão emocional que pode coroar tudo isso como uma revolta popular de curta duração, sufocada rapidamente.

E Urano e Plutão estão também em quadratura. A quadratura do revolucionário Urano com o transformador Plutão, que vem regendo a humanidade desde 2009, causando estragos nas economias e na política do mundo todo e ficará nos atormentando até 2019. A base perfeita para o desenrolar do caos previsto até aqui.

Por fim a grande quadratura envolvendo o Sol, a conjunção Marte / Saturno e Netuno. O ponto focal é justamente a conjunção. E ela está em Sagitário. Este será o desafio que nos foi proposto: superar as ilusões e enfrentar a realidade da grande mudança que está acontecendo, com a criatividade de Netuno, a força e coragem do Sol e a sabedoria de Sagitário.

Os Planetas – Parte 2

planetas

 

No artigo anterior falamos sobre os planetas até Vênus. Hoje veremos o restante do sistema Solar.

Planetas Transicionais

Júpiter e Saturno são chamados de planetas transicionais terem ciclos planetários que percorrem um longo período da vida de um indivíduo.

Júpiter tem um ciclo de 12 anos seguirá os períodos evolutivos básicos: até os 12 anos, infância, dos 13 aos 24, adolescência, juventude, dos 25 té 36, idade adulta plena, 37 aos 48, maturidade e assim por diante. A cada ciclo de 12 anos há uma mudança significativa no amadurecimento do indivíduo.

Já Saturno tem um ciclo maior, de 29 anos e meio, marcando mudanças mais acentuadas: juventude, até os trinta anos (os anos do plantio); maturidade, dos 31 aos 60 anos (os anos da consolidação); velhice, dos 61 aos 90 (colheita).

 

JúpiterJupiter
A palavra jovialidade vem de Jove, um dos nomes de Júpiter e deu origem também à palavra “juventude”. Seria esse um dos aspectos de Júpiter, a alegria. Outro aspecto é a sabedoria. Se Júpiter fosse uma pessoa, seria aquele que sabe se divertir, mas é capaz de, quando necessário, ser circunspecto e pensativo. É o estudante que se diverte numa balada, mas também é capaz de passar uma noite em claro estudando para uma prova.

Ele rege o signo de Sagitário e sua casa natural é a nona casa, a da sabedoria ou da educação superior, portando esta associado à escolha da carreira do indivíduo, embora a regência da carreira em si ocorra na décima casa, a cargo de Saturno.

Na mitologia, Júpiter é o Deus dos deuses, o regente que governa os céus e a Terra e administra a justiça e o clima. Normalmente era associado aos raios que usava para castigar os pobres mortais.

jupiter_raio

SaturnoSaturno

Saturno está associado à carreira do indivíduo e também aos sucessos e infortúnios da vida. E entre os infortúnios está a morte. É um planeta difícil de interpretar e normalmente mexe com o emocional do astrólogo iniciante. Para contornar estas dificuldades, pode-se pensar em Saturno como o planeta que rege a colheita, tal qual o deus que lhe deu o nome. A saturnália, festa dedicada a ele, ocorria no solstício de inverno e acabou dando origem ao natal cristão.

Ele rege o signo de Capricórnio e décima casa, casa da carreira.

Na mitologia é o deus da Agricultura e também do tempo, equivalendo Cronos. Derrotou Urano, seu pai e por usa vez foi destronado por Júpiter. Exilado na Terra, trouxe prosperidade na região que governou e segundo algumas lendas, ajudou a fundar Roma, tornado-se seu protetor.

 

Afresco-de-Chronos-deus-do-Tempo-Saturno-na-Sala-Meridiana.

Planetas Geracionais ou Transcedentais

Os planetas geracionais, transpessoais ou transcendentais são aqueles que tem um ciclo planetário e influenciam toda uma geração de pessoas, não somente os indivíduos. Como eles estão além de Saturno podem ser chamados também de transaturninos. Todos forma descobertos a partir do século XVII e não são considerados na Astrologia Medieval (ainda praticada hoje) ou da Antiguidade e demoram para integrar o cânone da Astrologia atual.

UranoUrano
Urano é o primeiro planeta do grupo geracional, com um ciclo planetário de 84 anos. Este ciclo pelo zodíaco percorrerá a totalidade da vida um indivíduo longevo.

Este planeta foi descoberto em 1781, às vésperas da revolução francesa (1789), e alguns anos depois da independência dos EUA (1776).

Na época a Astrologia estava em crise porque o Racionalismo era doutrina filosófica reinante e as Universidades já haviam separado a Astronomia da Astrologia e abandonaram o seu ensino.

O caráter de Urano foi associado às convulsões sociais da época e à própria crise de Astrologia. Ele seria o portador da inovação, do impulso e da independência. Ele rege as revoluções e muitos astrólogos associaram os atuais movimentos sociais que estão ocorrendo no mundo e no Brasil pela presença de Urano em Áries.

Ele rege o signo de Aquário, o signo das mudanças evolutivas. Sua casa natural é 11ª Casa, a casa dos projetos futuros e dos grupos e dos amigos.

Na Mitologia é o deus do Céu, gerado por Gaia (a Terra) que o tornou seu marido. Na mitologia ele era um deus ciumento que devorava os próprios filhos. Gaia escondeu seu filho Saturno, que derrotou o pai, castrando-o. Ao atirar os genitais do pai na Terra, Vênus foi gerada.

NetunoNetuno
O segundo planeta geracional é Netuno, com ciclo planetário de 165 anos, ou seja, leva mais de um século e meio para percorrer todo o zodíaco.

Descoberto em 1846, Netuno foi associado à criatividade, à fé, mas também à confusão e à ilusão. Ele seria o portador do misticismo, que ele tem de bom e de ruim: a capacidade de ver além da realidade e também o perigo de perder contato com ela. O vidente e o visionário. O xamã e o charlatão. O sábio e o louco. A fé redentora e o fanatismo. A esperança e a decepção.

Netuno rege o signo de Peixes e tem como casa natural a décima segunda, a Casa do Inconsciente.

Na mitologia é o deus dos mares (daí sua associação com o inconsciente), dos rios, dos lagos e dos cavalos.

neptuno

PlutaoPlutão
Plutão foi descoberto em 1932 e tem um clico planetário de duzentos e quarenta e oito anos.

Ele é considerado planeta das grandes mudanças, onde uma estrutura antiga é destruída para dar origem a uma nova. Também rege grandes catástrofes, mudanças políticas profundas, reestruturações de empresas muito grandes. Em suma, tudo que está fora do alcance das pessoas.

Apesar dele ser um planeta que opera em eventos que atingem um grande período de tempo, portanto muita gente simultaneamente, ele pode influenciar a vida de uma pessoa, quando os planetas pessoais (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus e Marte) entram em aspectos com ele. Ele agirá sempre no sentido de causar grandes mudanças na vida da pessoa. Por exemplo, a perda de um emprego que a forçará a buscar novas oportunidades e mostrar seus talentos, coisa que não faria se estivesse empregado.

Neste momento, Plutão está em Capricórnio. Ele entrou em 2008 e ficará nele até 2024. Plutão em Capricórnio indica um período de grandes mudanças em estruturas que não mudam há muito tempo. Coincidência?

Ele rege o signo de Escorpião e a Oitava casa, a casa da transformação (nada mais apropriado), das associações e da sexualidade.

Na mitologia ele rege o reinos mortos. Para os gregos e romanos não havia o conceito de céu ou inferno. Os mortos iam todos pra o mesmo lugar, retratado como um lugar sombrio (aproximasse do conceito de Umbral). Plutão seria o regente deste mundo. Em algumas obras de ficção mais recentes (o Hércules da Disney, o novo Fúria de Titãs, por exemplo) ele é aproximado ao mal, numa tentativa de assemelhá-lo a Satã. Nada mais injusto! Embora se regente de um mundo sombrio e tenha sido opositor de outros deuses, cometido algumas maldades (por exemplo, raptado Perséfone), para os gregos e romanos não existe uma dualidade forte entre o bem o e o mal. Todos os deuses são capazes de fazer grandes atos de generosidade, como grandes maldades.

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Astrologia, oráculos, terapias: como alteram o “destino”?

Astrologia

Pratico vários oráculos há muito tempo. Comecei com o Tarot, passei pelo Lenormand (o baralho “cigano”), leitura de mão, I Ching, numerologia e astrologia. Acabei aprendendo terapias alternativas, começando pelo Reiki, florias e cura quântica e cheguei às mesas radiônicas.

Uma coisa que percebi nos consulentes (termo tomado da cartomancia) é que mesmo que a leitura fosse precisa, o que eles desejavam era uma interferência direta em suas vidas e esperavam isso do oráculo.

A postura do oraculista normalmente é a célebre frase “as cartas não mentem jamais” reforçando uma crença, mesmo no ateu mais renitente, de que o destino é imutável. Isso é particularmente notável na astrologia e na numerologia. Há quem a cada acontecimento importante da vida vá consultar o mapa astral para ver que influências astrais estavam presentes naquele momento, às vezes para justificar uma besteira que fez.

cartomante2

 

Então eu me perguntei: se existe influência astrológica, onde ela está?

Se nascemos com um mapa astral gravado o local mais provável é o DNA. Lembrei-me das 12 camadas do DNA, que tem sido difundidas no meio esotéricos pelos canalizadores da entidade Kryon. A primeira camada seria o DNA como a ciência oficial conhece e as outras estariam em níveis mais sutis.

Então o mapa astral estaria gravado numa destas camadas? Talvez.

Como operador da Mesa Cristalina, que desdobra o DNA em suas doze camadas pra desprogramá-lo e reprogramá-lo, percebi, que se eu estivesse certo, poderia agir para mudar parâmetros do mapa astral, simplesmente desprogramando aspectos negativos e positivos e resolvi experimentar, obtendo resultados positivos com esta abordagem.

Um outro “local” de armazenamento seria o Inconsciente Coletivo e isso explicaria algumas particularidades da Astrologia. Resolvi estudar a história da Astrologia e verifiquei que ela foi inventada por uma sociedade agrícola onde todos dependiam da terra, das estações e de fenômenos meteorológicos, alguns cíclicos, que podiam ser previstos observando-se primeiro o sol e a lua, depois os demais planetas (chamados assim por se moverem contra o céu estrelado, ao contrário das estrelas). Numa sociedade fortemente a agrícola, do rei ao camponês, todos dependiam de uma colheita fértil. Prever o que iria acontecer com a plantação determinava como todos viveriam.

Os signos então estariam vinculados às estações do ano, que mudariam a cada três signos. O primeiro, seria cardinal, que indicaria o início da estação, o segundo fixo (a estação em sua plenitude) e mutável, que indicaria o fim da estação já sentindo os efeitos da seguinte.

Os caráteres dos signos mudariam conforme a estação progredia. Áries é o iniciador, marcava o plantio, Touro a espera e o cuidado, Gêmeos, o que nota os primeiros sinais do verão.

Entretanto sou brasileiro e moro no hemisfério sul. Por que um ariano brasileiro seria igual a um ariano europeu?

Pensei então no inconsciente coletivo. Fomos colonizados por portugueses, que traziam séculos de história armazenados em seu inconsciente coletivo onde a Astrologia fazia parte.

astrologia santos da igreja

 

E lá está a Astrologia, junto com os arquétipos, os deuses de várias culturas, os santos da Igreja Católica, o simbolismo dos animais associados às estrelas e aos signos e o centésimo macaco.

Uma análise em profundidade de um mapa astral pode revelar quais arquétipos poderão estar presentes nos conflitos pessoais de uma pessoa e servir de base para uma consulta em qualquer terapia. Um bom ponto de partida.

Da mesma forma que alteramos o DNA em seus filamentos mais sutis, poderemos alterar o “destino” de alguém, desprogramando dados no seu inconsciente mais profundo, como propõe as terapias de vidas passadas, a análise junguiana, a psicanálise, homeostase quântica da essência e as mesas radiônicas.

Assim conseguiríamos de certa o que o consulente do início da explanação desejava, alterar sua realidade futura a partir de um oráculo. Não da forma mágica infantilizada “de que tudo vai ficar bem, do jeitinho que eu quero”, mas de uma forma em que o consulente (ou interagente, como se diz hoje) possa evoluir e libertar-se do seu “destino”, saindo de seus condicionamentos.

 

 

As Casas Astrológicas

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Quando traçamos um mapa astrológico completo levamos em consideração as casas astrológicas, dividindo a roda astrológica em doze regiões, que correspondem a doze aspectos da vida humana. A posição destas casas é determinada pelo horário e local de nascimento da pessoa em análise. Se não soubermos a hora, toda esta análise fica prejudicada, restando apenas análise da posição planetária.

Se os signos e os planetas são os atores do Drama, as casas são o cenário onde este drama corre. Cada casa corresponderá um aspecto da vida, começando pela casa um, que é a casa do Eu (o Ascendente) e terminado com a 12ª casa, a do Inconsciente.

Cada uma das casas tem um signo correspondente que é o mesmo signo que marcaria o Ascendente em Áries e seguintes. Se as dispusermos no círculo Astrológico, elas percorreram, como os signos, o sentido anti-horário. Assim casa uma das casas terá um signo regente. Um dos jeitos de descobrir o que cada uma das casas representa é ver a frase chave associada ou a característica principal de cada Signo como mostramos na tabela I.

Tabela I: Casas e Signos Regentes

Casa

Signo Regente

Frase do Signo

Nome da casa

Comentário

I

Áries

Eu sou

Ascendente

Representa nossa personalidade visível ou o Ego

II

Touro

Eu tenho

Posses materiais

O que a pessoa obtém para si. Dinheiro e outros bens materiais

III

Gêmeos

Eu penso

Comunicação

Como a pessoa se comunica com os outros (Gêmeos é o signo da Comunicação por excelência)

IV

Câncer

Eu sinto

Lar e Família

Câncer está associado ao amor incondicional pelo outro, por exemplo o amor materno. Por isso, lar e família

V

Leão

Eu quero

Talentos e Diversão

Normalmente os que fazemos de melhor. E com prazer.

VI

Virgem

Eu analiso

Trabalho e Saúde

Está relacionada ao trabalho rotineiro do dia a dia. A saúde também está relacionada aos hábitos que nos mantém saudáveis.

VII

Libra

Eu equilibro

Casamento e sociedades em geral

As relações com outras pessoas, quer sejam amizades ou relações de contrato (o casamento é visto como uma relação de contrato)

VIII

Escorpião

Eu desejo

Posse dos outros, transformação, sexualidade

A posse dos outros” refere-se ao que os outros tem que pode nos ajudar. Também pode simbolizar o que invejamos.

IX

Sagitário

Eu compreendo

Espiritualidade, Sabedoria, Conhecimento

Conhecimento que adquirimos através do estudo, como por exemplo um curso superior, ou prática religiosa

X

Capricórnio

Eu uso

Carreira

O que faz a pessoa ser notada na sociedade, seu status, sua reputação.

XI

Aquário

Eu sei

Projetos futuros

O que almeja para si mesma. Aquário dos signos é o mais voltado ao futuro

XII

Peixes

Eu creio

O Inconsciente

Aquilo que está oculto, que pode ser objeto de fé ou de intuição, ou ainda algo do passado escondido da própria pessoa (um trauma, por exemplo).

Há algumas controvérsias, que precisam ser contornadas para uma interpretação mais precisa.

Em primeiro lugar as 12 casas não abrangem o total de experiências humanas, a ponto de algumas delas contemplarem mais de um fator. Por exemplo, a casa VI, abrange trabalho e saúde. Embora tenham alguma relação (quem não tem saúde não trabalha), são experiências distintas. Isso terá que ser contornado, observando-se outras características do mapa e pela intuição do astrólogo.

A casa V e a casa VIII, guardam este mesmo problema e um outro: ambas tem uma relação forte com a sexualidade, referida às vezes implicitamente como “vida amorosa” na casa V e completamente ignorada na casa VIII. Ambas tem como frase chave quase sinônimas “Eu quero” e “Eu desejo”, o que remete à sexualidade. A casa VIII, relacionada como posse dos outros dá uma conotação forte de desejo pelo que o outro tem, poderia muito bem ser a “casa da inveja”. Em sexualidade pensar desta maneira significa: o que eu desejo que o outro tem é seu corpo. E para completar, o casamento aparece como uma sociedade na casa VII. Embora não deixe de sê-lo, ao contrário das sociedades comerciais e políticas, no casamento existe algo além, que é a afetividade e também a sexualidade.

Talvez isso remonte ao renascimento da Astrologia no século XIX, onde ganhou os contornos que conhecemos hoje. Deve-se atentar para que o século XIX abrigou a Era Vitoriana, que era caracterizada por uma ampla repressão à sexualidade e isto deve ter sido varrido para debaixo do tapete com uma estampa da roda dos signos.

Do mesmo modo que a escolha dos nomes dos signos e planetas, a escolha dos assuntos de cada casa revela os valores da sociedade que as denominou, ou, pelo menos a sua ultima revisão.

No meu entender, as casas como aqui estão demonstradas devem ter sido criadas após a revolução industrial:

  • a segunda casa refere-se a finanças pessoais. Depois de meu próprio ego (casa 1) o que vem em seguida é o que possuo (pensamento típico da pequena burguesia);
  • O que faz o esporte no meio dos filhos e da criatividade? O esporte organizado como atividade e com valor educacional ganhou relevância após as primeiras Olimpíadas modernas;
  • Aparece ambiente de trabalho na sexta casa (o que não teria sentido numa sociedade agrícola);
  • O casamento aparece junto com contratos;
  • Aparece o termo subconsciente, que só tem significado após Freud;
  • O nascimento da maioria das crianças das cidades em hospitais garante saber-se a hora exata do nascimento.

Astrolabe,_18th_century,_disassembled

Ainda somos filhos do século XIX, embora muita coisa esteja mudando (ainda bem).

Como o ferramental que temos é este (doze casas e doze signos), se quisermos trabalhar com a astrologia natal, teremos que usar muito nossa observação e intuição.