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Quatro cartas importantes no Tarot Psiônico de Ação Pulsada

Dentro do Tarot de Ação Pulsada, no naipe Azul Claro encontramos as cartas associadas às redes que envolvem o planeta Terra.

Já acostumamos com a rede da Internet e até esquecemos que www é world wide web (que pode ser traduzido como rede universal ampla). Há várias redes artificiais à nossa volta, como rede elétrica, e rede de distribuição de água, etc..

Há outras redes invisíveis, só que naturais.

As redes consideradas no Tarot Psiônico, no naipe azul celeste são:

  • A Rede de Informação Planetária
  • A Rede Gaia
  • A Rede da Humanidade
  • A Rede Cristalina

Acredita-se que estas redes são formadas por malhas energéticas que envolvem o planeta Terra e que atuam de diversas formas sobre os seres que nele habitam.

Como ainda não há provas científicas de sua existência, escolhemos nos colocar de forma aberta e aceitar sua influência a partir das experiências pessoais e com interagentes e de considerações feitas a partir de outras técnicas holísticas e mesmo da ciência oficial (Física Quântica, por exemplo).

Rede de Informação Planetária

A Astrologia é uma arte e uma técnica milenar, onde o movimento dos astros do sistema solar, tendo como pano de fundo as constelações do zodíaco, são interpretados a partir da data, hora e local do nascimento do indivíduo, dando as características individuais.

Escolhemos chamar a influência astrológica de rede de informação planetária, porque podemos imaginar a Terra mergulhada numa malha energética formada pelos planetas e luminares (Sol e Lua). A Ciência canônica (oficial) não conseguiu detetar uma influência marcante das energias conhecidas dos planetas, como a gravitacional e a eletromagnética (o que não significa que elas não existam, ou que não existam outros tipos de energia ainda não descobertas) embora reconheça parte destas influências a partir do Sol e da Lua. O efeito das marés e da luz solar e outras radiações são bem conhecidos há milênios.

Alguns astrólogos de vertentes psicológicas, sobretudo junguianas, acreditam que a influência planetária ocorre de maneira simbólica, através do inconsciente e acabam compondo de alguma forma a energia psíquica.

A Astrologia trabalha com arquétipos, representados por figuras mitológicas que personificam os astros. O drama celeste desenhado no céu e descrito no seu mapa astral é uma fonte de informações extremamente útil para autoconhecimento.

A sua inclusão no Tarot Psiônico permite que ao fazermos a emissão, possamos reforçar as influências astrológicas positivas e atenuar as negativas. O Mapa não “desaparece”, mas o interagente conseguirá trabalhar melhor com estas influências partir da leitura. A inclusão desta carta permite que possamos usar o Tarot psiônico como um todo para agir diretamente nos mapas astrológicos do interagente ou através da leitura da mandala astrológica (doze cartas distribuídas em círculo, representando as doze casas) permitir um reagrupamento positivo das energias planetárias envolvendo o interagente

Rede Gaia

Gaia é um dos nomes do planeta Terra e a Rede Gaia, aqui simbolizada por um dodecágono, representa as inter-relações ecológicas que regem a natureza do nosso planeta. A chamada Hipótese Gaia considera o planeta como um ser vivo composto por todos os reinos (mineral, vegetal animal e humano), unidos por laços energéticos, nem sempre conscientes. Uma metáfora interessante é mostrada no filme Avatar.

Entretanto a partir da Revolução Industrial o homem passou a ver a Natureza como um inimigo a ser vencido, ou no máximo como algo a ser corrigido pela sua mão, com consequências desastrosas.

Felizmente com o crescimento das técnicas holísticas esta visão começa a ser modificada.

 

Rede da Humanidade

A Humanidade também está conectada. Cada pensamento nosso gera energias eletromagnéticas, que podem ser captadas por outros seres humanos. Segundo Jung, também estamos unidos pelo Inconsciente Coletivo, com todos que vivem hoje, já viveram e até os que ainda não nasceram, bem como com os arquétipos.

O icosaedro, cuja projeção em 2D é um hexágono, aqui representa a rede da humanidade, ligado ao elemento água. O elemento Água rege as emoções, o que nos faz pensar nessa rede como profundamente afetiva.

Ela pode ser percebida em grandes momentos de solidariedade ou de grandes alegrias que atingem muitas pessoas. Também pode ser percebida quando um comportamento ou emoção é sentido como própria do ser humano.

 

Rede Cristalina

A Rede Cristalina, representada por um duplo dodecágono, é uma malha energética que surge com a união dos pontos das redes anteriores, representa no nível planetário a consciência desperta do planeta, que surgiu com a mudança consciencial da humanidade da 3ª para a 5ª dimensão.

Podemos imaginar esta rede como envolvendo todo o planeta, mas sua origem está nas energias manifestas na Terra e nos seres que nela habitam.

Também podemos vê-la como uma nova consciência oriunda desta soma de interações e que preparam o planeta para o seu salto quântico

 

 

Os efeitos nas tiragens do Tarot Psiônico

Todas estas redes quando aparecem numa tiragem colocam um nível energético alto que é direcionado para resolver o problema do interagente. É um verdadeiro exército de frequências mobilizado para a ação.

É útil meditar sobre cada uma destas cartas e tentar ver seu significado mais profundo e como estas redes podem nos influenciar no dia a dia.

Photo credit: sociate via VisualHunt.com / CC BY-SA

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O Tarot Psiônico, as Mesa Radiônicas e o Arquétipos

A partir do momento que eu coloquei o Tarot Psiônico de Ação Pulsada, algumas perguntas surgiram:

  • Qual seria a relação do Tarot Psiônico de Ação Pulsada com os arquétipos junguianos?

  • E a Geometria Sagrada, que relação tem com ele?

  • Onde estão as figuras dos arcanos maiores neste Tarot?

Vi então que este artigo era necessário. Não vou responder uma a uma mas deixarei claro os conceitos que o embasam. Alguns estiverem na minha mente e na de Régia Prado de forma consciente e outros, como todo processo criativo, de forma inconsciente.

Arquétipo

O termo arquétipo tem uma gama de interpretações variadas e algumas até equivocadas. Vou tentar resgatar um pouco seu significado original.

Essa palavra é formada pela junção do prefixo arc, com o radical tipo, que significa modelo.

Arc como na palavra arcaico, representa antigo. Então numa primeira abordagem arquétipo seria um “tipo antigo” ou “forma antiga”.

Jung usou essa palavra para designar estruturas antigas na psique que estariam no inconsciente mais profundo, que ele chamou de inconsciente coletivo. Ele deu caracterização humanizada a alguns destes arquétipos. Por exemplo, Ânima e Animus, O Velho Sábio, O Herói, etc.. Ele fez isso após uma longa observação no conteúdo de manifestações culturais de vários povos e delírios de pacientes psiquiátricos, sobretudo, esquizofrênicos. Para Jung os arquétipos são estruturas psíquicas organizadas, relativamente autônomas, que compõe o ser humano em sua totalidade, desde o físico, passando pelo mental, emocional e espiritual. Se pensarmos em termos de programação de computadores, os arquétipos seriam os programas básicos, anteriores até ao próprio sistema operacional. Seriam similares às rotinas que compõe a BIOS.

A palavra também foi usada por Platão, no sentido da ideia primordial. Algo que estaria no mundo transcendente do qual o nosso seria uma projeção incompleta deste mundo perfeito. Nosso mundo seria o chamado Mundo Manifesto. O mundo das formas perfeitas seria o Mundo das Ideias. Neste Mundo da Ideias, existiam, entre outras coisas, as formas básicas, tiradas da geometria euclidiana (a geometria que aprendemos na escola), como o ponto, a reta, o círculo os polígonos regulares (o triângulo, o quadrado, o pentágono, o hexágono, etc) e os sólidos e em especial os sólidos regulares, ou seja, sólidos cujas faces eram formadas por polígonos regulares de mesmo tipo.

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Depois de longos estudos, Platão descobriu que existiam cinco e somente cinco sólidos deste tipo, que ficaram conhecidos como sólidos platônicos, que são:

  1. O cubo, sólido com seis faces quadradas, que ele associou ao elemento Terra no mundo manifesto;

  2. O icosaedro, sólido com 20 faces triangulares, que ele associou ao elemento Água no mundo manifesto;

  3. O octaedro, sólido com oito faces triangulares, que ele associou ao elemento Ar no mundo manifesto;

  4. O tetraedro, sólido com quatro faces triangulares, que ele associou ao elemento Fogo no mundo manifesto;

  5. O dodecaedro, sólido com 12 faces formadas por pentágonos, que ele associou ao Éter que corresponderia à quintessência ou ao cosmo, a alma do mundo.

Há ainda um sólido especial, formado por infinitos polígonos: a esfera, que poderia ser diminuída constantemente a até ser reduzida a um ponto, representando a Perfeição, ou aumentada indefinidamente abarcando todo o Universo.

As formas da geometria euclidiana eram usadas para compor todas as formas conhecidas, fosse um tijolo ou uma catedral e sua manipulação exigia um grande conhecimento do sagrado. Este conhecimento se transformou na Geometria Sagrada.

Os arcanos

Há uma outra palavra muito usada no meio esotérico: arcano.

O prefixo arc também o precede mas com outro significado: de oculto, um segredo, como na palavra arca, um tipo de baú com chave onde eram guardados objetos pessoais ou valiosos.

Os arcanos do Tarot seriam elementos que continham dentre de si segredos a serem desvendados apenas para os iniciados. Segundo alguns autores, estes segredos foram perdidos e o Tarot que conhecemos seria uma recriação a partir de dados pesquisados ou intuídos ao longo de séculos, que formaram a interpretação que temos hoje.

Uma pesquisa bastante extensa está no livro O Código Sagrado do Tarot, de Wilfried Houddouin, que consegue relacionar o Tarot de Marselha com a Geometria Sagrada, tal como era concebida na Idade Média.

 

Por outro lado e de certa forma complementado esta pesquisa, há o livro Jung e Tarot, de Sallie Nichols. Este livro relaciona os arcanos maiores e as cartas da corte com arquétipos junguianos e estabelece a Jornada do Louco, com uma descrição semelhante à Jornada do Herói, descrita por Joseph Campbell em seu livro O Herói de Mil Faces, que seria um dos caminhos da individuação proposta por Jung.

Jung e o Tarot

Sallie Nichols nos apresenta a jornada arquetípica de O Louco

O interessante a observar é que Platão não disse que só haviam formas em seu Mundo das Ideias, mas também que haviam conceitos, como O Homem Perfeito, retratado por Leonardo Da Vince como O Homem Vitruviano e Jung por sua vez nunca disse que todos os arquétipos poderiam ser apenas retratados por figuras humanizadas, mas poderiam também haver processos, como o que mantém o coração batendo. Aliás, as formas humanizadas seriam apenas um jeito de nos aproximarmos dos arquétipos para podermos saber que eles existem e lidarmos com eles.

Homem Vitruviano - Leonardo da Vince

O Homem Vitruviano de Leonardo da Vince

Os Arquétipos e o Tarot Psiônico

Quando desenvolvemos o Tarot Psiônico, verificamos que as ferramentas em si eram estruturas complexas e autônomas que poderia estar dissociadas das mesas radiônicas que lhe dava suporte. Experiencias de alguns operadores de mesa que também praticavam Rei Ki ou outros tipos de terapias energéticas, as ferramentas presentes nas mesas se incorporavam sozinhas ao repertório de símbolos, aparecendo na mente do operador quando faziam aplicação do Rei Ki.

Jung, aproximando-se da Alquimia e da Astrologia, coloca em tela o conceito de símbolo. Para ele, símbolo seria uma manifestação espontânea do inconsciente e uma forma de aproximação com os arquétipos. Entre os símbolos ele destaca a mandala.

O conceito junguiano de arquétipo tem como um de seus elementos o conceito de estruturas complexas e autônomas. Por outro lado, também se aproximavam do conceito platônico de ideia, uma forma ou modelo que transcende o mundo real e o determina. Ambos estes conceitos podem ser aplicados às ferramentas presentes nas mesas radiônicas e no Tarot Psiônico. Por exemplo, há os sólidos platônicos presentes na Mesa Cristalina e os portais, que estão relacionados tanto com as mandalas junguianas como com formas matemáticas presentes na Geometria Sagrada.

Entretanto, há uma diferença entre o pensamento de Platão e Jung. Para Platão, os arquétipos pré-existem antes de qualquer consciência humana. Jung não entra neste mérito. Para ele os Arquétipos existem no inconsciente coletivo da humanidade. Talvez hoje ele dissesse que está no DNA e evoluíram junto com a humanidade, mas é necessário que exista pelo menos um humano para que os arquétipos existam, como neste trecho do conto “Uma valsa na zona do crepúsculo”, de minha autoria, onde A Morte (um arquétipo) se posiciona exatamente sobre isso:

A Morte

Me julgava Imortal até que percebi onde realmente eu vivo. Eu vivo no Inconsciente Coletivo da Humanidade. Ele existe há séculos, tantos que eu não posso contar. E existirá por séculos ainda, tantos que também não poderei contar.

Mas um dia, o Último Homem morrerá, levando consigo para a zona além do crepúsculo o Inconsciente Coletivo Humanidade. E eu também atravessarei este último limiar. A Morte finalmente morrerá.

Nautilus

Tanto nas mesas radiônicas como no Tarot Psiônico, as ferramentas e as cartas têm uma aproximação forte com a simbologia platônica dada o uso da geometria sagrada. O uso desses símbolos como uma forma de modular energias e o fato de que todo o universo é formado por energia os aproxima. ainda mais.

Apesar de concentrado no ser humano, Jung não nega a transcendência. Mas, dada sua formação científica, ele se aproxima deste conhecimento com cautela. Na psicologia junguiana há uma função estruturante que Jung chama de função transcendente, aquela que é capaz de unir os opostos gerando um terceiro elemento que está acima e além dos outros dois. Por exemplo: o Infinito (representando o eterno devir) em relação ao Yin Yang (o movimento de energias opostas). De certa forma Jung também era platônico.

Então, as mesas radiônicas e o Tarot Psiônico estão trabalhando em ambos os níveis, o externo e cosmológico, representado pela filosofia platônica e os símbolos da Geometria Sagrada e o interno, através do conhecimento dos arcanos e dos arquétipos junguianos, tal qual o Tarot de Marselha nas visões de Sallie Nichols (Jung e o Tarot) e de Wilfried Houddouin (O Código Sagrado do Tarot).

 

O Mundo, o Tarot e o Apocalipse

tarot

A simbologia do Tarot está muito ligada à simbologia presente na Bíblia, sobretudo no livro do Apocalipse, donde são tirados diversos símbolos.

Normalmente, tarólogos tradicionalistas não aceitam esta afirmação, preferindo acreditar nas explicações mirabolantes que atribuem ao baralho uma existência milenar (às vezes anterior à invenção do papel!). Estes tarólogos não estão de todo errados, já que a simbologia está no inconsciente coletivo da humanidade e ela vai ressurgir de tempos em tempos e nas mais varidas formas, quer num conto de tradição oral, quer numa obra de arte ou ainda, como um método divinatório.

E os exegetas da Bíblia por outro lado não gostam de ver um método divinatório associado ao livro sagrado.

Quer gostem quer não, a provável origem do Tarot está em figuras cartonadas usadas com fins didáticos para o ensino de religião, moral e outros conhecimentos para crianças e adultos analfabetos. Um sistema deste tipo era as cartas de Mantegna, de meados do século XV, que provavelmente ajudaram a fornecer algumas das cartas dos arcanos maiores, como O Mago (representado por O Artista), O Papa, O Imperador, A Temperança, A Justiça, A Força, a Lua, o Sol, O Carro (representado por Marte) e o Mundo (representado pela Causa Primeira).

O Imperador do Tarot Mantegna serviu de inspiração ao Imperador de outros Tarots posteriores.

O Imperador do Tarot Mantegna serviu de inspiração ao Imperador de outros Tarots posteriores.

O Mundo como chave do Tarot

Escolhi a carta O Mundo para demonstrar esta simbologia bíblica do Tarot porque, assim como o Louco que viaja através dos arcanos, abrindo o Tarot, O Mundo, o Arcano XXI, seria a carta de fechamento, encerrando o ciclo. No entanto, o Louco, além de ser a carta zero é também a carta XXII, mostrando que a vida é um eterno devir, um processo, que não termina nem mesmo com a Morte.

O Mundo pode ser considerado a Chave do Tarot

O Mundo pode ser considerado a Chave do Tarot

O Mundo seria um símbolo de êxito supremo, a reunião de todas as polaridades e de todos os elementos. Observe a carta O Mundo do Waite. Há no centro um ser andrógino e em sua volta quatro outros seres: um leão, um touro, uma águia e um homem.

O Leão representaria o elemento Fogo; o Touro, Terra; Águia, Ar e o Homem, Água. E cada um gerará um dos naipes dos arcanos menores: Ouros corresponde à Terra; Espadas, ao Ar; Paus, ao Fogo e Copas à Água.

Contudo há que se examinar outro aspecto, já presente na carta O Julgamento: O Mundo está fortemente vinculado a uma simbologia bíblica. Os quatro animais percorrem quase todo o Apocalipse e estão associados cada um a um dos quatro cavaleiros (que provavelmente deram origem aos cavaleiros dos quatro naipes).

Apocalipse, cp 4, versículos 6 e 7

    1. também havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal; e ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;
    2. e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.
Os cavaleiros do Apocalipse deram origem as cavaleiros dos arcanos menores

Os cavaleiros do Apocalipse deram origem as cavaleiros dos arcanos menores

Apocalipse, cp 6, versículos 1 a 8

    1. E vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer numa voz como de trovão: Vem!
    2. Olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo, e para vencer.
    3. Quando ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: Vem!
    4. E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.
    5. Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: Vem! E
      olhei, e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha uma balança na mão.
    6. E ouvi como que uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: Uma medida de trigo por um denário, e três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.
    7. Quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: Vem!
    8. E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o inferno seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra.

Os animais também a aparecem na visão de Ezequiel (muitos julgam tratar-se de uma descrição de alienígenas).

Visão de Ezequiel

Visão de Ezequiel

Ezequiel cp 1 versículos 4-10

    1. Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo revolvendo-se nela, e um resplendor ao redor, e no meio dela havia uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo.
    2. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem.
    3. E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
    4. E os seus pés eram pés direitos; e as plantas dos seus pés como a planta do pé de uma bezerra, e luziam como a cor de cobre polido.
    5. E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e assim todos quatro tinham seus rostos e suas asas.
    6. Uniam-se as suas asas uma à outra; não se viravam quando andavam, e cada qual andava continuamente em frente.
    7. E a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e do lado direito todos os quatro tinham rosto de leão, e do lado esquerdo todos os quatro tinham rosto de boi; e também tinham rosto de águia todos os quatro.

Os dois sentidos do Apocalipse de São João

O Apocalipse tem dois sentidos básicos, um cosmológico (que infelizmente é levado ao pé da letra) e um individual (que ninguém, nem mesmo os religiosos, dão a devida importância).

Em vez de lê-lo como uma profecia absoluta, podemos lê-lo como a descrição de um processo de mudança interna, onde tomamos consciência da negatividade e a transcendemos. Todos somos cada um dos quatro cavaleiros e também suas vítimas. Somos também os habitantes da Nova Jerusalém.

Então, o que é o Mundo? Os gregos falam da Quintessência, o quinto elemento que seria a junção dos outros quatro. Significaria a harmonia plena.

A reunião dos quatro animais forma a Esfinge, que seria a síntese das quatro características que compõe o homem: os instintos (o Touro), o poder (o Leão), a razão (a Águia) e a emoção (o Homem).

A Esfinge representa o homem em todas as suas facetas reunidas num ser só, que o sintetizaria, da mesma forma que o Mundo.

Decifra-me ou devoro-te!

Decifra-me ou devoro-te!

A frase aparentemente terrível, “decifra-me ou devoro-te”, significa a busca pelo autoconhecimento, pois o homem que não conhece a si mesmo tende a ser destruído por um dos aspectos que não está sob seu controle: se negar ou supervalorizar seu instinto, cairá na intemperança; se se curvar demais ao poder perderá sua liberdade ou se fizer uso dele de forma tirânica poderá ser destruído; se negar a razão poderá cometer um grave erro, se a supervalorizar poderá se tornar arrogante e se negar ou supervalorizar suas emoções, poderá cair em depressão ou ter um acesso de raiva.

O Mundo nos mostra um modelo ideal que devemos almejar, onde cada um dos nossos aspectos está em harmonia com os outros e sem polaridades: bem/mal, masculino/feminino, sexo/amor, emoção/razão, governante/governado, Deus/Homem. Se o alcançarmos em sua plenitude, teremos atingido a Iluminação.

Esse seria o fim último do homem e é inatingível, mas pode ser tangenciado. Por isso o Mundo não fecha o Tarot, mas o Louco. Quando o tangenciamos, vislumbramos uma nova jornada e o Louco seguirá novamente o caminho.

50 - Causa Primeira (O Mundo)

O Mundo como Causa Primeira

Astrologia, oráculos, terapias: como alteram o “destino”?

Astrologia

Pratico vários oráculos há muito tempo. Comecei com o Tarot, passei pelo Lenormand (o baralho “cigano”), leitura de mão, I Ching, numerologia e astrologia. Acabei aprendendo terapias alternativas, começando pelo Reiki, florias e cura quântica e cheguei às mesas radiônicas.

Uma coisa que percebi nos consulentes (termo tomado da cartomancia) é que mesmo que a leitura fosse precisa, o que eles desejavam era uma interferência direta em suas vidas e esperavam isso do oráculo.

A postura do oraculista normalmente é a célebre frase “as cartas não mentem jamais” reforçando uma crença, mesmo no ateu mais renitente, de que o destino é imutável. Isso é particularmente notável na astrologia e na numerologia. Há quem a cada acontecimento importante da vida vá consultar o mapa astral para ver que influências astrais estavam presentes naquele momento, às vezes para justificar uma besteira que fez.

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Então eu me perguntei: se existe influência astrológica, onde ela está?

Se nascemos com um mapa astral gravado o local mais provável é o DNA. Lembrei-me das 12 camadas do DNA, que tem sido difundidas no meio esotéricos pelos canalizadores da entidade Kryon. A primeira camada seria o DNA como a ciência oficial conhece e as outras estariam em níveis mais sutis.

Então o mapa astral estaria gravado numa destas camadas? Talvez.

Como operador da Mesa Cristalina, que desdobra o DNA em suas doze camadas pra desprogramá-lo e reprogramá-lo, percebi, que se eu estivesse certo, poderia agir para mudar parâmetros do mapa astral, simplesmente desprogramando aspectos negativos e positivos e resolvi experimentar, obtendo resultados positivos com esta abordagem.

Um outro “local” de armazenamento seria o Inconsciente Coletivo e isso explicaria algumas particularidades da Astrologia. Resolvi estudar a história da Astrologia e verifiquei que ela foi inventada por uma sociedade agrícola onde todos dependiam da terra, das estações e de fenômenos meteorológicos, alguns cíclicos, que podiam ser previstos observando-se primeiro o sol e a lua, depois os demais planetas (chamados assim por se moverem contra o céu estrelado, ao contrário das estrelas). Numa sociedade fortemente a agrícola, do rei ao camponês, todos dependiam de uma colheita fértil. Prever o que iria acontecer com a plantação determinava como todos viveriam.

Os signos então estariam vinculados às estações do ano, que mudariam a cada três signos. O primeiro, seria cardinal, que indicaria o início da estação, o segundo fixo (a estação em sua plenitude) e mutável, que indicaria o fim da estação já sentindo os efeitos da seguinte.

Os caráteres dos signos mudariam conforme a estação progredia. Áries é o iniciador, marcava o plantio, Touro a espera e o cuidado, Gêmeos, o que nota os primeiros sinais do verão.

Entretanto sou brasileiro e moro no hemisfério sul. Por que um ariano brasileiro seria igual a um ariano europeu?

Pensei então no inconsciente coletivo. Fomos colonizados por portugueses, que traziam séculos de história armazenados em seu inconsciente coletivo onde a Astrologia fazia parte.

astrologia santos da igreja

 

E lá está a Astrologia, junto com os arquétipos, os deuses de várias culturas, os santos da Igreja Católica, o simbolismo dos animais associados às estrelas e aos signos e o centésimo macaco.

Uma análise em profundidade de um mapa astral pode revelar quais arquétipos poderão estar presentes nos conflitos pessoais de uma pessoa e servir de base para uma consulta em qualquer terapia. Um bom ponto de partida.

Da mesma forma que alteramos o DNA em seus filamentos mais sutis, poderemos alterar o “destino” de alguém, desprogramando dados no seu inconsciente mais profundo, como propõe as terapias de vidas passadas, a análise junguiana, a psicanálise, homeostase quântica da essência e as mesas radiônicas.

Assim conseguiríamos de certa o que o consulente do início da explanação desejava, alterar sua realidade futura a partir de um oráculo. Não da forma mágica infantilizada “de que tudo vai ficar bem, do jeitinho que eu quero”, mas de uma forma em que o consulente (ou interagente, como se diz hoje) possa evoluir e libertar-se do seu “destino”, saindo de seus condicionamentos.

 

 

Astrologia: Saindo dos Condicionamentos e alterando os aspectos negativos do mapa astral

Sou  operador da Mesa Radiônica Quântica e da Mesa Rede Cristalina. No atendimento como operador de Mesas Radiônicas senti falta de algo que me ajudasse no no diagnóstico, sobretudo no tratamento à distância. Foi então que me veio à mente usar a Astrologia para esta finalidade.

Assim, juntamente com Régia Prado, propus junto a IET Holística a criação de um curso de Astrologia para dar mais uma ferramenta para os terapeutas que operam mesas radiônicas.

O curso será ministrado dias 01/09/2015 e 08/09/2015, às 20:30 horas, hora de Brasília que corresponde a 02/09/2015 e 09/09/2015, às 00:30 , hora de Lisboa.

 

Astrologia Polaridades

Dentro da filosofia com que foram concebidas as mesas radiônicas, decidi então transformar a Astrologia em algo que possa ser mais uma ferramenta na mesa dos operadores, mesmo para aqueles que tivessem apenas um conhecimento mínimo de Astrologia.

Voltado para operadores de mesas radiônicas, este curso procurará, de forma libertária, mostrar que os condicionamentos que alguns convencionaram de chamar de destino, podem e devem ser superados. E uma das ferramentas para isso são as mesas radiônicas, como a Mesa Radiônica Quântica e a Mesa Rede Cristalina.

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Visando tanto operadores leigos em Astrologia como para o que já a conhecem, o curso se propõe a mostrar através de alguns conceitos básicos, como fazer desprogramações de aspectos negativos, anulando-os ou transmutando-os em positivos e também como aproveitar o máximo dos aspectos positivos.

Este curso terá como tópicos.

1) Os caracteres padrões dos signos ou porque um Aquariano planeja, um Ariano começa, um Virginiano controla e um Taurino termina.

2) Os planetas e luminares nos influenciado ou por que eu fico nervoso se Marte está no meu signo?

3) Usando programas ou sites para construir um mapa astral. Uma ferramenta gratuita e um site confiável para você fazer suas experiências alquímicas combinando astrologia e as mesas radiônicas.

4) Focando na queixa do interagente: um passeio nas doze casas e diagnosticando o que está errado (e o que está certo também)

5) Beleza se põe na mesa. E astros e constelações também. Usando sua Mesa Radiônica ou Rede cristalina para resolver problemas através da Astrologia.

6) Um estudo de caso hipotético.

Serviço:

O que:              Astrologia: Saindo dos Condicionamentos e alterando os aspectos negativos do mapa astral
Quando:         dias 01/09/2015 e 08/09/2015, às 20:30 horas, hora de Brasília
.                           (que corresponde a 02/09/2015 e 09/09/2015, às 00:30 , hora de Lisboa).
Onde:              Para matricula e pagamento, acesse este link http://www.iet.pro.br/ct-astrologia_pt.htm

Para acesso a sala de aula – http://www.iet.pro.br/salas.htm

 Maiores informações:   http://www.iet.pro.br/contato.htm

Motivação: O que faz você sair da cama todas as manhãs?

acordando

Sete horas da manhã. Três pessoas em lugares diferentes escutam o seu despertador. A primeira, acorda, resmunga alguma coisa, aperta o botão “soneca” e vira para o outro lado. Após três cochilos, levanta-se de mal humor, lembrando-se de que se não for ou chegar atrasado vai perder o emprego. A segunda acorda de bom humor, pois sabe que mais um dia trabalhado será um dia a menos para suas férias que programou. Pensa na viagem que fará e isso o enche de energia. A terceira, levanta-se e repassa a agenda, lembrando-se do problema que pede sua ação. É um problema complexo que exigirá todo o seu talento. Isso faz ir confiante para o trabalho, pois um problema nunca é igual ao outro.

Temos aí três estilos de motivação: fugir da dor, ir em direção ao prazer e o desafio. Costumo brincar que nossa motivação é burro com a cenoura na frente (busca do prazer), um pepino atrás (fuga da dor) e uma cerca para pular (o desafio).

Qual deles é o seu? E como anda sua motivação hoje?

Fugindo da dor

A pessoa que se motiva por fugir da dor só vai fazer algo quando a dor de não fazer será maior que dor de fazer. A primeira pessoa, por exemplo, só saiu da cama quando lembrou-se da possibilidade de perder o emprego. Isso é um exagero sem dúvida. No dia a dia não fazemos conjeturas, pelo menos não tão elaboradas, mas, no fundo, estamos fugindo da dor quanto temos este comportamento.

Isso me faz lembrar da história, inúmeras vezes contada:

Um  cachorro estava deitado num chão de madeira ao lado de um  homem. O cão gemia agudamente sem que o homem se importasse. Uma moça, vendo o sofrimento do cão, aproximou-se do homem e disse:

 – Deve haver algo errado com seu cachorro.

 O homem espondeu pra ela:

 – É que onde ele está deitado tem um prego.

 A moça, inconformada, perguntou:

 – E por que ele não se levanta?

– Porque não está doendo suficiente para ele se levantar.

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O cão  estava motivado para fugir da dor. Ele não se levantava porque a dor não era suficientemente grande para fazer uma ação diferente.

Este tipo de motivação é útil quando realmente um problema a ser feito que demanda uma ação nossa. Ou seja, quando o prego dói o suficiente. Há riscos neste tipo de motivação, se for tomada como um padrão comportamental. Um é que precisamos da dor para nos movimentar. Um exemplo disso é Elvis Presley. Quando ele estava bem financeiramente, ele não tinha motivação pra fazer seus shows. Então ele comprava alguma propriedade, que gerava uma dívida que ele não podia pagar. Então ele produzia um disco ou filme.

Esta história provavelmente é uma lenda urbana, mas se não for verdadeira, é muito boa como exemplo. É possível que nós inconscientemente façamos isso para nos manter motivados num emprego que não nos satisfaça ou numa relação destrutiva, por exemplo.

O outro risco é a resiliência. Grosso modo, resiliência é a capacidade de nos adaptarmos ao sofrimento. Ela é útil quando estamos numa situação da qual não podemos realmente fugir, numa catástrofe ou quando profissionalmente temos que lidar com a dor alheia (médicos, por exemplo).

Será que realmente este é um problema do qual eu não possa fugir? Ou será que não estou vendo alternativas por ter me acostumado à dor, como cão que preferia gemer a mudar de posição?

Isso pode ser chamado de “zona de conforto”. Estranho, não é? Estamos falando em dor e zona de conforto? Sim. A dor conhecia pode ser melhor do que a incerteza. Que virá no lugar pode ser melhor mas também pode ser pior. Um exemplo clássico: estou empregado e ganho razoavelmente bem, mas faço algo que detesto. Isso é uma dor ao qual já acostumei. Daí alguém me oferece uma sociedade num empreendimento, que será algo que gosta, com promessas de ganho após um de no mínimo o dobro que ganha onde trabalha. Nesse ano, é lógico, vai haver um investimento de tempo e dinheiro cujo retorno só virá no final. E também há um certo risco de algo dar errado. Aí está será preferível a dor que conheço do que a dor que eu não conheço (o risco de quebrar).

Todavia esta pode ser uma avaliação errônea. Não há nenhuma atividade que não tenha risco. Podemos ser demitidos do emprego, por exemplo. O empreendimento pode estar muito bem estruturado e o risco pode ter sido minimizado. Há o que se chama risco calculado: tentar ver uma alternativa caso o pior aconteça. Por exemplo: será que se não der certo eu consigo uma recolocação profissional? Se a resposta for não, desista do negócio e faça urgente um curso de reciclagem, pois o risco de perder o emprego é grande. Mesmo assim é uma mudança que o fará sair de sua zona de conforto.

Ir em direção a algo

Vamos ver a motivação de ir em direção a alguma coisa. Se eu tenho em mente o que eu quero e vou atrás isso me dará uma motivação, mesmo para fazer o que eu não gosto. Por exemplo, para fazer um jardim vou ter que carpir o terreno. Isso não é agradável, mas eu quero ver o jardim, eu capino. Vou economizar pra as férias do ano. Vou trabalhar para comprar um carro novo.

 

BURRO

O risco deste tipo de motivação é quanto se atinge a meta, ela se esvai. Vou contar uma história, para ilustrar:

Uma conhecida loja fez um prêmio regional, para estimular as vendas na região nordeste. O prêmio seria o melhor vendedor da região, com etapas, por loja, cidade, estado e de toda região. Um vendedor de uma das lojas, com desempenho mediano, começou a perseguir o prêmio ganhando todas as etapas até ser considerado o melhor vendedor do nordeste. Um mês de pois retornou ao mesmo nível de antes. O chefe de estranhou e perguntou:

 – E aquele entusiasmo todo? Onde foi parar?

 – É que eu já ganhei o prêmio – foi a resposta.

Um outro risco é  pessoa passar a perseguir objetivos apenas para ter algo, que despreza logo em seguida. Em si isto não é um problema a não ser que a pessoa um dia pare para avaliar sua vida e a sinta como vazia. O que ocorre com bastante frequência.

Buscando desafios

O terceiro tipo é o que busca desafios. Este tipo de motivação pode ser confundido como o segundo (ir em direção a alguma coisa) e de certa forma tem uma ligação. Por exemplo, imagine que o vendedor do exemplo acima não estivesse buscando o prêmio, mas uma forma de se superar. E o prêmio seria penas uma mostra de sua capacidade. Normalmente esta é a motivação dos atletas e dos gamers. 

Há uma variante também: o buscador de impossíveis. Vamos supor que no caso do vendedor acima, o chefe dele tenha dito, com um certo desdém, que era impossível para ele ter um prêmio de melhor vendedor da loja. Então ele prova o contrário, ganhando o prêmio regional. 

Atletas em geral são motivados desta forma: o desafio de superar ao si mesmo e ao adversário. 

O personagem Sherlock Holmes é bom exemplo disso. Ele só estava bem se tinha um enigma pra decifrar. 

O risco deste tipo de motivação é a necessidade de existir um desafio. Se ele não há como a pessoa age? Ela pode se acomodar ou se frustrar. Sherlock Holmes tinha crises de depressão se não tinha um caso para resolver.

O Quarto tipo

Qual realmente é o melhor tipo de motivação? Normalmente temos uma mistura de um ou mais tipos, embora um seja predominante. O ideal e imaginar o burrinho com pepinos, cenouras e cercas que o farão ir mais longe.

Entretanto há um quarto tipo de motivação. Se você reparou, em cada um dos jeitos de se motivar, o objeto da motivação acaba quando atingido. Se não há dor, não preciso fugir dela, se atingir aquilo que queria, tenho que procurar outra coisa, se não há desafio, fico parado.

 Vamos colocar um ingrediente a mais: o Propósito.

Viver vida com um propósito ou uma missão é quando escolhemos um motivo para que a nossa vida tenha um sentido e alinhamos nossas escolhas com este motivo, ou propósito.

Não um propósito qualquer, mas um propósito de alma, que nos definiria para o universo e principalmente para nós mesmos. Tendo um propósito de alma, pepinos, cenouras ou cercas passam a ser de menor importância dentro deste contexto.

Isso porque é ele que nos motiva e tudo desejarmos que estiver alinhado com nosso propósito (a cenoura e a cerca) flui naturalmente. Se por acaso nos desviamos deste propósito (aparece o pepino), tentaremos de tudo para voltar para ele.

Mas como descobrir o nosso propósito de alma?

No vídeo a seguir, de Régia Prado, uma gravação de um workshop feito em fevereiro de 2015, vemos um método para chegar neste propósito de uma maneira simples e até lúdica.

Comece a viver com um propósito!

Nós e a Astrologia

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Na Astrologia,  todos os instantes é desenhado nos céus um novo drama que pode ser lido.

Por isso eu, que sou escritor, me apaixonei por ela. Ela tem personagens que são chamados de planetas e signos, tem um ambiente onde tudo acontece (o céu e as casas), tem relações entre estes personagens (os aspectos) e uma história a ser contada (a carta natal ou mapa astral).

O que os astrólogos profissionais fazem é fazer coincidir este drama com a data de nascimento de uma pessoa, que corresponde a uma história única que pode ser contada.

Sincronicidade

 

Psychologist Carl G. Jung

Carl G. Jung

Jung diz que o que rege a Astrologia é a sincronicidade. A pessoa que pede um mapa astral e recebe uma interpretação de um astrólogo tem em suas mãos uma história que ganha significado por ter sido desenhada por aquele mapa naquele instante e ser ela a pessoa que recebe. Isso não tem nada a ver com uma relação de causa e efeito. É “apenas” uma coincidência significativa (como abrir um dicionário ao acaso e a palavra escolhida ser exatamente aquela que desejávamos encontrar).

Duas pessoas que nasceram no mesmo local no mesmo instante terão mapas idênticos e podem ter vidas completamente diferentes.

Mas onde entra a sincronicidade? Uma delas vai a um astrólogo e, “sincronicamente” o que ela ouve do astrólogo tem muito a ver consigo própria. A outra não foi (e não teve sua vida analisada) porque não precisava ouvir aquilo.

Talento do Astrólogo

L0020712 An Astrologer at his desk

A Astrologia, como todo oráculo, depende de interpretação. O mapa astral traçado de acordo com uma técnica será sempre igual, o que permite se criar um programa de computador que o desenhe.

Porém de posse de um mapa, o astrólogo tem diante de si um conjunto imenso de informações e vai filtrar o que julgar importante de acordo com um método próprio ou simplesmente usando a intuição. O mapa então se torna uma imensa mancha de Rorschach que será interpretado por um ser humano com uma certa sensibilidade.

Efeito Barnum

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Phineas Taylor Barnum

Efeito Barnum é nome dado a tendência do ser humano de acreditar em qualquer coisa dita a seu respeito que contenha um mínimo de características positivas. Ou às vezes de assumir um comportamento porque alguém disse que era próprio dele.

Isso não prejudica só a Astrologia. Este efeito dificulta  pesquisas em relação a teorias da personalidade. O pesquisador terá que trabalhar muito para isolar este efeito para ter uma pesquisa fidedigna.

Baseado nisso, alguns horóscopos de jornal colocam conselhos genéricos em vez colocar previsões

Então tenha cuidado ao ouvir qualquer descrição comportamental de sua pessoa,  vinda de seja lá quem for: astrólogos, psicólogos, vendedores (“este produto foi feito para pessoas distintas como você”). O espírito crítico é sempre útil. Aliás, é o que se espera quando a pessoa busca alguma orientação de um profissional (astrólogo, psicólogo ou terapeuta) e deseja o auto conhecimento.

Lidando com a Astrologia

Se você desejou fazer um mapa astral, você deve estar preparado para algumas coisas. Em primeiro lugar, tome cuidado com o efeito Barnum.

Em segundo lugar, não esqueça que tem livre arbítrio. Uma previsão astrológica, ruim ou boa, está sujeita a uma ação, que é de sua livre escolha.

Assim, não encare o Mapa Astral como uma camisa de força.

Todos os oráculos tem como função ajudar no nosso processo de auto conhecimento, como o teste de  Rorschach. Do meu ponto de vista ela é mais do que isto: ela é um conjunto bem complexo de descrições de comportamentos e personalidades. Ler o seu mapa astral ou de qualquer outra pessoa é o mesmo que ver uma série de comportamentos com os quais podemos ou não nos identificar.

Outra coisa importante: as previsões. Quando um oráculo nos dá uma predição de algum acontecimento ele está sinalizando uma possibilidade. Podemos usar esta informação para a ver a questão sobre outro ângulo. Quando estamos interessados em resolver um problema, às vezes é preciso sair do nosso centro e olhar a questão de fora. Podemos fazer isso com a ajuda de um amigo, um psicólogo, um psicanalista, um terapeuta ou um oráculo.

Vamos supor que você esteja precisando de dinheiro (quem não está?) e a resposta seja: “o dinheiro vira de uma fonte inesperada”. Você pode interpretar de duas formas:

1) Passiva:

Oba! Vou ganhara na loteria”!

2) Ativa. Você pode entre outra coisas se perguntar:

 “O que poderia estar fazendo de diferente para poder ganhar mais dinheiro?”

A maioria das consultas gira em torno de três fatores: amor, saúde e dinheiro. Por isso que as colunas de horóscopo giram em torno destes aspectos. Mas será que é só isso que podemos extrair de um Mapa Astral?

Filosofia e Criatividade

As questões podem ser as mais variadas e podemos usar uma mapa astral para além do nosso auto conhecimento. É possível ampliar a interpretação para conhecer algo a respeito da natureza humana ou meditar sobre a cosmologia e os mitos envolvidos na confecção da própria astrologia.

Como eu disse lá no comecinho, eu sou escritor e este foi um dos motivos para eu me aproximar um pouco mais da astrologia.

Quantos personagens, situações, relacionamentos e acontecimentos eu não posso encontrar num mapa Astral?

Programa de computador

Você pode estar perguntando: tudo bem, eu posso consultar um astrólogo eu obter um mapa astral de minha pessoa. Mas como posso usar isso para criar personagens ou meditar a respeito da natureza humana?

Eu pessoalmente uso programa What Watch, de código aberto, gratuito. Ele é bastante completo para criar mapas. Assim é possível criar mapas de personagens hipotéticos. Uma forma divertida de usar este programa é verificar o mapa astral de personagens históricos e de celebridades.

E quanto a interpretação?

Como eu já disse, a astrologia é um oráculo. Há vários cursos, livros e outras fontes que podem ser usadas para você aprender um pouco a respeito de como interpretar um mapa. Uma delas é acompanhar este site. De quando em quando publicarei alguma coisa sobre o assunto.