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Motivação: O que faz você sair da cama todas as manhãs?

acordando

Sete horas da manhã. Três pessoas em lugares diferentes escutam o seu despertador. A primeira, acorda, resmunga alguma coisa, aperta o botão “soneca” e vira para o outro lado. Após três cochilos, levanta-se de mal humor, lembrando-se de que se não for ou chegar atrasado vai perder o emprego. A segunda acorda de bom humor, pois sabe que mais um dia trabalhado será um dia a menos para suas férias que programou. Pensa na viagem que fará e isso o enche de energia. A terceira, levanta-se e repassa a agenda, lembrando-se do problema que pede sua ação. É um problema complexo que exigirá todo o seu talento. Isso faz ir confiante para o trabalho, pois um problema nunca é igual ao outro.

Temos aí três estilos de motivação: fugir da dor, ir em direção ao prazer e o desafio. Costumo brincar que nossa motivação é burro com a cenoura na frente (busca do prazer), um pepino atrás (fuga da dor) e uma cerca para pular (o desafio).

Qual deles é o seu? E como anda sua motivação hoje?

Fugindo da dor

A pessoa que se motiva por fugir da dor só vai fazer algo quando a dor de não fazer será maior que dor de fazer. A primeira pessoa, por exemplo, só saiu da cama quando lembrou-se da possibilidade de perder o emprego. Isso é um exagero sem dúvida. No dia a dia não fazemos conjeturas, pelo menos não tão elaboradas, mas, no fundo, estamos fugindo da dor quanto temos este comportamento.

Isso me faz lembrar da história, inúmeras vezes contada:

Um  cachorro estava deitado num chão de madeira ao lado de um  homem. O cão gemia agudamente sem que o homem se importasse. Uma moça, vendo o sofrimento do cão, aproximou-se do homem e disse:

 – Deve haver algo errado com seu cachorro.

 O homem espondeu pra ela:

 – É que onde ele está deitado tem um prego.

 A moça, inconformada, perguntou:

 – E por que ele não se levanta?

– Porque não está doendo suficiente para ele se levantar.

cachorro-velho

O cão  estava motivado para fugir da dor. Ele não se levantava porque a dor não era suficientemente grande para fazer uma ação diferente.

Este tipo de motivação é útil quando realmente um problema a ser feito que demanda uma ação nossa. Ou seja, quando o prego dói o suficiente. Há riscos neste tipo de motivação, se for tomada como um padrão comportamental. Um é que precisamos da dor para nos movimentar. Um exemplo disso é Elvis Presley. Quando ele estava bem financeiramente, ele não tinha motivação pra fazer seus shows. Então ele comprava alguma propriedade, que gerava uma dívida que ele não podia pagar. Então ele produzia um disco ou filme.

Esta história provavelmente é uma lenda urbana, mas se não for verdadeira, é muito boa como exemplo. É possível que nós inconscientemente façamos isso para nos manter motivados num emprego que não nos satisfaça ou numa relação destrutiva, por exemplo.

O outro risco é a resiliência. Grosso modo, resiliência é a capacidade de nos adaptarmos ao sofrimento. Ela é útil quando estamos numa situação da qual não podemos realmente fugir, numa catástrofe ou quando profissionalmente temos que lidar com a dor alheia (médicos, por exemplo).

Será que realmente este é um problema do qual eu não possa fugir? Ou será que não estou vendo alternativas por ter me acostumado à dor, como cão que preferia gemer a mudar de posição?

Isso pode ser chamado de “zona de conforto”. Estranho, não é? Estamos falando em dor e zona de conforto? Sim. A dor conhecia pode ser melhor do que a incerteza. Que virá no lugar pode ser melhor mas também pode ser pior. Um exemplo clássico: estou empregado e ganho razoavelmente bem, mas faço algo que detesto. Isso é uma dor ao qual já acostumei. Daí alguém me oferece uma sociedade num empreendimento, que será algo que gosta, com promessas de ganho após um de no mínimo o dobro que ganha onde trabalha. Nesse ano, é lógico, vai haver um investimento de tempo e dinheiro cujo retorno só virá no final. E também há um certo risco de algo dar errado. Aí está será preferível a dor que conheço do que a dor que eu não conheço (o risco de quebrar).

Todavia esta pode ser uma avaliação errônea. Não há nenhuma atividade que não tenha risco. Podemos ser demitidos do emprego, por exemplo. O empreendimento pode estar muito bem estruturado e o risco pode ter sido minimizado. Há o que se chama risco calculado: tentar ver uma alternativa caso o pior aconteça. Por exemplo: será que se não der certo eu consigo uma recolocação profissional? Se a resposta for não, desista do negócio e faça urgente um curso de reciclagem, pois o risco de perder o emprego é grande. Mesmo assim é uma mudança que o fará sair de sua zona de conforto.

Ir em direção a algo

Vamos ver a motivação de ir em direção a alguma coisa. Se eu tenho em mente o que eu quero e vou atrás isso me dará uma motivação, mesmo para fazer o que eu não gosto. Por exemplo, para fazer um jardim vou ter que carpir o terreno. Isso não é agradável, mas eu quero ver o jardim, eu capino. Vou economizar pra as férias do ano. Vou trabalhar para comprar um carro novo.

 

BURRO

O risco deste tipo de motivação é quanto se atinge a meta, ela se esvai. Vou contar uma história, para ilustrar:

Uma conhecida loja fez um prêmio regional, para estimular as vendas na região nordeste. O prêmio seria o melhor vendedor da região, com etapas, por loja, cidade, estado e de toda região. Um vendedor de uma das lojas, com desempenho mediano, começou a perseguir o prêmio ganhando todas as etapas até ser considerado o melhor vendedor do nordeste. Um mês de pois retornou ao mesmo nível de antes. O chefe de estranhou e perguntou:

 – E aquele entusiasmo todo? Onde foi parar?

 – É que eu já ganhei o prêmio – foi a resposta.

Um outro risco é  pessoa passar a perseguir objetivos apenas para ter algo, que despreza logo em seguida. Em si isto não é um problema a não ser que a pessoa um dia pare para avaliar sua vida e a sinta como vazia. O que ocorre com bastante frequência.

Buscando desafios

O terceiro tipo é o que busca desafios. Este tipo de motivação pode ser confundido como o segundo (ir em direção a alguma coisa) e de certa forma tem uma ligação. Por exemplo, imagine que o vendedor do exemplo acima não estivesse buscando o prêmio, mas uma forma de se superar. E o prêmio seria penas uma mostra de sua capacidade. Normalmente esta é a motivação dos atletas e dos gamers. 

Há uma variante também: o buscador de impossíveis. Vamos supor que no caso do vendedor acima, o chefe dele tenha dito, com um certo desdém, que era impossível para ele ter um prêmio de melhor vendedor da loja. Então ele prova o contrário, ganhando o prêmio regional. 

Atletas em geral são motivados desta forma: o desafio de superar ao si mesmo e ao adversário. 

O personagem Sherlock Holmes é bom exemplo disso. Ele só estava bem se tinha um enigma pra decifrar. 

O risco deste tipo de motivação é a necessidade de existir um desafio. Se ele não há como a pessoa age? Ela pode se acomodar ou se frustrar. Sherlock Holmes tinha crises de depressão se não tinha um caso para resolver.

O Quarto tipo

Qual realmente é o melhor tipo de motivação? Normalmente temos uma mistura de um ou mais tipos, embora um seja predominante. O ideal e imaginar o burrinho com pepinos, cenouras e cercas que o farão ir mais longe.

Entretanto há um quarto tipo de motivação. Se você reparou, em cada um dos jeitos de se motivar, o objeto da motivação acaba quando atingido. Se não há dor, não preciso fugir dela, se atingir aquilo que queria, tenho que procurar outra coisa, se não há desafio, fico parado.

 Vamos colocar um ingrediente a mais: o Propósito.

Viver vida com um propósito ou uma missão é quando escolhemos um motivo para que a nossa vida tenha um sentido e alinhamos nossas escolhas com este motivo, ou propósito.

Não um propósito qualquer, mas um propósito de alma, que nos definiria para o universo e principalmente para nós mesmos. Tendo um propósito de alma, pepinos, cenouras ou cercas passam a ser de menor importância dentro deste contexto.

Isso porque é ele que nos motiva e tudo desejarmos que estiver alinhado com nosso propósito (a cenoura e a cerca) flui naturalmente. Se por acaso nos desviamos deste propósito (aparece o pepino), tentaremos de tudo para voltar para ele.

Mas como descobrir o nosso propósito de alma?

No vídeo a seguir, de Régia Prado, uma gravação de um workshop feito em fevereiro de 2015, vemos um método para chegar neste propósito de uma maneira simples e até lúdica.

Comece a viver com um propósito!

A Mesa Radiônica Quântica

mesa radionica quântica

Dentre as ferramentas vibracionais usadas em diversas terapias holísticas, uma que vem se destacando é Mesa Radiônica Quântica.

Este instrumento, criado por Régia Prado, tem se revelado muito eficaz, trazendo resultados rápidos e superando as expectativas dos clientes.

Os princípios que nortearam sua criação estão assentados na radiestesia, na radiônica, na psiônica e na física quântica.

Este artigo visa conceituar e contextualizar este instrumento terapêutico dentro se suas linhas de pesquisa atuação.

Radiestesia, radiônica, psicotrônica, psiônica

A Radiestesia é uma arte que sua pêndulos para diagnósticos de diversas naturezas, tanto na prospecção de minerais (seu uso mais antigo), como no diagnóstico de doenças, pragas agrícolas, geopatologias, etc..

pendulo - Mesa Radiônica Quântica

O seu uso remonta há séculos (há pêndulos encontrados no Egito Antigo), mas sua sistematização ganhou relevância no final do século XIX e inicio do século XX.

Os radiestesistas, para explicar por que o uso dos pêndulos funcionava, atribuíram ao pêndulo e seu operador a capacidade de detetar uma emissão de frequência por parte de um objeto. Estes frequências seriam eletromagnéticas ou alguma energia similar mais sutil (dada dificuldade de detetar estas energias por outros meios).

O objeto em si não precisaria estar presente. Bastaria um testemunho, ou seja, por exemplo, a planta da casa, um fio de cabelo, uma fotografia.

Algumas pesquisas mostraram que o pêndulo é movido por micromovimentos involuntários do operador, chamados ideomotores. O que ocorre é uma percepção inconsciente do operador e ele a transmite ao pêndulo. Esta descoberta deu origem à radiestesia mentalista, onde o operador é que deteta o fenômeno e o transmite ao pêndulo por meio de movimentos involuntários.

A Radiônica é o uso de aparelhos eletro-eletrônicos para transmitir, amplificar e aplicar estas frequências em objetos ou testemunhos. Por exemplo, eu quero aplicar um remédio em uma pessoa à distância. Neste caso, eu coloco o remédio e um testemunho da pessoa numa máquina e faço uma transmissão por meio de um circuito eletrônico.

radionica - Mesa Radiônica Quântica

A psicotrônica é um termo empregado como se fosse um nome mais abrangente para parapsicologia. A psicotrônica seria a ciência que estudaria os fenômenos “psi”, ou seja, a telepatia, clarevidência, clariaudiência, psicocinese, precognicação, que seriam provocadas por supostas ondas “psi”. O termo foi cunhado nos anos 50 e ganhou popularidade nos anos 70, e foi muito empregado nos países do leste europeu, porém agora está em desuso. A razão pra o seu desuso está na ausência da detecção das chamadas ondas “psi” por outros meios que não os próprios fenômenos paranormais.

Por fim, temos a psiônica, que seria a prática ou o estudo dos fenômenos paranormais. A parapsicologia e a psicotrônica seriam os estudos e pesquisas acadêmicas ligados aos fenômenos paranormais, enquanto a psiônica seria a sua prática.

Algumas descrições de fenômenos paranormais são similares ao descrito como magia. A magia seria a imposição de uma intenção num processo ritual, para atingir-se um objetivo. Tirando-se a conotação supersticiosa da palavra, podemos imaginar que a parapsicologia seria uma tentativa de se estudar cientificamente a magia.

A Física Quântica

A retomada do estudo dos fenômenos psi foi o desenvolvimento da física quântica. Quando ela se mostrou estruturada, pareceu aos olhos dos parapsicólogos que ela poderia ser usada como arcabouço teórico para algumas de suas descobertas.

Os trabalhos de física quântica desconstruiram o Universo da forma que o conhecemos. Ao se estudar o átomo em seus menores componentes, a certeza de um  universo sólido desmorona. Passamos ver as coisas onde as probabilidades tomam o lugar dos eventos determinísticos.

fisica quantica

Um dos eventos da física quântica que mais chama a atenção é que os fenômenos dependem do observador. Por exemplo, a luz pode ser vista como uma onda eletromagnética e obedecerá as leis da propagação de ondas. Por outro lado, Einstein ganhou o um prêmio Nobel provando que a luz se comportava como um conjunto de partículas, os fótons. Mas então, ela é luz ou partícula?

O interessante é que seu eu montar o experimento para provar que a luz é uma partícula ela, se comportará como tal. Se eu montar esperando que ela se comporte como onda, é isso que ela fará!

Os físicos teóricos colocam a questão da seguinte forma: a luz é onda partícula ao mesmo tempo, ou melhor, têm a probabilidade de ser um ou outro. Quando alguém a observa, uma das duas probabilidades se colapsa.

Isso vai contra o senso comum, já que a realidade passa  ser determinada por uma consciência que observa.

Um história zen ajuda um pouco a compreender isso:

Um mestre zen, famoso por nunca errar uma resposta, foi desafiado por um discípulo esperto. O rapaz pegou um pássaro e o colocou em sua mão e perguntou:

— Mestre, o pássaro que tenho oculto na mão está vivo ou morto?

O discípulo pensou da seguinte forma “se ele responder que está vivo, eu o esmago e ele morre e o mostro morto, se ele responder que está morto, eu o solto, provando que está vivo.”

O mestre olhou para o discípulo, sorriu e disse:

— Será como o desejar!

 

mestre-discipulo mesa radiônica quântica

Se é necessário uma consciência para que uma das probabilidade se colapse, quem é o observador? O que remete a um mondô zen:

“Se uma árvore cai na floresta e não há ninguém para ouvir, ela fez barulho?”

Há duas respostas possíveis: a realista, que é: “sim, ela ao cair provocou o fenômeno de som, mesmo que não houvesse ninguém ouvindo”. A outra, idealista, que diz: “barulho é um conceito e precisa ser percebido para existir, portanto, a árvore ao cair não fez barulho”.

Esse impasse é parcialmente resolvido quando se imagina que há duas realidades: a local, um universo que obedece as leis de Newton, portanto a árvore fez barulho e um Universo não-local, de onde nasce a observação, portanto, na não-localidade, a árvore não fez barulho.

floresta

Esse conceito se aproxima muito do conceito platônico de “Mundo das Ideias”.

Se olharmos para História do pensamento humano, sempre houve um movimento pendular entre o idealismo e o realismo. O Existencialismo, por exemplo, define essa questão do seguinte ponto de vista: “a existência precede a essência” (visão realista) e não “a essência precede a existência” (visão idealista).

Os cientistas relutam em passar para uma visão idealista, pois para eles significa abandonar séculos de um sistema de pensamento realista baseado na experimentação e eles são colocados diante do problema da existência ou não de um observador transcendente (que poderia ser chamado de Deus) ou apelar para um Universo Autoconsciente.

Entretanto, há um bom grupo de físico quânticos que ousa fazer a ponte entre a ciência e a espiritualidade. São sobretudo físicos hindus, como Depak Chopra e Amit Goswami, por terem uma tradição em sua cultura onde seus mitos parecem precursores das descobertas mais recentes da Física Quântica e da Cosmologia.

Um dos fenômenos da física quântica que vai ao encontro das pesquisas sobre fenômenos paranormais é o entrelaçamento quântico.

No entrelaçamento (ou emaranhamento) quântico duas ou mais partículas podem estar fortemente ligadas entre si de tal forma que se uma partícula sofre uma ação a outra, mesmo separada por uma grande distância, responderá. É o mesmo que dois irmãos gêmeos, separados ao nascer sem saber um do outro, sentissem dor ao mesmo tempo quando só um deles tivesse dado uma topada com o dedão do pé.

Isso poderia explicar fenômenos como a telepatia, que é independente da distância ou de anteparos entre os participantes, que eram difíceis de se explicar com um modelo baseado em ondas eletromagnéticas.

Ondas de forma, gráficos e mesas radiônicas

Durante o desenvolvimento da radiestesia foram criados gráficos usados tanto diagnóstico, como para cura.  Os gráficos são derivados do conceito de ondas de forma. Segundo este conceito , qualquer objeto projetaria por meio de vibrações ondas relacionadas com a sua forma que afetaria positiva ou negativamente o ambiente. Uma das ondas de forma mais conhecida é a emanada por miniaturas da pirâmide de Keops. Um exemplo fácil de entender são o cruzamento de duas vigas no teto de uma casa. Segundo os radiestesistas e geobiólogos, esta é uma fonte de energias negativas. Normalmente este ponto é evitado inconscientemente pelas pessoas, animais domésticos e até por moscas. Uma onda de forma positiva é a emanada pelas  as pilhas energéticas, formada pela sobreposição de semiesferas.

piramide de cobre

Os gráficos seriam projeções bidimencionais de objetos multidimencionais (três ou mais dimensões).

Os gráficos são usados na radiônica como objetos emissores de energia. Em ultima analise, os gráficos podem ser considerados testemunhos de objetos reais e atuam como tal. Segundo alguns praticantes de radiônica, até peças defeituosas dos aparelhos de que usam podem ser substituídas pelos seus símbolos gráficos, não interrompendo o funcionamento.

A mesas radiônicas surgiram para inicialmente para simplificar o uso dos gráficos. Conta-se que o termo surgiu durante uma das aulas de Juan Ribaut (um dos maiores divulgadores da Radiestesia no Brasil). Ele colou em uma mesa os gráficos que estava usando para poder mostrá-los a seus alunos. Ao erguer a mesa para turma disse:

— Temos aqui uma mesa radiônica…

Entre os presentes estava Manoel Mattos, interessado na técnica do psicogerador desenvolvido por Juan Ribot. Isso serviu de inspiração para Mattos, que criou a sua Mesa Radiônica. Posteriormente o próprio psicogerador fico sendo conhecido como a primeira mesa radiônica.

Uma definição simples para mesa radiônica seria:

Mesa Radiônica é uma reunião de gráficos radiônicos organizados de forma a facilitar o trabalho do radiestesista.

Ao pé da letra não seriam na realidade “radiônicas”, por não fazerem uso em nenhum momento de aparelhos eletrônicos. Como dependem da intenção e da capacidade de emissão da mente do operador, elas poderiam ser chamadas de psiônicas. Por razões históricas, o termo permanece.

Todavia, desde as primeiras, elas são mais que uma simples coleção de gráficos. Elas são também meios não só de receber como também de emitir radiações, usando-se o pêndulo ou não. Em muitas delas são abertos portais que atingem várias dimensões além da terceira.

Mesa Radiônica Quântica

mesa radionica rosa

Esta é uma mesa criada por Régia Prado, a partir do trabalho de Manoel Mattos, para auxiliar seu mestre José Marcial. A  mesa transcendeu sua função de ser um suporte ao trabalho de José Marcial e adquiriu o status de uma nova ferramenta.

Essa mesa evoluiu para uma forma mais aberta, onde as ferramentas passaram a ter um formato mais dinâmico.

mesa radionica media

Sua função pode ser entendida como de harmonizar o interagente (a pessoa que se submete ao tratamento posto pela mesa) com seu meio ambiente, colocando-o em ordem divina.

A ordem divina seria o que ´melhor para o caminho evolutivo da pessoa na Terra. Isso significa que o resultado será o que é o melhor para a pessoa numa determinada situação, visando sua evolução pessoal. Por exemplo, imaginemos que a uma mulher busque o auxílio de um terapeuta que usa mesa radiônica para tentar reatar um relacionamento desfeito.

O profissional, como qualquer terapeuta,  vai alertar, que não há garantias de que o relacionamento vai ser reatado, nem seria este o objetivo do tratamento. A mesa radiônica colocaria as coisas da vida da pessoa em ordem divina, ou seja, por exemplo reestabelecer a auto-estima, tirar a pessoa do estado depressivo causado pela quebra do relacionamento,  fortalecer a capacidade da pessoa em encontrar recursos para uma nova aproximação com a pessoa amada ou procurar outro relacionamento. Se a relação desfeita for prejudicial para a vida da pessoa, a mesa não fará nada ou até colocará mais distância entre a interagente e seu parceiro.

Se o parceiro não voltar, o tratamento “não deu certo”?  Todos temos como objetivo sermos felizes. Todavia nossas experiências não vem rotuladas antes de as vivermos como felizes ou infelizes, porém tendemos a a buscar sempre o mais cômodo, ainda que seja doloroso, para nós mesmos. A interagente no íntimo sabe que o seu parceiro dificilmente trará uma experiência melhor do que ele já deu no passado, porém pode ser que ela não consiga deixar este relacionamento ir embora com medo de provar algo novo. Talvez ela prefira o ruim conhecido do que o desconhecido (que pode melhor, mas também pode ser pior).  A Mesa neste caso pode trazer três resultados diferentes: a interagente desiste do antigo parceiro sem se preocupar em buscar alguém, a interagente pode começar um novo relacionamento ou manter o antigo, mas dentro de novas bases.

A ação da Mesa Radiônica

A Mesa Radiônica Quântica está inserida no contexto das terapias vibracionais e quânticas, já que lida com processos desta ordem. Tanto para o diagnóstico como para a solução dos problemas apresentados usa-se o recepção e o envio de frequências.

A Mesa Radiônica Quântica pode ser pensada como um computador onde existe uma barra de ferramentas, três formas de conexão (os portais) e uma ferramenta de diagnóstico (o relógio). Pode-se realizar a seção a partir de um tema geral (por exemplo, finanças) ou um tema específico (“como sair das dívidas que tenho agora?”) Numa mesma seção podem ser tratado mais de um tema.

Os temas tem que ser quantificados, normalmente em porcentagem,  para que possa ter uma mensuração radiestésica. Por exemplo: “entre 0 e 100 como anda a minha saúde?”).

A seção começa com a escolha do tema e a seguir, antes de qualquer coisa, deve-se perguntar por meio do pêndulo se é divina  a intervenção para aquele assunto para aquela pessoa. Se a resposta for não, é conveniente não seguir com a seção, pelo menos naquele momento. Se a pessoa insistir muito, lembre-a de que tudo pode ser feito, mas nem tudo é conveniente. O resultado pode acontecer como o desejado, mas nem sempre será o melhor para a pessoa. No exemplo do relacionamento, pode ocorrer o reatamento, mas os problemas que originaram a separação podem ser agravados. Se a mesa está sendo feita para terceiros (por exemplo, o filho do interagente) e a resposta for “não é divino”, a mesa não deve ser aberta. Se for, o risco é muito alto tanto para o interagente como para o terceiro escolhido.

O passo seguinte e abertura da mesa, seguida a conexão do operador com seu Eu Superior e com o Eu Superior do interagente.

Mede-se o tema. Em seguida escolhe-se uma a uma a ferramentas por meio do pêndulo, enviando-as para os portais. Quando a ferramenta do fechamento for escolhido, o tratamento foi encerrado.

Segundo relatos de clientes, resultados podem ser percebidos muito rapidamente, tando para o interagente em si como  o meio á sua volta. Por exemplo, uma pessoa há bastante tempo desempregada conseguiu uma recolocação muito rápida. Isso pode ser devido tanto à uma mudança de postura como à remoção de travas energéticas que bloqueavam as oportunidades.

Para saber mais:

Página Oficial de Régia Prado: http://www.regiaprado.com/

Curso On Line de Mesa Radiônica Quântica com Régia Prado: http://www.iet.pro.br/ct-mr_quantica.htm

 

 As imagens da Mesa Radiônica Quântica são propriedade de Régia Prado.

As imagens sem crédito foram obtidas na  internet, sem  menção de créditos

 

Lua Azul 31/07/2015

luacheia

 

Hoje teremos o que se convencionou chamar de Lua Azul, que seria a segunda lua cheia do mês. Isso ocorrer porque usamos um calendário solar, em vez de um lunar. Do ponto de vista astronômico, sabemos que os astros estão pouco se importando como marcamos sua presença nos céus. Do ponto de vista astrológico, a importância está invertida: nós atribuímos significados após observar o caminho dos astros e fazemos uma correlação com a vida do homem na Terra.

Por ser um evento de certa raridade, ocorrendo uma vez a cada dois anos e sete meses mais ou menos, provavelmente culturas baseadas calendário lunar que foram submetidas ao solar – por exemplo, povos conquistados pelos romanos – criaram rituais para dar importância a esta lua, que parecia desafiar tolos homens que tentavam impor regras ao Universo.

Nestes rituais normalmente se enfatiza a energia positiva que estaria sendo enviada pela Lua e se concentram em amor e prosperidade, com certeza os dois maiores desejos humanos.

Observando a lua ao longo da semana podemos ver que ela vai estar muito bonita e bem visível, parecendo dizer “Eu estou aqui”.

Se você quiser aproveitar bem a Lua, pode fazer algum ritual que conheça que esteja direcionado para amor ou prosperidade (ou ambos, que seria o melhor dos mundos). E se não quiser fazer nenhum ritual, saia à noite, de preferência bem acompanhada(o) e aproveite esta lua maravilhosa.

Sugestão de um ritual simples

vela azul

Como não há muito tempo pra preparar um ritual mais complexo, sugiro apenas que acenda uma vela, de preferência azul, às 18 horas, com um tamanho que permita ela ficar acesa à noite toda. Por segurança, coloque-a num lugar protegido para evitar algum acidente, e de forma que as pessoas não respirem sua fumaça. Após acendê-la faça esta oração à lua:

Lua Azul que vejo no céu,
Soberana da noite
Permite que eu me delicie com tua ascensão no céu
Ilumina meu caminho para que nada me aconteça
Permite que tua luz me seduza trazendo para dentro de mim teu poder de sedução.
Dá-me um pouco de sua sabedoria para que eu conduza minha vida
Dá-me teu brilho para que também brilhe

Ilumina todos os amantes, os apaixonados, os sonhadores
Pois são todos teus filhos
Ilumina todos os que estão recebendo seu brilho, sejam ricos ou pobres
Pois a benção de tua luz é um rico tesouro
E cada um poderá tirar dele o que precisa.

Lua Azul dos Mistérios
Que sua luz venha até nós
E possamos aprender com sua Magia
Assim seja!
Assim se faça.
Assim será.
Assim o é!

Gratidão

Noite_de_lua_cheia

Nós e a Astrologia

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Na Astrologia,  todos os instantes é desenhado nos céus um novo drama que pode ser lido.

Por isso eu, que sou escritor, me apaixonei por ela. Ela tem personagens que são chamados de planetas e signos, tem um ambiente onde tudo acontece (o céu e as casas), tem relações entre estes personagens (os aspectos) e uma história a ser contada (a carta natal ou mapa astral).

O que os astrólogos profissionais fazem é fazer coincidir este drama com a data de nascimento de uma pessoa, que corresponde a uma história única que pode ser contada.

Sincronicidade

 

Psychologist Carl G. Jung

Carl G. Jung

Jung diz que o que rege a Astrologia é a sincronicidade. A pessoa que pede um mapa astral e recebe uma interpretação de um astrólogo tem em suas mãos uma história que ganha significado por ter sido desenhada por aquele mapa naquele instante e ser ela a pessoa que recebe. Isso não tem nada a ver com uma relação de causa e efeito. É “apenas” uma coincidência significativa (como abrir um dicionário ao acaso e a palavra escolhida ser exatamente aquela que desejávamos encontrar).

Duas pessoas que nasceram no mesmo local no mesmo instante terão mapas idênticos e podem ter vidas completamente diferentes.

Mas onde entra a sincronicidade? Uma delas vai a um astrólogo e, “sincronicamente” o que ela ouve do astrólogo tem muito a ver consigo própria. A outra não foi (e não teve sua vida analisada) porque não precisava ouvir aquilo.

Talento do Astrólogo

L0020712 An Astrologer at his desk

A Astrologia, como todo oráculo, depende de interpretação. O mapa astral traçado de acordo com uma técnica será sempre igual, o que permite se criar um programa de computador que o desenhe.

Porém de posse de um mapa, o astrólogo tem diante de si um conjunto imenso de informações e vai filtrar o que julgar importante de acordo com um método próprio ou simplesmente usando a intuição. O mapa então se torna uma imensa mancha de Rorschach que será interpretado por um ser humano com uma certa sensibilidade.

Efeito Barnum

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Phineas Taylor Barnum

Efeito Barnum é nome dado a tendência do ser humano de acreditar em qualquer coisa dita a seu respeito que contenha um mínimo de características positivas. Ou às vezes de assumir um comportamento porque alguém disse que era próprio dele.

Isso não prejudica só a Astrologia. Este efeito dificulta  pesquisas em relação a teorias da personalidade. O pesquisador terá que trabalhar muito para isolar este efeito para ter uma pesquisa fidedigna.

Baseado nisso, alguns horóscopos de jornal colocam conselhos genéricos em vez colocar previsões

Então tenha cuidado ao ouvir qualquer descrição comportamental de sua pessoa,  vinda de seja lá quem for: astrólogos, psicólogos, vendedores (“este produto foi feito para pessoas distintas como você”). O espírito crítico é sempre útil. Aliás, é o que se espera quando a pessoa busca alguma orientação de um profissional (astrólogo, psicólogo ou terapeuta) e deseja o auto conhecimento.

Lidando com a Astrologia

Se você desejou fazer um mapa astral, você deve estar preparado para algumas coisas. Em primeiro lugar, tome cuidado com o efeito Barnum.

Em segundo lugar, não esqueça que tem livre arbítrio. Uma previsão astrológica, ruim ou boa, está sujeita a uma ação, que é de sua livre escolha.

Assim, não encare o Mapa Astral como uma camisa de força.

Todos os oráculos tem como função ajudar no nosso processo de auto conhecimento, como o teste de  Rorschach. Do meu ponto de vista ela é mais do que isto: ela é um conjunto bem complexo de descrições de comportamentos e personalidades. Ler o seu mapa astral ou de qualquer outra pessoa é o mesmo que ver uma série de comportamentos com os quais podemos ou não nos identificar.

Outra coisa importante: as previsões. Quando um oráculo nos dá uma predição de algum acontecimento ele está sinalizando uma possibilidade. Podemos usar esta informação para a ver a questão sobre outro ângulo. Quando estamos interessados em resolver um problema, às vezes é preciso sair do nosso centro e olhar a questão de fora. Podemos fazer isso com a ajuda de um amigo, um psicólogo, um psicanalista, um terapeuta ou um oráculo.

Vamos supor que você esteja precisando de dinheiro (quem não está?) e a resposta seja: “o dinheiro vira de uma fonte inesperada”. Você pode interpretar de duas formas:

1) Passiva:

Oba! Vou ganhara na loteria”!

2) Ativa. Você pode entre outra coisas se perguntar:

 “O que poderia estar fazendo de diferente para poder ganhar mais dinheiro?”

A maioria das consultas gira em torno de três fatores: amor, saúde e dinheiro. Por isso que as colunas de horóscopo giram em torno destes aspectos. Mas será que é só isso que podemos extrair de um Mapa Astral?

Filosofia e Criatividade

As questões podem ser as mais variadas e podemos usar uma mapa astral para além do nosso auto conhecimento. É possível ampliar a interpretação para conhecer algo a respeito da natureza humana ou meditar sobre a cosmologia e os mitos envolvidos na confecção da própria astrologia.

Como eu disse lá no comecinho, eu sou escritor e este foi um dos motivos para eu me aproximar um pouco mais da astrologia.

Quantos personagens, situações, relacionamentos e acontecimentos eu não posso encontrar num mapa Astral?

Programa de computador

Você pode estar perguntando: tudo bem, eu posso consultar um astrólogo eu obter um mapa astral de minha pessoa. Mas como posso usar isso para criar personagens ou meditar a respeito da natureza humana?

Eu pessoalmente uso programa What Watch, de código aberto, gratuito. Ele é bastante completo para criar mapas. Assim é possível criar mapas de personagens hipotéticos. Uma forma divertida de usar este programa é verificar o mapa astral de personagens históricos e de celebridades.

E quanto a interpretação?

Como eu já disse, a astrologia é um oráculo. Há vários cursos, livros e outras fontes que podem ser usadas para você aprender um pouco a respeito de como interpretar um mapa. Uma delas é acompanhar este site. De quando em quando publicarei alguma coisa sobre o assunto.