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O Tarot Psiônico, as Mesa Radiônicas e o Arquétipos

A partir do momento que eu coloquei o Tarot Psiônico de Ação Pulsada, algumas perguntas surgiram:

  • Qual seria a relação do Tarot Psiônico de Ação Pulsada com os arquétipos junguianos?

  • E a Geometria Sagrada, que relação tem com ele?

  • Onde estão as figuras dos arcanos maiores neste Tarot?

Vi então que este artigo era necessário. Não vou responder uma a uma mas deixarei claro os conceitos que o embasam. Alguns estiverem na minha mente e na de Régia Prado de forma consciente e outros, como todo processo criativo, de forma inconsciente.

Arquétipo

O termo arquétipo tem uma gama de interpretações variadas e algumas até equivocadas. Vou tentar resgatar um pouco seu significado original.

Essa palavra é formada pela junção do prefixo arc, com o radical tipo, que significa modelo.

Arc como na palavra arcaico, representa antigo. Então numa primeira abordagem arquétipo seria um “tipo antigo” ou “forma antiga”.

Jung usou essa palavra para designar estruturas antigas na psique que estariam no inconsciente mais profundo, que ele chamou de inconsciente coletivo. Ele deu caracterização humanizada a alguns destes arquétipos. Por exemplo, Ânima e Animus, O Velho Sábio, O Herói, etc.. Ele fez isso após uma longa observação no conteúdo de manifestações culturais de vários povos e delírios de pacientes psiquiátricos, sobretudo, esquizofrênicos. Para Jung os arquétipos são estruturas psíquicas organizadas, relativamente autônomas, que compõe o ser humano em sua totalidade, desde o físico, passando pelo mental, emocional e espiritual. Se pensarmos em termos de programação de computadores, os arquétipos seriam os programas básicos, anteriores até ao próprio sistema operacional. Seriam similares às rotinas que compõe a BIOS.

A palavra também foi usada por Platão, no sentido da ideia primordial. Algo que estaria no mundo transcendente do qual o nosso seria uma projeção incompleta deste mundo perfeito. Nosso mundo seria o chamado Mundo Manifesto. O mundo das formas perfeitas seria o Mundo das Ideias. Neste Mundo da Ideias, existiam, entre outras coisas, as formas básicas, tiradas da geometria euclidiana (a geometria que aprendemos na escola), como o ponto, a reta, o círculo os polígonos regulares (o triângulo, o quadrado, o pentágono, o hexágono, etc) e os sólidos e em especial os sólidos regulares, ou seja, sólidos cujas faces eram formadas por polígonos regulares de mesmo tipo.

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Depois de longos estudos, Platão descobriu que existiam cinco e somente cinco sólidos deste tipo, que ficaram conhecidos como sólidos platônicos, que são:

  1. O cubo, sólido com seis faces quadradas, que ele associou ao elemento Terra no mundo manifesto;

  2. O icosaedro, sólido com 20 faces triangulares, que ele associou ao elemento Água no mundo manifesto;

  3. O octaedro, sólido com oito faces triangulares, que ele associou ao elemento Ar no mundo manifesto;

  4. O tetraedro, sólido com quatro faces triangulares, que ele associou ao elemento Fogo no mundo manifesto;

  5. O dodecaedro, sólido com 12 faces formadas por pentágonos, que ele associou ao Éter que corresponderia à quintessência ou ao cosmo, a alma do mundo.

Há ainda um sólido especial, formado por infinitos polígonos: a esfera, que poderia ser diminuída constantemente a até ser reduzida a um ponto, representando a Perfeição, ou aumentada indefinidamente abarcando todo o Universo.

As formas da geometria euclidiana eram usadas para compor todas as formas conhecidas, fosse um tijolo ou uma catedral e sua manipulação exigia um grande conhecimento do sagrado. Este conhecimento se transformou na Geometria Sagrada.

Os arcanos

Há uma outra palavra muito usada no meio esotérico: arcano.

O prefixo arc também o precede mas com outro significado: de oculto, um segredo, como na palavra arca, um tipo de baú com chave onde eram guardados objetos pessoais ou valiosos.

Os arcanos do Tarot seriam elementos que continham dentre de si segredos a serem desvendados apenas para os iniciados. Segundo alguns autores, estes segredos foram perdidos e o Tarot que conhecemos seria uma recriação a partir de dados pesquisados ou intuídos ao longo de séculos, que formaram a interpretação que temos hoje.

Uma pesquisa bastante extensa está no livro O Código Sagrado do Tarot, de Wilfried Houddouin, que consegue relacionar o Tarot de Marselha com a Geometria Sagrada, tal como era concebida na Idade Média.

 

Por outro lado e de certa forma complementado esta pesquisa, há o livro Jung e Tarot, de Sallie Nichols. Este livro relaciona os arcanos maiores e as cartas da corte com arquétipos junguianos e estabelece a Jornada do Louco, com uma descrição semelhante à Jornada do Herói, descrita por Joseph Campbell em seu livro O Herói de Mil Faces, que seria um dos caminhos da individuação proposta por Jung.

Jung e o Tarot

Sallie Nichols nos apresenta a jornada arquetípica de O Louco

O interessante a observar é que Platão não disse que só haviam formas em seu Mundo das Ideias, mas também que haviam conceitos, como O Homem Perfeito, retratado por Leonardo Da Vince como O Homem Vitruviano e Jung por sua vez nunca disse que todos os arquétipos poderiam ser apenas retratados por figuras humanizadas, mas poderiam também haver processos, como o que mantém o coração batendo. Aliás, as formas humanizadas seriam apenas um jeito de nos aproximarmos dos arquétipos para podermos saber que eles existem e lidarmos com eles.

Homem Vitruviano - Leonardo da Vince

O Homem Vitruviano de Leonardo da Vince

Os Arquétipos e o Tarot Psiônico

Quando desenvolvemos o Tarot Psiônico, verificamos que as ferramentas em si eram estruturas complexas e autônomas que poderia estar dissociadas das mesas radiônicas que lhe dava suporte. Experiencias de alguns operadores de mesa que também praticavam Rei Ki ou outros tipos de terapias energéticas, as ferramentas presentes nas mesas se incorporavam sozinhas ao repertório de símbolos, aparecendo na mente do operador quando faziam aplicação do Rei Ki.

Jung, aproximando-se da Alquimia e da Astrologia, coloca em tela o conceito de símbolo. Para ele, símbolo seria uma manifestação espontânea do inconsciente e uma forma de aproximação com os arquétipos. Entre os símbolos ele destaca a mandala.

O conceito junguiano de arquétipo tem como um de seus elementos o conceito de estruturas complexas e autônomas. Por outro lado, também se aproximavam do conceito platônico de ideia, uma forma ou modelo que transcende o mundo real e o determina. Ambos estes conceitos podem ser aplicados às ferramentas presentes nas mesas radiônicas e no Tarot Psiônico. Por exemplo, há os sólidos platônicos presentes na Mesa Cristalina e os portais, que estão relacionados tanto com as mandalas junguianas como com formas matemáticas presentes na Geometria Sagrada.

Entretanto, há uma diferença entre o pensamento de Platão e Jung. Para Platão, os arquétipos pré-existem antes de qualquer consciência humana. Jung não entra neste mérito. Para ele os Arquétipos existem no inconsciente coletivo da humanidade. Talvez hoje ele dissesse que está no DNA e evoluíram junto com a humanidade, mas é necessário que exista pelo menos um humano para que os arquétipos existam, como neste trecho do conto “Uma valsa na zona do crepúsculo”, de minha autoria, onde A Morte (um arquétipo) se posiciona exatamente sobre isso:

A Morte

Me julgava Imortal até que percebi onde realmente eu vivo. Eu vivo no Inconsciente Coletivo da Humanidade. Ele existe há séculos, tantos que eu não posso contar. E existirá por séculos ainda, tantos que também não poderei contar.

Mas um dia, o Último Homem morrerá, levando consigo para a zona além do crepúsculo o Inconsciente Coletivo Humanidade. E eu também atravessarei este último limiar. A Morte finalmente morrerá.

Nautilus

Tanto nas mesas radiônicas como no Tarot Psiônico, as ferramentas e as cartas têm uma aproximação forte com a simbologia platônica dada o uso da geometria sagrada. O uso desses símbolos como uma forma de modular energias e o fato de que todo o universo é formado por energia os aproxima. ainda mais.

Apesar de concentrado no ser humano, Jung não nega a transcendência. Mas, dada sua formação científica, ele se aproxima deste conhecimento com cautela. Na psicologia junguiana há uma função estruturante que Jung chama de função transcendente, aquela que é capaz de unir os opostos gerando um terceiro elemento que está acima e além dos outros dois. Por exemplo: o Infinito (representando o eterno devir) em relação ao Yin Yang (o movimento de energias opostas). De certa forma Jung também era platônico.

Então, as mesas radiônicas e o Tarot Psiônico estão trabalhando em ambos os níveis, o externo e cosmológico, representado pela filosofia platônica e os símbolos da Geometria Sagrada e o interno, através do conhecimento dos arcanos e dos arquétipos junguianos, tal qual o Tarot de Marselha nas visões de Sallie Nichols (Jung e o Tarot) e de Wilfried Houddouin (O Código Sagrado do Tarot).

 

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Tarot de Ação Psiônica Pulsada

Tarot Psiônico

Os oráculos têm a função de apontar caminhos. Normalmente, as pessoas buscam um oráculo num momento de suas vidas onde procuram uma resposta, em geral sobre um evento que vai ocorrer no futuro e desejam antecipar o que vai acontecer.

A partir do que o oráculo diz tomam ou não uma decisão, agindo ou aguardando o inevitável.

Entretanto, raros são os oráculos que permitem uma intervenção na realidade da pessoa que faz a consulta. Isso é o remédio que normalmente vem de outra fonte, por exemplo, um médico, um advogado, um terapeuta ou um mago.

A proposta do Tarot de Ação Psiônica Pulsada é justamente ir além dos oráculos mais comuns. Ele também faz o papel da outra fonte, auxiliando o tarólogo nos processos evolutivos de quem está fazendo a consulta.

Origem

O Tarot de Ação Psiônica Pulsada é um Tarot emissor-modulador de energia, projetado a partir símbolos usados nas mesas radiônicas criadas por Régia Prado.

O Tarot de Ação Psiônica Pulsada não é só um instrumento de diagnóstico ou um simples oráculo, mas também um instrumento de intervenção na realidade da pessoa que consulta, de forma harmônica e equilibrada, através da emissão por meio de seu operador de frequências.mesas_radionicas_1

Suas bases são as ferramentas as Mesas Radiônicas de Régia Prado, organizadas por Alvaro Domingues em um Tarot, com elementos da Rede Cristalina, da Mesa Radiônica Quântica, da Mesa de Ambientes e consolidadas na Mesa Psiônica Universal (MPU).

Uma definição simples de mesa radiônica é um tabuleiro onde estão dispostos elementos, símbolos que reúnem de forma abstrata a informação neles contida que serão exploradas pelo operador, traduzidas e enviadas para o interagente com o objetivo de alterar o entrelaçamento energético e informacional que o problema trazido para a consulta contém.


Os três níveis de ação

O baralho é constituído por três naipes de 14 cartas, sendo um para a Mesa Radiônica Quântica, outro para a Rede Cristalina e outro para a Mesa de Ambientes.

O Tarot de Ação Psiônica Pulsada trabalha em três níveis de ação: Eu com o Ambiente, Eu e minhas relações e Eu comigo mesmo.

Tarot Psionico - Naipes

O primeiro nível, de cor verde, Eu com o Ambiente, ou simplesmente Ambiente, está relacionado com a Mesa Radiônica para Ambientes e está ligado à nossa vida do dia a dia a partir dos ambientes em que vivemos, começando por nossa casa. Tem por base conceitos extraído do Feng Shui, da Geobiologia e da Geometria Sagrada, entre outros.

Naiape Mesa de Ambientes

O segundo nível, de cor azul, Eu e minhas relações, ou simplesmente Relações, está associado à Mesa Radiônica Quântica, tento por base as nossas relações com as pessoas e o meio externo a nós, como a escola, o trabalho, os amigos e a família. Aqui também está a nossa saúde física e mental e espiritual. Agrega conceitos de várias técnicas terapêuticas como, florais, radiestesia, Geometria Sagrada, terapias holísticas e a Física Quântica.

 

carta mesa radionica trisquel

O terceiro nível, de cor azul celeste, Eu comigo mesmo, tem por base a mesa Rede Cristalina. É o “conhece a ti mesmo” dos gregos e a base de toda evolução pessoal. Neste nível, vai-se à camada mais profunda do self do interagente.

carta mesa rede cristalina flor da vida

 

Os conjuntos azul e verde são compostos por cartas de ferramentas e portais. As cartas azuis celestes são divididas em ferramentas, elementos e redes.

As cartas tanto podem ser usadas para diagnóstico como para emissão energética. Elas podem ser de limpeza, proteção ou de ação. As cartas de ação seriam cartas onde uma ferramenta é aplicada na vida do interagente, com uma intenção de mudança nos padrões comportamentais, no ambiente ou nos processos relacionais.

Emissão de frequência ou energias

A termo psiônico empregado para nomear este Tarot foi escolhido porque pressupõe uma atuação energética do operador. Este termo foi empregado na parapsicologia para designar as energias produzidas pelo cérebro humano, capazes de gerar fenômenos paranormais (fenômenos psi: clarevidência, premonição, telepatia e psicocinese).

Após a escolha das cartas e a sua leitura o tarólogo emitirá uma energia na forma de uma onda psi dentro de uma frequência modulada com a intenção do operador e pelos símbolos das cartas. (Não se trata de um conceito físico, mas uma metáfora para explicar o funcionamento das cartas).

Em outras palavras a energia ou frequência modulada foi emitida e enviada pelo tarólogo ao interagente (consulente), por meio das cartas do Tarot.

O Tarot de Ação Psiônica Pulsada em si mesmo não pode emitir nada. Sem a presença de um tarólogo ou operador é um mero maço de cartas. A sua função é ser inicialmente um guia para o operador realizar sua interpretação em uma leitura e, num segundo momento, um filtro para modular e direcionar as energias captadas ou emitidas pelo tarólogo.

Quem emite, capta ou transmuta é o tarólogo. As cartas são somente um instrumento modulador. O termo psiônico escolhido para descrever o Tarot mostra exatamente isso: a energia mental que todos nos possuímos e o ato de manipular o Tarot apenas ajuda a direcionar esta capacidade.

Ação Psiônica

Os conceitos do Tarot de Ação Psiônica Pulsada podem ser aprendidos rapidamente mesmo para quem nunca tenha manipulado um Tarot ou uma mesa radiônica. Embora tenha como origem as ferramentas das Mesas Radiônicas RP, funciona tanto de forma independente como em conjunto com elas.

Ele também pode ser usado em conjunto com Tarots convencionais e outros oráculos e terapias alternativas.

A vantagem principal deste Tarot é que em vez de apenas lermos o que o destino reserva ao consulente (interagente), podemos agir de forma direta permitindo que a energia flua mais livremente podendo levar a uma mudança de resultados.

 

Alinhamento Planetário de Julho / Agosto de 2016

Estamos vivenciando um fenômeno astronômico muito importante: o alinhamento dos cinco planetas visíveis no céu, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. O processo começou no final de julho e estará em seu ápice no dia 27 de Agosto, permanecendo visível ate meados de setembro.

É possível vê-los olhando oeste, no início da noite, por volta das 18:00. Eles formarão uma linha percorrendo o céu em direção ao leste.

No dia 27 de agosto Júpiter estará próximo ao horizonte, formando uma conjunção com Vênus, separados apenas 4′ o que dará a impressão de serem um astro só.

Por si só a observação deste fenômeno astronômico é um espetáculo imperdível. Mas seria interessante ver quais seria as implicações astrológicas. Uma conjunção Vênus e Júpiter é bastante importante, só para começar.

Astrologicamente

Escolhi fazer só a análise do céu, a partir do dia do ápice do alinhamento, na cidade de São Paulo e o horário das 18:00 para traçar o mapa.

Observem o mapa, traçado pelo programa What Watch. Salta aos olhos a conjunção tripla formado por Mercúrio, Vênus e Júpiter e a conjunção Marte e Saturno.

mapa 28 8 2016 a

Uma coisa que dá o que pensar: no mesmo momento os dois benéficos estão em conjuntos entre si (e com Mercúrio dando uma forcinha), bem como os dois maléficos.

Vamos ver os outros aspectos envolvendo esses cinco planetas. De uma rápida análise vemos:

  • O Sol em quadratura com Saturno e Marte conjuntos
  • O Sol em oposição a Netuno
  • A Lua em trígono com Netuno
  • A Lua em oposição a Plutão
  • A Lua em quincúncio com Saturno e Marte conjuntos
  • Saturno e Marte conjuntos em quadratura com Netuno
  • Quincúncio de Urano com a conjunção tripla Mercúrio, Vênus e Júpiter
  • Uma quadratura de Urano com Plutão
  • Há uma grande quadratura envolvendo o Sol, a conjunção Marte/Saturno e Netuno

mapa 28 8 2016 c

Na conjunção, Mercúrio está em seu domicílio, Vênus está em queda e Júpiter em exílio. Apesar de serem planetas benéficos, Vênus e Júpiter não estão bem posicionados, com sua energia diminuída. Ambos os planetas estão associados à prosperidade, o que indica um momento de baixa pronunciada, aliviada por Mercúrio, que se adapta às energias positivas de ambos. É como se Mercúrio, anfitrião, acolhesse os visitantes que estão desambientados, tentando fazer com que sintam em casa.

Júpiter na astrologia mundana representa a Justiça em sentido amplo, ou a instituição da Justiça em sentido restrito. Enquanto Júpiter estiver em Virgem, a Justiça estará bastante enfraquecida. Processo judicias no período tenderão a ser mais lentos que o costume e pode haver injustiças. Mercúrio funcionará como um bom advogado.

Já a conjunção Marte / Saturno por si só representa encrenca e nenhum deles está em exílio ou queda. Por outro lado não estão em domicílio ou em exaltação. Menos mal.

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Na astrologia mundana este tipo de conjunção normalmente é associada com golpes antidemocráticos, ataques terroristas, revoluções, invasões militares, endurecimento de regimes autoritários e desastres envolvendo construções humanas, como barragens, pontes e ferrovias. Para piorar a situação, o Sol, representando o governante, está em quadratura com a conjunção Marte / Saturno, ou seja, o governo, seja quem for, está em maus lençóis. A combinação disso com Júpiter e Vênus enfraquecidos não pode resultar em coisa boa. Estes dois planetas combinados com Mercúrio podem indicar uma resistência intelectual grande e importante aos possíveis golpes, mas ineficaz.

Vamos ver como anda o povo, ou seja, a Lua. Ela faz um quincúncio com a conjunção Marte Saturno. Este quincúncio é de natureza regenerativa, já que a Lua saiu de uma oposição com estes dois planetas no dia 25 de agosto. Ou seja, “o pior já passou” ainda, que haja algum estresse. Mas pelo andar da carruagem, o pior pode já ter acontecido no por conta desta oposição à conjunção Marte / Saturno!

Temos um trígono Lua / Netuno. O que aparentemente seria um bom aspecto – um indicativo de criatividade – na atual conjuntura não parece saudável. Netuno é o planeta da Ilusão. Um povo iludido não parece ser uma coisa boa num momento crítico como vem sendo retratado até agora.

E Marte / Saturno está em quadratura com Netuno. Isso simplesmente indica um choque de realidade duro e violento no povo que está iludido.

A Lua também está em oposição a Plutão, o que indica uma explosão emocional que pode coroar tudo isso como uma revolta popular de curta duração, sufocada rapidamente.

E Urano e Plutão estão também em quadratura. A quadratura do revolucionário Urano com o transformador Plutão, que vem regendo a humanidade desde 2009, causando estragos nas economias e na política do mundo todo e ficará nos atormentando até 2019. A base perfeita para o desenrolar do caos previsto até aqui.

Por fim a grande quadratura envolvendo o Sol, a conjunção Marte / Saturno e Netuno. O ponto focal é justamente a conjunção. E ela está em Sagitário. Este será o desafio que nos foi proposto: superar as ilusões e enfrentar a realidade da grande mudança que está acontecendo, com a criatividade de Netuno, a força e coragem do Sol e a sabedoria de Sagitário.

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Psiônica – A energia que vem de dentro

Ao lado do termo quântico, o termo psiônico é largamente empregado na literatura esotérica ou de medicina complementar ou alternativa. Como o termo quântico, muitas vezes é usado fora do seu contexto original, às vezes compreendido erroneamente por quem o utiliza.

A origem do termo está nos primeiros estudos de Parapsicologia, quando esta ciência se estabeleceu. A Parapsicologia se propunha a estudar fenômenos ditos paranormais, que não podiam ser explicados pelas outras ciências, em especial a Física, a Psicologia e a Biologia.

Os fenômenos paranormais agrupam a telepatia, a clarevidência, a psicocinese, premonição, as aparições de entidades (normalmente classificada como fantasmas) ou outros fenômenos de natureza semelhante.

Telecinese -

História

As pesquisas iniciais de parapsicologia se concentraram em obter dados estatísticos para comprovar a existência dos fenômenos estudados. Posteriormente se sentiu a necessidade de uma teoria mais elaborada que tentasse explicá-los e não só medi-los.

P. Wiesner e Robert H. Thouless, em 1942, nomearam estes fenômenos de fenômenos psi, indicando que eram fenômenos mentais. Inicialmente eles foram subdivididos em psi-gamma, que englobavam as percepções, como a telepatia e a clarevidência e psi-kappa, para as ações, como psicocinese e aparições. Estes termos foram, mais tarde, alterados para psi passivos e psi ativos.

Dez anos de pois, John W. Campbell, um editor de ficção científica interessado em ciências limítrofes, propôs o termo psiônicos, que junta o prefixo psi e o a palavra iônico, já com a visão de que seria algum tipo de energia mensurável por equipamentos eletrônicos ou que pudesse ser empregada como parte de um equipamento eletrônico. Sua defesa entusiasta de dessa possibilidade fora do âmbito da ficção científica acabou levando o termo para o ambiente das universidades e para os divulgadores da parapsicologia.

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Muitas vezes contudo, o termo é confundido com radiônica, por terem sido cunhados na mesma época, abordando temas semelhantes. A radiônica acabou sendo incorporada pela radiestesia. Entretanto, o termo psiônica enfatiza o operador e não o equipamento, portanto sendo preferível para descrever os fenômenos psi e suas implicações.

Podemos definir energia psiônica como a energia emitida ou recebida pelo sistema nervoso, em especial o cérebro, capaz de gerar os fenômenos psi. Esta definição tenta afastá-la das outras energias vitais, que porventura existam, como o prana, o orgone ou o ki, embora guardem similaridade com elas. Para alguns pesquisadores, entretanto, as energias psiônicas seriam manifestações destas energias vitais, moduladas pelo sistema nervoso do agente.

Atualmente

As ciências físicas não reconhecem a energia psiônica, como nenhuma energia vital. Para um físico, se estas energias existirem, serão manifestações das energias físico-químicas. Mesmo que fosse desta forma, esta energia merecia ser investigada de maneira mais sistemática, o que não vem sendo feito pela física tradicional.

As energias psiônicas, até onde pude investigar, nunca foram medidas ou detetas por instrumentos de laboratório, embora seus resultados possam ser percebidos. Há vasto material publicado sobre este assunto pela antiga União Soviética, mas com pouquíssima divulgação, já que preconceituosamente se vê este material como obsoleto ou sem relevância.

União Soviética

As pesquisas sobre energia vital têm continuado nos institutos de parapsicologia e com amadores, radiestesistas e terapeutas holísticos, de uma forma lenta, mas constante.

Todavia, frequentemente têm sido feitas muitas aplicações da Psiônica, quer sob este nome ou não, por parte das terapias holísticas complementares.

Psiônica e magia

Os praticantes de magia de diversas naturezas também usam energias. Em geral as captam do ambiente ou de animais usados em algum ritual. Todavia, quando o mago coloca a sua intenção, ele estará usando energia psiônica.

A psiônica em si não é magia, embora alguns de seus resultados pareçam ser mágicos. Inclusive, os pesquisadores envolvidos no seu estudo querem que isso seja desvinculado destas práticas. Para um cientista, apelar para uma explicação mágica seria fugir do problema pela tangente.

Para a maioria dos magos, a psiônica aparece como um elemento estranho e não necessário à sua prática. É como um usuário de celular diante da física quântica. Não preciso saber em que se baseia para usar.

A diferença da psiônica para a magia é que se usa quase que exclusivamente as energias vindas do cérebro do operador. Eventualmente pode-se transferir esta energia para um objeto, como um cristal, papel ou anel metálico, ou transmutar alguma energia, vital ou não, em energia psiônica.

Conclusão

Os fenômenos psi existem, não há como negar. Por este motivo é preciso pensar seriamente sobre as energias psiônicas. A principal razão para isso é que podemos pensar nelas como sendo originárias do sistema nervoso do agente, que as cria, modula e envia ou as percebe quando emadas. Isso coloca seu operador apenas com os recurso de sua mente, sem necessitar de instrumentos especiais, rituais complicados ou do uso de animais.

O Efeito Cassandra – Na Calada da Voz

O Efeito Cassandra – Na Calada da Voz

Concepção Geral: Claudia Schapira e Luaa Gabanini,
Direção e Dramaturgia: Claudia Schapira,
Performer: Luaa Gabanini,
Assistência de Direção: Maria Eugenia Portolano,
Direção Musical: Eugenio Lima,
Direção de arte e vídeo: Bianca Turner,
Figurino :Claudia Schapira,
Criação e Preparação de Voz: Maria Isabel Setti, Andreia Drigo e Roberta Estrela D’Alva,
Produção executiva : Núcleo Bartolomeu de Depoimentos.

Neste momento em que uma menina foi estuprada por trinta homens e se tornou um símbolo da opressão de todas as mulheres e até de homens que as defendem, com justa indignação, esta peça coloca em evidência exatamente o silêncio imposto às mulheres.

O espetáculo parte da lenda de Cassandra que ousou dizer não ao assédio de Apolo e teve como maldição justamente a sua voz: teria o dom da profecia, mas tudo que dissesse seria ignorado.

A metáfora é perfeita para os dias de hoje, onde as politicas direcionadas ao feminino são postas de lado, onde se propõe projetos de lei que restringem e até suprimem direitos duramente conquistados e um estupro coletivo transforma-se em bandeira contra a cultura do estupro que logo em seguida é pisada como se fosse “mimimi de feministas” ou é maculada e reerguida para justificar uma punição catártica aos estupradores (e assim se esquece).

No palco Luaa Gabanini, numa performance excelente, destrincha “profecias”, como se Cassandra estivesse vendo o futuro. Através delas vemos a mulher escravizada, considerada literalmente um objeto de uso ou uma matriz reprodutora, tratada como animal (que se rebela), torturada (mas que no torturador o medo que ele tem do feminino), silenciada por vozes masculinas quando tenta se expressar à sua maneira e, por fim morta, várias vezes, como se sua morte representasse a morte de todas.

Cassandra dá sua voz então a todos estes discursos de oprimidas que não tiveram oportunidade de se manifestar no seu tempo. Mas não serão só palavras, serão também gritos sufocados e choro de dor, física ou emocional.

O que se busca no espetáculo não é contar uma história ou fazer um discurso panfletário, mas que o público sinta no seu íntimo a opressão que mulher ainda vive nos dias de hoje, pelo simples fato de ser mulher, seja ela uma funkeira de 16 anos ou dama da alta sociedade.

Não ignoremos mais Cassandra.

Serviço

O que: O Efeito Cassandra – Na Calada da Voz
Quando: De 28/05 a 19/06/2016, sábados às 19:30h e domingo (com exceção de 29/05) às 18:00h.
Onde: Sesc Ipiranga, auditório
Rua Bom Pastor, 822
São Paulo – SP
tel. (11) 3340-2000
Maiores informações aqui

Meditando com Runas – As Runas da Água

Os oráculos têm duas funções: uma, mais mundana, é de nos orientar em questões do dia a dia. Normalmente em decisões ou busca e uma saída para algum problema. Tentamos olhar um pouco à frente no futuro para tentar buscar uma vantagem no jogo da vida.

O segundo uso é para buscarmos a nossa evolução. A questão muda de “o que devo fazer”, para “o que preciso aprender”. Segundo várias tradições místicas a lição nos é apresentada repetidas vezes. Padrões de comportamento ou de “acidentes” indicam que alguém “lá de cima” está querendo lhe chamar a atenção. Por exemplo, por que eu machuco sempre a mão direita? Se não for óbvio (por exemplo, após uma meditação eu descubro que quando eu machuco mão direita estou sendo impedido de fazer alguma besteira, que eu faria se não acontecesse o acidente), um oráculo pode ajudar. E, indo um pouco mais além, mesmo quando tudo está uma maravilha na minha vida, eu lançar mão de um oráculo para saber qual é meu próximo passo evolutivo.

A maioria conhece as runas como processo de adivinhação. Alguns as conhecem como meios de encantamento ou proteção, mas poucos as conhecem como um guia de meditação.

A escolha runa tema pode ser por meio de um lançamento de uma única runa ou por, após termos visto sair a mesma runa várias vezes em várias tiragens. E duas específicas que podem ser escolhidas sem mesmo estar com um conjunto de pedras: Lagu, a runa da água e Gifu, a runa do perdão.

Primeiro veremos as runas da água.

Lagu, a runa da água

runa lagu

Os vikings, criadores das runas, eram excelentes navegantes e a água era primordial para eles, como é para todos nós. Quem mora em São Paulo e viveu o drama da falta de chuvas na Cantareira sabe disso. Quem vive no Nordeste também sabe de uma forma mais crônica.

Lagu é a água tanto no sentido físico como no simbólico: fluidez, emoções e relacionamentos.

Lagu limpa energeticamente as energias mal qualificadas e banha com energia pura a pessoa que está meditando. Isso pode ser feito diariamente e pode ser estabelecido como uma rotina.

Para fazer a meditação, basta estar em contato com a água. Pode ser no banho, lavando louça, o carro ou um animal de estimação. Ou até de forma imaginária. O melhor resultado é num banho de mar.

lagu banho de cachoeira runas

Durante o processo, imagine que a água é cristalina e brilhante. Se estiver imaginando, imagine você numa cachoeira ou num banho de mar. E recite mentalmente ou em voz alta o seguinte poema:

Runas da água

Eu me limpo
De todo o egoísmo
Do ressentimento
Das críticas a meus semelhantes
Da autocondenação
Da ignorância
E dos equívocos de minha vida.

Eu me banho
Em generosidade
Em apreço
Em louvor a meus semelhantes
Em autoaceitação
Em sabedoria
Em compreensão das minhas experiências de vida.

Repita os versos quantas vezes quiser. Não há contra indicações.

É particularmente recomendável esta meditação após uma situação onde houve alguma mágoa.

Encarando a Magia no Século XXI

Magia, Bruxaria e Feitiçaria

Os termos Magia, Bruxaria e Feitiçaria são usados ora como sinônimos ora como coisas distintas. Um ou outro em tempos diferentes e para pessoas diferentes são fontes de admiração, recusa e até medo.

O medo normalmente é fruto da ignorância. E para afastar a ignorância nada mais eficaz do que o conhecimento.

Magia

Uma boa fonte de consulta será um dicionário. Escolhemos o Houssais, e, para magia obtivemos:

Magia: arte, ciência ou prática baseada na crença de ser possível influenciar o curso dos acontecimentos e produzir efeitos não naturais, irregulares e que não parecem racionais, valendo-se da intervenção de seres fantásticos e da manipulação de algum princípio controlador oculto supostamente presente na natureza, seja por meio de fórmulas rituais ou de ações simbólicas metodicamente efetuadas; mágica.

Para entender este conceito, vamos pedir ajuda ao Mago do Tarot. No Tarot de Marselha ele é representado por um mágico de rua, onde ele manipula objetos de forma habilidosa. Os eventos parecem extraordinários aos olhos do espectador, mas não aos olhos do Mago, que conhece os truques. Aproxima-se da última definição dada pelo verbete do Houssais: mágica.

01 o mago marselha

O Mago seria então um enganador? Sim e não. No Tarot ele simboliza aquele que abre o caminho para o conhecimento e ele precisa que o discípulo se maravilhe para que ele possa ensiná-lo.

Vamos pegar outro trecho da definição de Magia: arte, ciência ou prática baseada na crença de ser possível influenciar o curso dos acontecimentos e produzir efeitos não naturais, irregulares e que não parecem racionais.

Observe que o dicionarista tenta ser isento, colocando o termo magia como sento arte, ciência ou prática. Ao admitir que ela pode ser uma ciência ele dá a ela um status “mais nobre” ao termo.

A seguir ele coloca o objetivo da Magia: influenciar o curso dos acontecimentos e produzir efeitos não naturais, irregulares e que não parecem racionais.

Se colocarmos do ponto de vista do senso comum, esta seria uma definição adequada. Numa visão mais moderna, o Mago procura influenciar os acontecimentos, mas os efeitos que produz são apenas aparentemente não naturais. Tem uma frase dita por Arthur Clarke que é

“Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinta da magia.”

Arthur C. Clarke

Arthur C. Clarke

Por exemplo, até o século XIX as ondas eletromagnéticas eram desconhecidas. Para qualquer pessoa de uma época anterior, um celular seria um objeto mágico.

Saindo das ciências físicas indo para a psicologia, a hipnose, apesar de ter sido desenvolvida como uma técnica auxiliar de uma terapia (o mesmerismo, desenvolvido pelo abade Mesmer), foi considerada “magia” e banida pela Igreja, juntamente com a glass harmônica, um instrumento musical usado nas sessões.

Uma das formas de explicar os fenômenos atribuídos à magia é usar o modelo da Física Quântica, já que investigar fenômenos quânticos deixa até um cientista clássico intrigado, por parecer que não se adéqua ao modelo da física Newtoniana ou mesmo relativística. O mesmo pode se pensar do resultado da Magia: apesar de parecer não natural ou sobrenatural, é algo perfeitamente possível dentro da natureza, ainda que improvável.

Bruxaria e Feitiçaria

Interrogatório das Bruxas de Salem

Interrogatório das Bruxas de Salem

A bruxaria tem toda uma conceituação negativa, devido à perseguição sistemática feita pela Igreja Católica e posteriormente pela Protestante de mulheres que detinham algum conhecimento vindo das religiões pré-cristãs.

O termo é usado nos idiomas de origem Ibérica e seu significado original perdeu-se. No francês, as bruxas são chamadas de sorcière, que pode ser traduzido como feiticeira e no italiano strega, que significa ave noturna.

As bruxas seriam sacerdotisas de antigas religiões centradas no feminino. Quando estas religiões foram destruídas, a perseguição atingiu qualquer mulher que detivesse algum conhecimento não oficial, fosse de produzir os encantamentos (as bruxarias) ou simplesmente o uso de ervas medicinais.

A palavra feitiço pode ser associada com o verbo fazer, como no linguajar popular, onde o sinônimo é coisa feita. O feitiço seria uma ação executada provavelmente através de um ritual com uma intenção mágica. Novamente o preconceito coloca isso como uma ação sempre maléfica.

As Leis

Convém ressaltar que nas religiões antigas, a separação maniqueísta do Bem e do Mal não existia. O que existia era o respeito pelas leis da natureza, que o mago, a bruxa ou feiticeiro invocaria para fazer o que ele desejava e para toda ação eles sabiam que havia uma reação em contrário, o que pode ser entendido, com certos limites, como a Lei do Karma ou do Retorno. Na maioria das religiões a Lei do Retorno seria executada nesta vida mesmo.

Observando a Lei, o mago faria o possível pra que seus encantamentos seguissem a lei natural. O que ele na realidade fazia era dar “um empurrãozinho” em alguma das forças atuantes de forma que beneficiassem a ela ou a seu “cliente”.

Isso está na última parte da definição do Houssais: “valendo-se da intervenção de seres fantásticos e da manipulação de algum princípio controlador oculto supostamente presente na natureza, seja por meio de fórmulas rituais ou de ações simbólicas metodicamente efetuadas”.

Na definição aparece o termo “seres fantásticos”. Estes seres variam de religião para religião, mas em geral, podemos incluir os elementais (gnomos, ondinas, sílfides e salamandras), espíritos de mortos, anjos, deuses de mitologias politeístas e até, para horror de alguns fundamentalistas, Deus.

Dentro de um ponto de vista abrangente, a oração seria uma forma de magia: eu tento mudar a realidade, esperando uma ação sobrenatural, apelando para uma entidade espiritual em nome de uma Lei (por exemplo, a lei mosaica ou a lei do Amor).

Encarando a Magia

John William  Waterhouse Magic Circle

Há duas formas de encarar a Magia, que eu chamarei aqui, por razões didáticas, de cristã e pagã.

O jeito cristão de encarar a magia é confiar num poder sobrenatural externo a si mesmo, vindo por exemplo, de Deus, dos Anjos ou dos Santos, a quem apela. Para isso está disposto a sacrifícios, orar, fazer novena, praticar a caridade, etc.. Note que isso pode estar presente em religiões não cristãs, sempre que apelamos para uma entidade transcendente, seja Deus, Alá, Buda, Thor ou um Orixá. No caso é a vontade de Deus (ou da entidade que acredito) que está atuando predominantemente.

O jeito pagão de encarar a magia é ver a si mesmo como parte co-responsável pelo processo. Quando estou fazendo ou recebendo a magia, é a minha vontade que atua. Eu contribuo de alguma forma com a minha energia no processo. Note que coloquei também “recebendo” a magia. Isso pode ser entendida de duas formas. A primeira é eu contratei um mago para fazer o serviço para mim, então isso não me isenta do processo e dos resultados. A outra é: eu fui atingido por uma magia, boa ou má, porque eu permiti que isso acontecesse.

Para quem tem a visão pagã, o que acontece de errado na minha vida, mesmo vindo através de uma magia negra contra mim é de minha responsabilidade, pois fui eu quem vibrou negativamente criando condições para que o feitiço “pegasse”. E também das coisas boas. Uma pessoa com a visão pagã do mundo jamais dirá: Deus não me ajudou. Por outro lado, se ocorreu uma coisa boa, ele vai agradecer com a expressão “Sou grato”, pois a gratidão estabelece uma retribuição e não uma obrigação.

Note que a visão pagã pode ser encontrada em um cristão e vice-versa. E nós, na nossa vida cotidiana, independente de nossas crenças (ou não crenças, colocando aqui os ateus e agnósticos) temos ora uma atitude cristã (aceitar o mundo) ora uma pagã (agir no mundo).

Para que então ter medo da magia?

O Mundo, o Tarot e o Apocalipse

tarot

A simbologia do Tarot está muito ligada à simbologia presente na Bíblia, sobretudo no livro do Apocalipse, donde são tirados diversos símbolos.

Normalmente, tarólogos tradicionalistas não aceitam esta afirmação, preferindo acreditar nas explicações mirabolantes que atribuem ao baralho uma existência milenar (às vezes anterior à invenção do papel!). Estes tarólogos não estão de todo errados, já que a simbologia está no inconsciente coletivo da humanidade e ela vai ressurgir de tempos em tempos e nas mais varidas formas, quer num conto de tradição oral, quer numa obra de arte ou ainda, como um método divinatório.

E os exegetas da Bíblia por outro lado não gostam de ver um método divinatório associado ao livro sagrado.

Quer gostem quer não, a provável origem do Tarot está em figuras cartonadas usadas com fins didáticos para o ensino de religião, moral e outros conhecimentos para crianças e adultos analfabetos. Um sistema deste tipo era as cartas de Mantegna, de meados do século XV, que provavelmente ajudaram a fornecer algumas das cartas dos arcanos maiores, como O Mago (representado por O Artista), O Papa, O Imperador, A Temperança, A Justiça, A Força, a Lua, o Sol, O Carro (representado por Marte) e o Mundo (representado pela Causa Primeira).

O Imperador do Tarot Mantegna serviu de inspiração ao Imperador de outros Tarots posteriores.

O Imperador do Tarot Mantegna serviu de inspiração ao Imperador de outros Tarots posteriores.

O Mundo como chave do Tarot

Escolhi a carta O Mundo para demonstrar esta simbologia bíblica do Tarot porque, assim como o Louco que viaja através dos arcanos, abrindo o Tarot, O Mundo, o Arcano XXI, seria a carta de fechamento, encerrando o ciclo. No entanto, o Louco, além de ser a carta zero é também a carta XXII, mostrando que a vida é um eterno devir, um processo, que não termina nem mesmo com a Morte.

O Mundo pode ser considerado a Chave do Tarot

O Mundo pode ser considerado a Chave do Tarot

O Mundo seria um símbolo de êxito supremo, a reunião de todas as polaridades e de todos os elementos. Observe a carta O Mundo do Waite. Há no centro um ser andrógino e em sua volta quatro outros seres: um leão, um touro, uma águia e um homem.

O Leão representaria o elemento Fogo; o Touro, Terra; Águia, Ar e o Homem, Água. E cada um gerará um dos naipes dos arcanos menores: Ouros corresponde à Terra; Espadas, ao Ar; Paus, ao Fogo e Copas à Água.

Contudo há que se examinar outro aspecto, já presente na carta O Julgamento: O Mundo está fortemente vinculado a uma simbologia bíblica. Os quatro animais percorrem quase todo o Apocalipse e estão associados cada um a um dos quatro cavaleiros (que provavelmente deram origem aos cavaleiros dos quatro naipes).

Apocalipse, cp 4, versículos 6 e 7

    1. também havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal; e ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;
    2. e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.
Os cavaleiros do Apocalipse deram origem as cavaleiros dos arcanos menores

Os cavaleiros do Apocalipse deram origem as cavaleiros dos arcanos menores

Apocalipse, cp 6, versículos 1 a 8

    1. E vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer numa voz como de trovão: Vem!
    2. Olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo, e para vencer.
    3. Quando ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: Vem!
    4. E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.
    5. Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: Vem! E
      olhei, e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha uma balança na mão.
    6. E ouvi como que uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: Uma medida de trigo por um denário, e três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.
    7. Quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: Vem!
    8. E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o inferno seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra.

Os animais também a aparecem na visão de Ezequiel (muitos julgam tratar-se de uma descrição de alienígenas).

Visão de Ezequiel

Visão de Ezequiel

Ezequiel cp 1 versículos 4-10

    1. Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo revolvendo-se nela, e um resplendor ao redor, e no meio dela havia uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo.
    2. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem.
    3. E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
    4. E os seus pés eram pés direitos; e as plantas dos seus pés como a planta do pé de uma bezerra, e luziam como a cor de cobre polido.
    5. E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e assim todos quatro tinham seus rostos e suas asas.
    6. Uniam-se as suas asas uma à outra; não se viravam quando andavam, e cada qual andava continuamente em frente.
    7. E a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e do lado direito todos os quatro tinham rosto de leão, e do lado esquerdo todos os quatro tinham rosto de boi; e também tinham rosto de águia todos os quatro.

Os dois sentidos do Apocalipse de São João

O Apocalipse tem dois sentidos básicos, um cosmológico (que infelizmente é levado ao pé da letra) e um individual (que ninguém, nem mesmo os religiosos, dão a devida importância).

Em vez de lê-lo como uma profecia absoluta, podemos lê-lo como a descrição de um processo de mudança interna, onde tomamos consciência da negatividade e a transcendemos. Todos somos cada um dos quatro cavaleiros e também suas vítimas. Somos também os habitantes da Nova Jerusalém.

Então, o que é o Mundo? Os gregos falam da Quintessência, o quinto elemento que seria a junção dos outros quatro. Significaria a harmonia plena.

A reunião dos quatro animais forma a Esfinge, que seria a síntese das quatro características que compõe o homem: os instintos (o Touro), o poder (o Leão), a razão (a Águia) e a emoção (o Homem).

A Esfinge representa o homem em todas as suas facetas reunidas num ser só, que o sintetizaria, da mesma forma que o Mundo.

Decifra-me ou devoro-te!

Decifra-me ou devoro-te!

A frase aparentemente terrível, “decifra-me ou devoro-te”, significa a busca pelo autoconhecimento, pois o homem que não conhece a si mesmo tende a ser destruído por um dos aspectos que não está sob seu controle: se negar ou supervalorizar seu instinto, cairá na intemperança; se se curvar demais ao poder perderá sua liberdade ou se fizer uso dele de forma tirânica poderá ser destruído; se negar a razão poderá cometer um grave erro, se a supervalorizar poderá se tornar arrogante e se negar ou supervalorizar suas emoções, poderá cair em depressão ou ter um acesso de raiva.

O Mundo nos mostra um modelo ideal que devemos almejar, onde cada um dos nossos aspectos está em harmonia com os outros e sem polaridades: bem/mal, masculino/feminino, sexo/amor, emoção/razão, governante/governado, Deus/Homem. Se o alcançarmos em sua plenitude, teremos atingido a Iluminação.

Esse seria o fim último do homem e é inatingível, mas pode ser tangenciado. Por isso o Mundo não fecha o Tarot, mas o Louco. Quando o tangenciamos, vislumbramos uma nova jornada e o Louco seguirá novamente o caminho.

50 - Causa Primeira (O Mundo)

O Mundo como Causa Primeira

A Matrix, a Caixa, Níveis de Consciência e o Estado Islâmico

Há algum tempo o termo Matrix saiu das telas do cinema e ganhou a filosofia popular com sentido de ilusão à qual todos somos submetidos. “Sair da Matrix” passou a significar libertar-se dos padrões impostos. O mote agora é “Pensar fora da Caixa”, conceito criado por Daniel Pink e reproduzido a exaustão por muitos palestrantes e pela cultura popular, muitas vezes fora do contexto. Significa a mesma coisa.

O conceito de Níveis de Consciência por outro lado mostra o que acontece quando você está num determinado nível de consciência e resolve sair da matrix ou pensar fora da Caixa: você sai de um nível de consciência e vai para outro. Vamos ver como isso acontece e o que tem isso a ver com o Estado Islâmico.

matrix

Matrix – foto promocional

Níveis de Consciência

A teoria dos Níveis de Consciência da Dinâmica em Espiral é tenta explicar a complexidade do mundo e a natureza das mudanças ao nosso redor. Sua base são as pesquisas iniciadas pelo psicólogo americano Clare W. Graves e seus seguidores, Don Beck e Chris Cowan. Recentemente recebeu implementos das ideias dos filósofos Richard Dawkins e Mihaly Csikszentmihalyi.

Basicamente temos atualmente de 7 a 8 níveis de consciência (a diferença deste número é por causa do próprio dinamismo da teoria, pois a medida que homem evolui, ele vai atingindo um nível mais alto de consciência), cada um associado a uma cor.

No nível 1, ou bege, o indivíduo preocupa-se apenas com a sua sobrevivência. O instinto é mais importante. Vai lutar por suas necessidades básicas, alimento, água e abrigo. Povos muito primitivos, sem a mínima organização, e pessoas em situação de emergência (por exemplo uma catástrofe natural).

No nível 2, ou roxo, preocupa-se com a família a tribo ou o clã. A explicação do mundo é mágica, ditada pela tradição. Tribos organizadas, por exemplo.

No nível 3, ou vermelho, o indivíduo ultrapassa o conceito de clã e busca experienciar o mundo além da tribo. Ele busca o poder e se torna autoritário. Aqui está o uso da força de forma coercitiva. Eu mando por que eu posso.

No nível 4, ou azul, há uma evolução no sentido de que a autoridade agora é organizada em torno de uma ideia, por exemplo uma nação ou uma religião. Aqui surgem as regras de conduta, o direito e a coerção em nome do grupo. O líder dirá : “eu mando porque falo em nome do grupo, de um deus ou de uma ideia”. Aqui podem surgir fanatismos religiosos e até laicos (A Lei deve ser cumprida a qualquer preço). Um grupo pode segregar outros, criando a divisão “nós e eles”. Nesta situação estão todas as religiões fundamentalistas (muçulmanos xiitas, evangélicos fundamentalistas, católicos conservadores, judaísmo ortodoxo), ideologias políticas totalitárias (fascismo, nazismo, stalinismo) até torcidas organizadas de futebol.

Briga de torcedores Vasco e Atlético - Agencia Folhapress

Briga de torcedores Vasco e Atlético – Agencia Folhapress

No nível 5, ou laranja, é o dos realizadores. O indivíduo liberta-se o grupo e procura se desenvolver saindo das amarras das regras rígidas. Dentro deste grupo de pessoas podem estar tanto empreendedores como gananciosos. Pode gerar líderes que impulsionam ideias, cientistas, inovadores. Porém, como ele é voltado para si, pode gerar pessoas que agem sem escrúpulos, como os executivos da Samarco e da Vale do Rio Doce.

No nível 6, ou verde, o indivíduo volta-se para o todo, preocupa-se com a comunidade (às vezes com a Terra toda). Aqui temos o hippies, o Green Peace, comunidades alternativas. A frase que o define é “Somos Todos Um”. O que traz de positivo é a consciência ecológica. Porém, como seu processo decisório é por consenso, pode gerar demora excessiva numa tomada de decisão.

Os dois últimos (7 e 8), amarelo e turquesa, são mais fluídos, com um nível de abrangência maior, buscando integrar todos os níveis.

Há um nono nível em formação, o Nível Coral, que seria a Terra e a Humanidade vista do ponto de vista cosmológico.

Estado Islâmico e a politica anti Terror

Observe o nível 4 e o que está acontecendo agora. O surgimento do ISIS, numa região já conturbada há séculos traz à tona um sentimento de “nós e eles” muito claro. Nós somos “os bons” e eles, “os maus”. Não importa se você é cristão ou muçulmano. Pensar desta forma gera preconceitos e justifica uma guerra santa ou uma cruzada.

A capa da revista Veja assustadoramente parece ilustrar isso: Uma bomba com uma pomba da paz desenhada nela. A mensagem é: “só teremos paz se partirmos para a guerra”. É claramente o nós (A Civilização, que joga as bombas) contra o eles (O Terror, do Estado Islâmico). Isso está em toda a mídia, de uma forma ou de outra.

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Revista Veja – Capa edição de 24/11/2015

Sem entrar em teorias da conspiração, se observe um pouco e tente sair da Matrix ou pensar fora da caixa.

Analise quais de seus pensamentos são seus mesmos e quais são os de um grupo (não importa quais são suas crenças, mas o seu comportamento em relação ao todo). Será que realmente você quer tanto “o fim do terror” a ponto de negar seus valores e sua própria liberdade pessoal? Ou será que a bandeira que carrega foi alguém que colocou na sua mão?

Quando o pensamento é grupal é bom revê-los como indivíduo. O tão esquecido “exame de consciência”.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses e alemães eram retratados pela mídia como monstros a ponto de serem despersonalizados. Do lado alemão, os judeus eram o outro a ser destruído. Os japoneses viam assim os chineses. O mesmo aconteceu com os comunistas durante a Guerra Fria, que foram demonizados neste lado do mundo (“comunista come criancinha”). E com certeza, todos nós, ricos ou pobres, fomos agrupados do outro lado como sendo “porcos capitalistas”.

Pense fora da Caixa, saia da Matrix, eleve-se além do nível azul de consciência e, se resolver escolher um lado (ou não escolher nenhum), que seja pelos seus próprios pensamentos.

Sonhar ou Planejar o Futuro?

Há quem diga que sonhos não levam a nada. Outros que, sem sonhos, a vida não vale a pena.  Outro dia, percebendo que, algumas vezes, os meus sonhos de futuro também vinham acompanhados de possíveis problemas, decidi arrumar as coisas na minha  cabeça. Pensei comigo:  “sonhar é uma coisa e planejar é outra”.  Fiquei ponderando sobre as duas coisas: qual delas seria mais importante? O Resultado de minhas poderações deram origem ao infográfico abaixo.

E você o que acha? Comente neste post.

 

Sonho ou planejamento