Astrologia, oráculos, terapias: como alteram o “destino”?

Astrologia

Pratico vários oráculos há muito tempo. Comecei com o Tarot, passei pelo Lenormand (o baralho “cigano”), leitura de mão, I Ching, numerologia e astrologia. Acabei aprendendo terapias alternativas, começando pelo Reiki, florias e cura quântica e cheguei às mesas radiônicas.

Uma coisa que percebi nos consulentes (termo tomado da cartomancia) é que mesmo que a leitura fosse precisa, o que eles desejavam era uma interferência direta em suas vidas e esperavam isso do oráculo.

A postura do oraculista normalmente é a célebre frase “as cartas não mentem jamais” reforçando uma crença, mesmo no ateu mais renitente, de que o destino é imutável. Isso é particularmente notável na astrologia e na numerologia. Há quem a cada acontecimento importante da vida vá consultar o mapa astral para ver que influências astrais estavam presentes naquele momento, às vezes para justificar uma besteira que fez.

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Então eu me perguntei: se existe influência astrológica, onde ela está?

Se nascemos com um mapa astral gravado o local mais provável é o DNA. Lembrei-me das 12 camadas do DNA, que tem sido difundidas no meio esotéricos pelos canalizadores da entidade Kryon. A primeira camada seria o DNA como a ciência oficial conhece e as outras estariam em níveis mais sutis.

Então o mapa astral estaria gravado numa destas camadas? Talvez.

Como operador da Mesa Cristalina, que desdobra o DNA em suas doze camadas pra desprogramá-lo e reprogramá-lo, percebi, que se eu estivesse certo, poderia agir para mudar parâmetros do mapa astral, simplesmente desprogramando aspectos negativos e positivos e resolvi experimentar, obtendo resultados positivos com esta abordagem.

Um outro “local” de armazenamento seria o Inconsciente Coletivo e isso explicaria algumas particularidades da Astrologia. Resolvi estudar a história da Astrologia e verifiquei que ela foi inventada por uma sociedade agrícola onde todos dependiam da terra, das estações e de fenômenos meteorológicos, alguns cíclicos, que podiam ser previstos observando-se primeiro o sol e a lua, depois os demais planetas (chamados assim por se moverem contra o céu estrelado, ao contrário das estrelas). Numa sociedade fortemente a agrícola, do rei ao camponês, todos dependiam de uma colheita fértil. Prever o que iria acontecer com a plantação determinava como todos viveriam.

Os signos então estariam vinculados às estações do ano, que mudariam a cada três signos. O primeiro, seria cardinal, que indicaria o início da estação, o segundo fixo (a estação em sua plenitude) e mutável, que indicaria o fim da estação já sentindo os efeitos da seguinte.

Os caráteres dos signos mudariam conforme a estação progredia. Áries é o iniciador, marcava o plantio, Touro a espera e o cuidado, Gêmeos, o que nota os primeiros sinais do verão.

Entretanto sou brasileiro e moro no hemisfério sul. Por que um ariano brasileiro seria igual a um ariano europeu?

Pensei então no inconsciente coletivo. Fomos colonizados por portugueses, que traziam séculos de história armazenados em seu inconsciente coletivo onde a Astrologia fazia parte.

astrologia santos da igreja

 

E lá está a Astrologia, junto com os arquétipos, os deuses de várias culturas, os santos da Igreja Católica, o simbolismo dos animais associados às estrelas e aos signos e o centésimo macaco.

Uma análise em profundidade de um mapa astral pode revelar quais arquétipos poderão estar presentes nos conflitos pessoais de uma pessoa e servir de base para uma consulta em qualquer terapia. Um bom ponto de partida.

Da mesma forma que alteramos o DNA em seus filamentos mais sutis, poderemos alterar o “destino” de alguém, desprogramando dados no seu inconsciente mais profundo, como propõe as terapias de vidas passadas, a análise junguiana, a psicanálise, homeostase quântica da essência e as mesas radiônicas.

Assim conseguiríamos de certa o que o consulente do início da explanação desejava, alterar sua realidade futura a partir de um oráculo. Não da forma mágica infantilizada “de que tudo vai ficar bem, do jeitinho que eu quero”, mas de uma forma em que o consulente (ou interagente, como se diz hoje) possa evoluir e libertar-se do seu “destino”, saindo de seus condicionamentos.

 

 

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Alvaro Domingues
 

Filósofo, escritor e oraculista.