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Arquivos Mensais: novembro 2015

Previsões Astrológicas para 2016

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A Astrologia Mundana – assim chamada por se referir a acontecimentos mundiais – busca fornecer previsões e interpretações para acontecimentos que envolvem um país inteiro (e, às vezes, o mundo inteiro).

Do ponto de vista do homem da antiguidade, medieval e até renascentista, isso era o mesmo que prever o futuro de seu rei, já que se o rei estava bem, o país estava bem. Com o passar do tempo e com o surgimento das repúblicas, o foco deslocou-se do dirigente para o Estado, calculando-se a data de nascimento do Estado como o dia em que ele foi considerado uma Nação e o local de nascimento, o da sua Capital atual (há quem questione esta escolha, pois, o Brasil, por exemplo teve três capitais e o ato que o tornou uma nação separada de Portugal foi feito em São Paulo).

E o Mundo?

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Não há data de nascimento, muito menos um local. Entretanto há astrólogos que arriscam fazer previsões para o mundo inteiro.

Há várias maneiras de fazer isso. Uma delas é considerar o mapa natal de alguns países de proa (como, por exemplo, os EUA, a Alemanha, a China, a Rússia e, para puxar sardinha por nosso lado, o Brasil) e também de alguns dirigentes influentes, como Angela Merkel.

Outra é considerar o planeta regente do ano. O Ano de 2015 foi regido por Marte e o de 2016 será pelo Sol

Uma outra ainda é considerar os ciclos planetários dos planetas com ciclos mais longos, a partir de Júpiter, que tem um ciclo de 12 anos, ficando aproximadamente um ano em cada signo.

Saturno, tem um ciclo de 28 a 30 anos, ficando pouco mais de 2 anos em cada signo.

Quíron que tem uma órbita irregular de mais ou menos 50 anos, ficando em média 4 anos em cada signo.

A partir de Urano, os planetas têm ciclos maiores que a vida de uma pessoa e são chamados de planetas geracionais.

Urano tem um ciclo de 84 anos, ficando 7 anos em cada signo e é 7 vezes maior que o ciclo de Júpiter. Dificilmente uma pessoa conseguiria passar por um ciclo completo de Urano.

Netuno tem um ciclo de 168 anos, ficando 14 anos em cada signo, sendo o dobro do ciclo de Urano.

Por fim Plutão, o mais lento de todos, com o ciclo de 248, ficando aproximadamente 21 anos em cada signo.

Escolhendo um mapa para trabalhar

A hora escolhida será 00:00 do dia 01/01/2016. Mas, e o local?

Teoricamente, como vamos lidar planetas de ciclos muito grande, qualquer lugar deveria servir.

Escolhi então Sydney na Austrália, por dois motivos: será um dos primeiros países a entrar no ano novo e está bem longe dos atuais acontecimentos que estão atingindo mundo, que envolvem o Estado Islâmico.

Sydney

A partir dos atentados que tivemos em Paris, fica fácil prever, com razoável acerto, até sem ser astrólogo, que as coisas não vão ficar fáceis na Europa e no Mundo.

Vou tentar fazer esta previsão a mais isenta possível, porém é difícil ignorar estes fatos. De alguma forma a leitura será contaminada pela leitura dos jornais e por preocupações pessoais. Por isso vou tentar tirar alguma coisa que não seja o óbvio desta leitura.

2016 Mapa 1

Plutão

Vamos começar a analisar os planetas a partir do mais lento: Plutão.

Plutão é o Planeta das Transformações e fica mais ou menos 21 anos em cada signo e atualmente está mais ou menos na metade do signo de Capricórnio.

Plutão entrou em Capricórnio em 27/01/2008 e permanecerá até 21/01/2024, quando entrará no signo de Aquário.

A primeira coisa que devemos olhar é o mito de Plutão ou Hades, como Deus do Inferno. Hades rege o mundo dos mortos do qual ninguém escapa, nem mesmo os próprios deuses. Seu poder é imenso, mas ninguém quer estar em seu lugar.

Plutao Deus Romano

Aparentado com a Morte (às vezes se confundindo com ela) ele tem o poder de destruir o antigo para o que novo surja. Quase sempre isto não é feito de forma pacífica: é preciso destruir primeiro para construir depois.

Capricórnio é um signo de Terra, avesso a mudanças, mas Plutão as traz, quer se queira ou não.

A maioria dos astrólogos aponta Plutão como o responsável pelas crises que estamos vivendo desde 2008, pela primavera árabe, pelas manifestações populares e pelo surgimento do Estado Islâmico.

Já temos um elemento: mudanças violentas de estruturas arcaicas continuarão ocorrendo.

Devemos lembrar que Plutão não tem lado. Sua influência pode atingir tanto países árabes com culturas tradicionalistas como as estruturas políticas do Ocidente laico ou cristão. Ou ainda a China, com a sua postura ambígua em relação ao capitalismo.

Aspectos de Plutão

A maioria dos aspectos são independentes da posição geográfica em que se analisa. Então podemos analisá-los como se um ponto geográfico representasse o planeta inteiro.

2016 Mapa 2 - Aspectos de Plutao

O Sol está muito próximo de Plutão (6º de distância), quase em conjunção. Isso vai correr por volta do dia seis de Janeiro. Podemos pensar em uma conjunção próxima, que vai afetar muita coisa, graças ao poder de Plutão.

O Sol na Astrologia Mundana representa o Governante ou o poder instituído. Quem está no poder, que se cuide. Não será um ano muito fácil. Há possibilidade de quedas de governantes, golpes de Estado e até morte de algum líder mundialmente influente.

A nível individual, o Sol representa nosso Eu. Plutão é o signo das mudanças. Prepare-se que você vai ser sacudido de várias maneiras, fazendo-o questionar seus valores há muito arraigados.

O povo é representado pela Lua e ela está em trígono com Plutão. O trígono é um aspecto positivo, mas nada é fácil com Plutão.

Plutão, por sua ação transformadora, talvez realize o que o povo quer, por exemplo a queda de um governante, mas cobrará maturidade. Somos como um cachorro que corre latindo atrás de um carro. Plutão fará o carro parar. E nós, o que faremos?

O próximo aspecto nos dará uma resposta.

Plutão está em quadratura com Urano. Urano é o planeta das revoluções e das revoltas. Isso indica um crescimento deste tipo de ação. E como Plutão está em Capricórnio e desenhando uma conjunção com o Sol, tudo indica que acontecerão revoltas que serão duramente reprimidas. As mudanças ocorrerão, mas, a que preço? E depois, uma lenta reconstrução sobre os escombros de uma vitória ou derrota (dependendo de que lado você está).

Plutão também está em quadratura com Lilith. Isso indica uma relação mórbida com o poder. Quem está no poder não quer largar o osso a qualquer custo. Quem está fora, o quer também a qualquer custo. O que restará?

Por fim, Plutão está em sextil com Quíron. Aspectos de Quíron com Plutão indicam fraqueza disfarçada com força. No cenário desenhado, ninguém vai querer parecer fraco.

Netuno

Netuno na mitologia rege os mares. Na simbologia junguiana os mares representam o Inconsciente e Netuno trabalha justamente nesta zona. Ele é o regente de Peixes e da Casa XII, a casa do Inconsciente.

neptuno

E Netuno está justamente em Peixes, em seu domicílio, o que lhe dá uma força extra. Ele está neste signo desde 2012 e permanecerá até 2025.

Na Astrologia Mundana, Netuno rege as ideologias e os recursos naturais líquidos, como água e petróleo.

O homem procura justificar seus atos a partir de algo fora dele e maior que ele. Algo que comporá seu sistema de crenças, um par de óculos a partir do qual enxerga a realidade, mas que, por vezes, se recusa a tirar. É o nível de consciência azul que mencionei no artigo A Matrix, a Caixa, Níveis de Consciência e o Estado Islâmico.

Manter seus óculos não parece uma boa coisa neste momento. Isso gerará ódio e radicalismos.

Por outro lado, a ideologia é o que dá esperanças a uma parcela significativa da população para superar uma situação adversa ou ter um modelo alternativo ao mundo em que se vive. Com a queda do muro de Berlim, a clássica divisão entre mundo capitalista e mundo comunista ruiu junto. O que acabou ocorrendo foi uma pulverização do pensamento de esquerda em várias frentes de luta por minorias e um crescimento de ideologias de direita no mundo todo, que nega justamente os direitos destas minorias. O Estado Islâmico acabou por formar uma nova divisão de lados. Os xiitas se tornaram símbolo de uma minoria oprimida ou de uma força destruidora, de acordo com o gosto do freguês, dando artificialmente sentido à pergunta “de que lado você está?”.

Netuno dará força a este viés. Entretanto, Netuno não tem lado e dará força também a genuínas filosofias vão além da simples caixa “xiitas versus ocidente”.

Aspectos de Netuno

2016 Mapa 3 - Aspectos de Netuno2

Marte e Netuno estão em trígono. Marte é conhecido como sendo o Deus da Guerra e no cenário atual ele receberá justificativas de Netuno para agir.

Há uma quadratura de Netuno com Vênus. Esta quadratura tem o significado claro de desilusão. A paixão que Vênus empresta à ideologia de Netuno será traída.

Há também uma outra Quadratura de Netuno com Saturno. Saturno procura trazer Netuno à realidade, às vezes de forma dura. A esperança montada é destruída de forma inequívoca e considerando que Saturno está quase em conjunção com Vênus (distante apenas 10º) podemos considerar quão grande será essa desilusão.

Por fim um trígono com o Sol. Isso indica a volta realidade. Netuno depois de desiludido, alcança o verdadeiro sentido do que é importante, tornando-se mais humanitário e menos apegado a uma ideologia limitante.

Urano

Urano na mitologia grega é o Céu, esposo de Gaia, a Terra. Ele é um deus ciumento, que devorava os próprios filhos, até que Gaia, cansada dos abusos do marido, armou seu filho Cronos (Saturno) com uma foice. Numa luta com o pai, Cronos castra Urano e joga seu pênis decepado no mar. O semên de Urano gera Vênus.

Venus o nascimento da deusa 800

Urano na Astrologia Mundana é considerado o planeta das revoltas, regendo as revoluções tanto armadas, como as geradas pelo progresso (como a revolução industrial).

Ele está em Aries desde 2011 e permanecerá até 2019. Aries representa na astrologia Mundana os conflitos e a inciativa para ação.

Urano e Aries, no mapa que estamos traçando, só estão pondo mais lenha na fogueira. E trouxeram o fósforo. Serão eles que atirarão a primeira pedra.

Aspectos de Urano

Urano faz quadratura com Plutão, já analisada e também com o Sol.

Qualquer aspecto de Urano com o Sol traz mudanças repentinas. E o Sol corresponde ao Governante ou ao poder instituído. Mudanças ocorrerão, nem que seja de postura. Senhores governantes, preguem bem seus tapetes. Alguém vai tentar puxá-los.

Urano em trígono com Saturno. Isso implica um diálogo entre o velho e o novo. Essa troca de energias pode amenizar um pouco o conflito ou o reestabelecimento da paz, após seu término.

Há uma quadratura entre Lilith e Urano. Lilith significa a independência, o amor livre, a individualidade e contrasta contra a revolta globalizante de Urano. Lilith jamais servirá a uma ideologia que não esteja em consonância com seus valores internos. Está é uma atitude que surgirá e será reprimida durante o processo. Afinal, “de que lado você está?”. Se estivéssemos nos anos 70 seria a guerra do Vietnã e os Hippies.

Quíron

Na mitologia, Quíron é um Centauro filho de Saturno com uma ninfa. Para mais detalhes leia este artigo Quíron – O Curador Ferido 

Quiron pintura

Na astrologia Mundana ele ainda não tem um papel definido, mas podemos considerá-lo um intermediário entre Saturno e os planetas transsaturninos.

Quíron está em Peixes, desde fevereiro de 2011 e até março de 2019. Neste signo, Quíron se manifesta ora como vítima ora como salvador. Há falsos líderes levantando bandeiras. Visões distorcidas da realidade e fuga por meio de alienação ou drogas se tornarão comuns.

Aspectos de Quíron

2016 Mapa 5 - Aspectos de Quiron

Há uma oposição forte entre Quíron e uma conjunção Lua/Júpiter.

A Lua na Astrologia Mundana representa o povo e Júpiter representa a religião, a justiça e as relações internacionais. Uma conjunção Lua / Júpiter é positiva, indicando harmonia, o que parece entrar em contradição com a realidade que estamos vivendo. Porém lá está Quíron em oposição, trazendo o vitimismo, imaturidade em lidar com questões religiosas de outras culturas e a postura arrogante nas relações internacionais. Essa postura pode ser de qualquer país e nossa enquanto indivíduos.

A arrogância do salvador terá que dar lugar a legítima solidariedade. Por outro lado, o povo tem que arregaçar a mangas e aprender a não esperar pelo salvador da pátria.

Quíron também está em quadratura com Saturno. Este aspecto traz o medo da perda e a culpa pela falha. Saturno é visto como o Grande Julgador, com sua foice pronta para castigar.

Na astrologia mundana podemos pensar no filme Corações e Mentes, onde a Guerra do Vietnam é retratada do ponto de vista da culpa do povo americano, após o resultado catastrófico e a amarga derrota. Teremos outro Vietnam?

Saturno

Afresco-de-Chronos-deus-do-Tempo-Saturno-na-Sala-Meridiana.

Na mitologia Saturno ou Cronos é filho de Urano e o derrotou, porém adotou o mesmo comportamento do pai, ao devorar os próprios filhos. Reia, sua esposa, quando nasceu Zeus, deu uma pedra no seu lugar e Saturno a engoliu, pensando ser seu filho. A pedra provou-lhe um tremendo mal estar e ele vomitou todos os outros deuses que havia engolido. Zeus foi mais condescendente e apenas o expulsou. Cronos perdeu todos os seus poderes menos o do controle do tempo, representando aquele que colhe, ceifando o final da vida. A imagem da morte com uma foice é tirada de Cronos.

Na Astrologia Mundana, Saturno representa as influências conservadoras, o status quo a ser mantido e é justamente esta status quo que está sendo ameaçado hoje e o que está vindo destroná-lo é igualmente assustador. Podemos traçar um paralelo como a Queda do Império Romano, onde os chamados povos bárbaros destruíram o Império. Roma enquanto estado totalitário e escravizante era algo que precisava mudar, só que tudo que o Império construiu fui destruído junto.

Saturno entrou em Sagitário em dezembro de 2014 (teve um curto período retrógrado em Escorpião, que terminou em Setembro de 2015) e permanecerá até dezembro de 2017.

Saturno em Sagitário também volta perguntar “de que lado você está?” Só que aqui a pergunta está mais voltada para uma questão de fé ou filosofia: “em que você acredita?”. A guerra que está se desenhando tem por pano de fundo uma questão religiosa. A presença de Saturno nos faz rever nossos valores e crenças, por outro lado pode fazer nascer o fanatismo.

Trânsitos de Saturno

2016 Mapa 6 - Aspectos de Saturno

Quase todos os aspectos de Saturno já foram examinados, restando apenas um sextil com Lilith.

Saturno é o conservador por excelência e Lilith a rebelde por excelência. Liberdade versus contenção. Mesmo em aspectos positivos, como um sextil, Lilith trará tensão para Saturno. Talvez essa tensão seja necessária para tirar um pouco a seriedade de Saturno e deixar o seu fardo mais leve.

Se Lilith fosse um ser humano, devido a usa forte individualidade, não escolheria nenhum dos lados e serviria apenas a si própria.

Este pode ser um dos comportamentos presentes no ano de 2016. Talvez haja artistas que se preocupem em trazer alegria apesar de todo o conflito e mostrar o caminho da liberdade.

Júpiter

ZEUS

Júpiter ou Zeus é o Deus dos Deuses na mitologia Greco Romana. Astrologicamente é considerado o Grande Benéfico e é o portador da alegria e da juventude (a palavra “jovem” vem de Jove, um dos nomes pelos quais Júpiter é conhecido).

Na Astrologia Mundana rege a justiça, religiosidade e as relações internacionais. Considerando a atual situação, Júpiter terá bastante trabalho.

Júpiter está em Virgem desde 12/08/2015 e vai ficar até 09/09/2016, quando entrará em Libra.

Para azar nosso, Júpiter em Virgem está em detrimento, ou seja, está enfraquecido, apesar de estar em bom aspecto com a Lua. Isso significa entre outras coisas, que a generosidade de Júpiter está sufocada pela mesquinhes de Virgem. Ou seja, atos de nobreza, como recolher refugiados serão vistos como sinais de fraqueza.

Aspectos de Júpiter

2016 Mapa 7 - Aspectos de Jupiter

Dos aspectos de Júpiter falta verificar um trígono com Mercúrio.

Mercúrio é o mais veloz dos planetas e está associado às comunicações e aos transportes, que talvez favoreça Júpiter nestes aspectos. Líderes Jupiterianos, com a cabeça voltada para a paz encontraram eco nos meios de comunicação, sobretudo quando a paz se mostrar necessária.

Conclusão

A coisa realmente está feia.

O que fazer?

Eu acho fundamental pensar livremente, tentando escapar de amarras e armadilhas. Quando mais gente com pensamento livre, melhor. Isso não gerará eco nem no preconceito nem nos credos fundamentalistas.

O que não podemos é nos deixar levar e depois nos arrependermos, como fizemos no Vietnam ou acompanhar tudo pela CNN, esquecendo que as bombas matam pessoas, como fizemos nas guerras do Golfo.

 

A Matrix, a Caixa, Níveis de Consciência e o Estado Islâmico

Há algum tempo o termo Matrix saiu das telas do cinema e ganhou a filosofia popular com sentido de ilusão à qual todos somos submetidos. “Sair da Matrix” passou a significar libertar-se dos padrões impostos. O mote agora é “Pensar fora da Caixa”, conceito criado por Daniel Pink e reproduzido a exaustão por muitos palestrantes e pela cultura popular, muitas vezes fora do contexto. Significa a mesma coisa.

O conceito de Níveis de Consciência por outro lado mostra o que acontece quando você está num determinado nível de consciência e resolve sair da matrix ou pensar fora da Caixa: você sai de um nível de consciência e vai para outro. Vamos ver como isso acontece e o que tem isso a ver com o Estado Islâmico.

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Matrix – foto promocional

Níveis de Consciência

A teoria dos Níveis de Consciência da Dinâmica em Espiral é tenta explicar a complexidade do mundo e a natureza das mudanças ao nosso redor. Sua base são as pesquisas iniciadas pelo psicólogo americano Clare W. Graves e seus seguidores, Don Beck e Chris Cowan. Recentemente recebeu implementos das ideias dos filósofos Richard Dawkins e Mihaly Csikszentmihalyi.

Basicamente temos atualmente de 7 a 8 níveis de consciência (a diferença deste número é por causa do próprio dinamismo da teoria, pois a medida que homem evolui, ele vai atingindo um nível mais alto de consciência), cada um associado a uma cor.

No nível 1, ou bege, o indivíduo preocupa-se apenas com a sua sobrevivência. O instinto é mais importante. Vai lutar por suas necessidades básicas, alimento, água e abrigo. Povos muito primitivos, sem a mínima organização, e pessoas em situação de emergência (por exemplo uma catástrofe natural).

No nível 2, ou roxo, preocupa-se com a família a tribo ou o clã. A explicação do mundo é mágica, ditada pela tradição. Tribos organizadas, por exemplo.

No nível 3, ou vermelho, o indivíduo ultrapassa o conceito de clã e busca experienciar o mundo além da tribo. Ele busca o poder e se torna autoritário. Aqui está o uso da força de forma coercitiva. Eu mando por que eu posso.

No nível 4, ou azul, há uma evolução no sentido de que a autoridade agora é organizada em torno de uma ideia, por exemplo uma nação ou uma religião. Aqui surgem as regras de conduta, o direito e a coerção em nome do grupo. O líder dirá : “eu mando porque falo em nome do grupo, de um deus ou de uma ideia”. Aqui podem surgir fanatismos religiosos e até laicos (A Lei deve ser cumprida a qualquer preço). Um grupo pode segregar outros, criando a divisão “nós e eles”. Nesta situação estão todas as religiões fundamentalistas (muçulmanos xiitas, evangélicos fundamentalistas, católicos conservadores, judaísmo ortodoxo), ideologias políticas totalitárias (fascismo, nazismo, stalinismo) até torcidas organizadas de futebol.

Briga de torcedores Vasco e Atlético - Agencia Folhapress

Briga de torcedores Vasco e Atlético – Agencia Folhapress

No nível 5, ou laranja, é o dos realizadores. O indivíduo liberta-se o grupo e procura se desenvolver saindo das amarras das regras rígidas. Dentro deste grupo de pessoas podem estar tanto empreendedores como gananciosos. Pode gerar líderes que impulsionam ideias, cientistas, inovadores. Porém, como ele é voltado para si, pode gerar pessoas que agem sem escrúpulos, como os executivos da Samarco e da Vale do Rio Doce.

No nível 6, ou verde, o indivíduo volta-se para o todo, preocupa-se com a comunidade (às vezes com a Terra toda). Aqui temos o hippies, o Green Peace, comunidades alternativas. A frase que o define é “Somos Todos Um”. O que traz de positivo é a consciência ecológica. Porém, como seu processo decisório é por consenso, pode gerar demora excessiva numa tomada de decisão.

Os dois últimos (7 e 8), amarelo e turquesa, são mais fluídos, com um nível de abrangência maior, buscando integrar todos os níveis.

Há um nono nível em formação, o Nível Coral, que seria a Terra e a Humanidade vista do ponto de vista cosmológico.

Estado Islâmico e a politica anti Terror

Observe o nível 4 e o que está acontecendo agora. O surgimento do ISIS, numa região já conturbada há séculos traz à tona um sentimento de “nós e eles” muito claro. Nós somos “os bons” e eles, “os maus”. Não importa se você é cristão ou muçulmano. Pensar desta forma gera preconceitos e justifica uma guerra santa ou uma cruzada.

A capa da revista Veja assustadoramente parece ilustrar isso: Uma bomba com uma pomba da paz desenhada nela. A mensagem é: “só teremos paz se partirmos para a guerra”. É claramente o nós (A Civilização, que joga as bombas) contra o eles (O Terror, do Estado Islâmico). Isso está em toda a mídia, de uma forma ou de outra.

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Revista Veja – Capa edição de 24/11/2015

Sem entrar em teorias da conspiração, se observe um pouco e tente sair da Matrix ou pensar fora da caixa.

Analise quais de seus pensamentos são seus mesmos e quais são os de um grupo (não importa quais são suas crenças, mas o seu comportamento em relação ao todo). Será que realmente você quer tanto “o fim do terror” a ponto de negar seus valores e sua própria liberdade pessoal? Ou será que a bandeira que carrega foi alguém que colocou na sua mão?

Quando o pensamento é grupal é bom revê-los como indivíduo. O tão esquecido “exame de consciência”.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses e alemães eram retratados pela mídia como monstros a ponto de serem despersonalizados. Do lado alemão, os judeus eram o outro a ser destruído. Os japoneses viam assim os chineses. O mesmo aconteceu com os comunistas durante a Guerra Fria, que foram demonizados neste lado do mundo (“comunista come criancinha”). E com certeza, todos nós, ricos ou pobres, fomos agrupados do outro lado como sendo “porcos capitalistas”.

Pense fora da Caixa, saia da Matrix, eleve-se além do nível azul de consciência e, se resolver escolher um lado (ou não escolher nenhum), que seja pelos seus próprios pensamentos.

Sonhar ou Planejar o Futuro?

Há quem diga que sonhos não levam a nada. Outros que, sem sonhos, a vida não vale a pena.  Outro dia, percebendo que, algumas vezes, os meus sonhos de futuro também vinham acompanhados de possíveis problemas, decidi arrumar as coisas na minha  cabeça. Pensei comigo:  “sonhar é uma coisa e planejar é outra”.  Fiquei ponderando sobre as duas coisas: qual delas seria mais importante? O Resultado de minhas poderações deram origem ao infográfico abaixo.

E você o que acha? Comente neste post.

 

Sonho ou planejamento

As Jornadas Evolutivas

cavaleiro medieval

A Jornada do Herói, inicialmente descrita por Joseph Campbell no seu livro O Herói de Mil Faces, já é bastante conhecida do público em geral, podendo ser vista desde desenhos da Disney – que a usa propositadamente – até sagas como Guerra nas Estrelas.
Porém, há outras jornadas que guardam similaridade com a Jornada do Herói e são menos exploradas.

São elas:

1. A Jornada do Vilão, que tem seu protótipo em MacBeth e, mais recentemente, Darth Vader. É o contraponto da Jornada do Herói. Ele normalmente começa como um caráter bom ou neutro, é corrompido pelas forças do Mal e tem um confronto com alguém que pode enfrentá-lo. O resultado final pode ser a morte do Vilão, sua redenção ou sua derrota parcial, indicando que o Mal nunca é totalmente derrotado.

Darth Vader

2. A Jornada do Louco do Tarot. O Louco percorre os outros 21 arcanos, aprendendo uma lição com cada um deles. Fora do Tarot, há a viagem de O Pequeno Príncipe.


O Pequeno Príncipe

3. A Jornada do Sofredor ou Via Crucis. Pode ser a Jornada de Cristo ou algo que guarde semelhança. Tem três fases:

a. A Vida é Bela (corresponde aos Mistérios Gozosos da religião católica). Em geral, do nascimento até o início da vida adulta. Pode ser uma vida comum ou uma vida de luxo e esplendor. Na doutrina cristã narra a infância de Cristo até sua adolescência.
b. Perseguição e Morte (corresponde aos Mistérios Dolorosos da religião católica). Por uma injustiça, o herói é perseguido e sofre uma escalada de torturas até a morte. Na doutrina cristã, narra a Paixão e Morte de Cristo.
c. Ressurreição (corresponde aos Mistérios Gloriosos da religião católica). O Herói, dado como morto, ressurge com força total e reestabelece seu poder. Na doutrina cristã, narra a Ressurreição de Cristo.

Via Crucis2

4. A Jornada do Astro. Cada um dos planetas e os luminares de um mapa natal retornará à sua posição original, a pós um ciclo determinado, percorrendo todos os signos do Zodíaco. Um ano para o Sol, 29 dias para a Lua, 12 anos para Júpiter, etc.. Marcando ciclos na vida de um indivíduo. Um exemplo é a saga dos Cavaleiros do Zodíaco, onde na fase final os cavaleiros têm que percorrer cada uma das 12 casas.

O Astrologo e sua Jornada

Todas estas jornadas têm em comum serem uma jornada evolutiva. O Herói, O Vilão, o Louco, o Sofredor ou o Astro saem de um estado e chegam a algum outro diferente do início, num patamar mais alto, mesmo o Vilão. O Vilão pode ser encarado como o Sombra, algo que pertence a nós mas que negamos.

Assim percorrer qualquer um dos caminhos nos ajudará a ter uma melhor compreensão de nós mesmos.