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Arquivos Mensais: setembro 2015

Uma entrada na Primavera bem agitada

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Fenômenos climáticos, eclipse lunar, atividades solares cíclicas, e astrologicamente falando, a entrada de Saturno em Sagitário, Mercúrio retrógrado e um eclipse da Lua extremamente raro traçam o cenário perfeito para os caçadores de catástrofes.

A situação nacional e a mundial parecem confirmar previsões funestas. As atividades solares foram associadas a um tipo particular de onda, denominada “onda X” pelo Dr Simon Atkins, um meteorologista especializado em mudanças climáticas globais. Segundo ele, as radiações provindas do Sol afetariam os seres humanos, mudando padrões de comportamento e até um possível despertar de consciência.

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Normalmente estas irrupções de energia solar provocam problemas nas comunicações, afetando satélites, transmissões radiofônicas, televisivas e telefonia celular.

O primeiro fenômeno astrológico presente neste conturbado Setembro é Mercúrio retrógrado. O movimento retrógrado ocorre quando o movimento aparente do astro está em direção oposta à que ele normalmente segue. Na realidade nenhum planeta muda seu curso. É apenas a impressão que temos ao olhar o planeta a partir da Terra.

Coincidência ou não é justamente Mercúrio que rege as comunicações. Ele entrou em retrogradação no dia 17 de Setembro e vai ficar assim até dia 9 de Outubro. As ondas solares vão bagunçar as telecomunicações e Mercúrio retrógrado vai levar a fama.

Mercúrio retrógrado é bastante temido por quem tem um conhecimento superficial de astrologia. Como todo planeta retrógrado, as qualidades (boas e más) de Mercúrio estarão atenuadas. E como ele é o regente das comunicações, elas estarão perturbadas, quer fisicamente – problemas com transmissões radiofônicas ou televisiva e, aqui no Brasil, os Correios estão em greve – quer nos relacionamentos interpessoais (mal entendidos).

O segundo é a entrada do signo de Libra, no dia 23 de Setembro, marcado o início oficial da Primavera no hemisfério Sul (porém não é o que parece, pois estou escrevendo num dia que para todos os efeitos poderia ser um dia típico de Verão, aqui em São Paulo).

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O trânsito solar por Libra tende a trazer equilíbrio, em especial nas relações interpessoais, já que Libra rege a casa 7, a casa das relações com os outros, e pode atenuar um pouco o efeito de Mercúrio retrógrado.

O terceiro é a reentrada de Saturno no signo de Sagitário, depois de um breve período retrógrado em Escorpião.

Saturno ficará em Sagitário até dezembro de 2017.

Saturno em Sagitário é o encontro de um velho sábio, mas rabugento, com um jovem impetuoso. Isso indica uma passagem nada tranquila, a não ser que seja o Mago Merlin educando o Jovem Arthur. Merlin como educador de Arthur se posicionava de forma a propiciar experiências que o levariam à maturidade. E é isso que Saturno fará. O jeito é aceitar a lição, pois resistir levará a uma derrota dolorida.

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Por outro lado, quem pode estar mais forte é jovem impetuoso, capaz de ver além e disposto a mudar as velhas estruturas, como Zeus (vou usar o nome grego para não confundirmos com o planeta Júpiter), que derrotou Saturno (Cronos na Grécia).

Quem é você agora? Quem é a humanidade agora? Zeus ou o Jovem Arthur?

Ao olhar para o mundo em geral e para o Brasil de um modo particular, vemos a cara de Zeus. Isto não é necessariamente bom, pois encontramos a possibilidade de um golpe no Brasil – que pode ser trazer Saturno ao trono – ao Estado Islâmico, uma revolta iconoclasta sem medidas, trazendo um Zeus irado e destruidor.

 

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Seria bom lembrar que estamos aproximadamente na metade do trânsito de Plutão em Capricórnio e, na última vez que o planeta visitou este signo, tivemos a Revolução Francesa, onde literalmente decapitamos a realeza e colocamos no poder um Saturno que devora seus próprios filhos (o Reinado do Terror).

O quarto evento astrológico notável é o Eclipse Lunar que vai ocorrer em 27/09/2015 aproximadamente entre 23 e 24 horas, hora de Brasília.

Ele não é só um eclipse lunar: ele é um eclipse lunar com a Lua no perigeu, a distância mais próxima da Lua em relação à Terra. Essa lua é conhecida como superlua por ter um tamanho aparente em torno de 15% maior que o que vemos normalmente.

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Astrologicamente, neste caso a Lua, além de sua oposição ao Sol vai estar em oposição a Lilith, a Lua Negra, que representa a lua em seu apogeu (distância maior entre a Lua e a Terra).

Normalmente os Eclipses, por serem um fenômeno astronômico notável, estão associados a grandes mudanças e este é duplamente notável. Ninguém conseguirá ignorar uma Lua enorme sendo encoberta pela sombra da Terra.

Olhando no mapa astral deste momento, vemos uma quantidade enorme de oposições e quadraturas, indicando um momento de grande tensão, ou seja mais lenha na fogueira de um momento já conturbado.

eclipse 27_09_2015

Uma análise rápida revela excesso de Cardinalidade e Mutabilidade, indicando muita inciativa, pouca consolidação e muita mudança de rumo.

Minha interpretação disso é que há lenha, gasolina e fósforo suficiente para acender a grande fogueira, mas uma vez acesa, apagará logo, deixando um rastro de caos e mágoa.

Do ponto de vista prático, evite tomada de decisões nos dias próximos ao eclipse (antes, durante e depois).

Há mais coisas a analisar neste mapa, como, por exemplo, a quadratura Sol e Plutão, o que indica uma postura de “se hay gobierno, estoy contra”, para o povo e “daqui não saio, daqui ninguém me tira”, para os governantes.

Aos operadores de Mesas radiônicas dispostos a trabalhar estas condições recomento em primeiro lugar desativar a retrogratividade de Mercúrio, o empoderando e, a seguir, ativar os aspectos positivos latentes de Libra.

Pode-se tentar desativar as quadraturas e oposições, porém nota-se que as forças atuante são bastante poderosas. Mas é possível pelo menos atenuar estes conflitos.

Por fim, esqueçam um pouco a Astrologia e vejam o espetáculo do Eclipse. Será um espetáculo único e vai valer a pena.

Os Planetas – Parte 2

planetas

 

No artigo anterior falamos sobre os planetas até Vênus. Hoje veremos o restante do sistema Solar.

Planetas Transicionais

Júpiter e Saturno são chamados de planetas transicionais terem ciclos planetários que percorrem um longo período da vida de um indivíduo.

Júpiter tem um ciclo de 12 anos seguirá os períodos evolutivos básicos: até os 12 anos, infância, dos 13 aos 24, adolescência, juventude, dos 25 té 36, idade adulta plena, 37 aos 48, maturidade e assim por diante. A cada ciclo de 12 anos há uma mudança significativa no amadurecimento do indivíduo.

Já Saturno tem um ciclo maior, de 29 anos e meio, marcando mudanças mais acentuadas: juventude, até os trinta anos (os anos do plantio); maturidade, dos 31 aos 60 anos (os anos da consolidação); velhice, dos 61 aos 90 (colheita).

 

JúpiterJupiter
A palavra jovialidade vem de Jove, um dos nomes de Júpiter e deu origem também à palavra “juventude”. Seria esse um dos aspectos de Júpiter, a alegria. Outro aspecto é a sabedoria. Se Júpiter fosse uma pessoa, seria aquele que sabe se divertir, mas é capaz de, quando necessário, ser circunspecto e pensativo. É o estudante que se diverte numa balada, mas também é capaz de passar uma noite em claro estudando para uma prova.

Ele rege o signo de Sagitário e sua casa natural é a nona casa, a da sabedoria ou da educação superior, portando esta associado à escolha da carreira do indivíduo, embora a regência da carreira em si ocorra na décima casa, a cargo de Saturno.

Na mitologia, Júpiter é o Deus dos deuses, o regente que governa os céus e a Terra e administra a justiça e o clima. Normalmente era associado aos raios que usava para castigar os pobres mortais.

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SaturnoSaturno

Saturno está associado à carreira do indivíduo e também aos sucessos e infortúnios da vida. E entre os infortúnios está a morte. É um planeta difícil de interpretar e normalmente mexe com o emocional do astrólogo iniciante. Para contornar estas dificuldades, pode-se pensar em Saturno como o planeta que rege a colheita, tal qual o deus que lhe deu o nome. A saturnália, festa dedicada a ele, ocorria no solstício de inverno e acabou dando origem ao natal cristão.

Ele rege o signo de Capricórnio e décima casa, casa da carreira.

Na mitologia é o deus da Agricultura e também do tempo, equivalendo Cronos. Derrotou Urano, seu pai e por usa vez foi destronado por Júpiter. Exilado na Terra, trouxe prosperidade na região que governou e segundo algumas lendas, ajudou a fundar Roma, tornado-se seu protetor.

 

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Planetas Geracionais ou Transcedentais

Os planetas geracionais, transpessoais ou transcendentais são aqueles que tem um ciclo planetário e influenciam toda uma geração de pessoas, não somente os indivíduos. Como eles estão além de Saturno podem ser chamados também de transaturninos. Todos forma descobertos a partir do século XVII e não são considerados na Astrologia Medieval (ainda praticada hoje) ou da Antiguidade e demoram para integrar o cânone da Astrologia atual.

UranoUrano
Urano é o primeiro planeta do grupo geracional, com um ciclo planetário de 84 anos. Este ciclo pelo zodíaco percorrerá a totalidade da vida um indivíduo longevo.

Este planeta foi descoberto em 1781, às vésperas da revolução francesa (1789), e alguns anos depois da independência dos EUA (1776).

Na época a Astrologia estava em crise porque o Racionalismo era doutrina filosófica reinante e as Universidades já haviam separado a Astronomia da Astrologia e abandonaram o seu ensino.

O caráter de Urano foi associado às convulsões sociais da época e à própria crise de Astrologia. Ele seria o portador da inovação, do impulso e da independência. Ele rege as revoluções e muitos astrólogos associaram os atuais movimentos sociais que estão ocorrendo no mundo e no Brasil pela presença de Urano em Áries.

Ele rege o signo de Aquário, o signo das mudanças evolutivas. Sua casa natural é 11ª Casa, a casa dos projetos futuros e dos grupos e dos amigos.

Na Mitologia é o deus do Céu, gerado por Gaia (a Terra) que o tornou seu marido. Na mitologia ele era um deus ciumento que devorava os próprios filhos. Gaia escondeu seu filho Saturno, que derrotou o pai, castrando-o. Ao atirar os genitais do pai na Terra, Vênus foi gerada.

NetunoNetuno
O segundo planeta geracional é Netuno, com ciclo planetário de 165 anos, ou seja, leva mais de um século e meio para percorrer todo o zodíaco.

Descoberto em 1846, Netuno foi associado à criatividade, à fé, mas também à confusão e à ilusão. Ele seria o portador do misticismo, que ele tem de bom e de ruim: a capacidade de ver além da realidade e também o perigo de perder contato com ela. O vidente e o visionário. O xamã e o charlatão. O sábio e o louco. A fé redentora e o fanatismo. A esperança e a decepção.

Netuno rege o signo de Peixes e tem como casa natural a décima segunda, a Casa do Inconsciente.

Na mitologia é o deus dos mares (daí sua associação com o inconsciente), dos rios, dos lagos e dos cavalos.

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PlutaoPlutão
Plutão foi descoberto em 1932 e tem um clico planetário de duzentos e quarenta e oito anos.

Ele é considerado planeta das grandes mudanças, onde uma estrutura antiga é destruída para dar origem a uma nova. Também rege grandes catástrofes, mudanças políticas profundas, reestruturações de empresas muito grandes. Em suma, tudo que está fora do alcance das pessoas.

Apesar dele ser um planeta que opera em eventos que atingem um grande período de tempo, portanto muita gente simultaneamente, ele pode influenciar a vida de uma pessoa, quando os planetas pessoais (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus e Marte) entram em aspectos com ele. Ele agirá sempre no sentido de causar grandes mudanças na vida da pessoa. Por exemplo, a perda de um emprego que a forçará a buscar novas oportunidades e mostrar seus talentos, coisa que não faria se estivesse empregado.

Neste momento, Plutão está em Capricórnio. Ele entrou em 2008 e ficará nele até 2024. Plutão em Capricórnio indica um período de grandes mudanças em estruturas que não mudam há muito tempo. Coincidência?

Ele rege o signo de Escorpião e a Oitava casa, a casa da transformação (nada mais apropriado), das associações e da sexualidade.

Na mitologia ele rege o reinos mortos. Para os gregos e romanos não havia o conceito de céu ou inferno. Os mortos iam todos pra o mesmo lugar, retratado como um lugar sombrio (aproximasse do conceito de Umbral). Plutão seria o regente deste mundo. Em algumas obras de ficção mais recentes (o Hércules da Disney, o novo Fúria de Titãs, por exemplo) ele é aproximado ao mal, numa tentativa de assemelhá-lo a Satã. Nada mais injusto! Embora se regente de um mundo sombrio e tenha sido opositor de outros deuses, cometido algumas maldades (por exemplo, raptado Perséfone), para os gregos e romanos não existe uma dualidade forte entre o bem o e o mal. Todos os deuses são capazes de fazer grandes atos de generosidade, como grandes maldades.

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Os Planetas – parte 1


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Além dos Signos, um outro grupo de personagens que habita os céus e a Astrologia são os Planetas.

A astrologia adota o significado original da palavra planeta, que significa “errante”, usado em oposição às estrelas, que, em relação à esfera celeste, aparentemente estão “fixas”. Portanto, para a Astrologia, o Sol e a Lua são planetas, pois são errantes, ou seja, se movem no céu para um observador da Terra.

Para o astrólogo o que interessa são suas influências em relação às pessoas.

As estrelas e constelações seriam apenas pontos de referência para analisar-se os reais atores do drama celeste, os planetas. É inegável a influência do Sol sobre a Terra, pois rege as marés e sem ele a vida seria impossível. Também é inegável a influência sobre as pessoas: compare um dia de sol brilhante e um nublado, por exemplo. E a lua também. Veja o termo “lunático”, aplicado às pessoas mentalmente perturbadas, associada a uma possível agitação maior destas pessoas em determinadas fases da lua. Tratar estes dois astros como planetas é bastante pertinente quando pensamos em Astrologia. Fora do mapa astral, o astrólogo sabe que o Sol é uma estrela e a Lua o satélite da Terra.

Ao todo são dez planetas: a lua e o sol e os planetas, excluída a Terra, embora possam ser considerados nos mapas alguns asteroides maiores como Quíron e Sedna e posições especias da lua, como Lilith e os nódulos lunares, que tem influência nos mapas astrais como um planeta.

Os planetas são classificados em três grandes grupos, os planetas pessoais, que estão mais próximos e com ciclo orbital (giro em torno do sol ou seu caminho na esfera celeste) próximos a um ano. Dado o tempo curt0 deste ciclo são os que mais influenciam o nosso dia a dia, por isso são pessoais. São eles:

  • Sol, com ciclo orbital de um ano (na realidade, obviamente este é o ciclo orbital da Terra)

  • Lua, com ciclo orbital de 27,33 dias (na realidade o movimento de revolução em torno da Terra)

  • Mercúrio, 88 dias

  • Vênus, 225 dias

  • Marte, 688 anos (aproximadamente um ano e 11 meses)

O grupo de planetas seguintes é o transicional. O ciclo destes planetas envolvem períodos grandes na vida de um indivíduo, correspondendo a fases de sua vida (por exemplo, infância, adolescência, vida adulta). São eles:

  • Júpiter, 12 anos

  • Saturno, 29 anos e meio

Saturno Deus

O último grupo são os planetas geracionais, assim chamados por influenciarem ou mais gerações. inteira.

  • Urano 84 anos

  • Netuno 165 anos

  • Plutão 248 anos

Apesar de Plutão ter perdido seu status de planeta, ainda é considerado como tal pela Astrologia.

Os planetas geracionais foram descobertos após a invenção do telescópio e não estão presentes na astrologia da Antiguidade e da Idade Média. Devido a seus ciclo extremamente lento, a percepção de sua influência pela geração de pessoas que a vive não é clara. O estudo da História e da Sociologia nos dá uma visão de períodos mais logos e conseguimos hoje em dia olhar de fora as gerações passadas, nossa própria geração e a juventude e adolescência do momento presente. Costumamos dar nome a elas (às vezes pejorativos), baby boomers (pós guerra até anos 60), geração X (anos 60-70), geração Y (anos 80-90, ironicamente chamada de Geração Coca-Cola) e geração Z (pós anos 2000).

Ou movimentos sociais oriundos da juventude: hippies, punks, darks, new wave, clubers, góticos.

Ou ainda as artes: impressionismo, cubismo, pós modernidade etc.. que afetam um grupo grande de pessoas.

Cubismo - Violino com Uvas - Picasso

Cubismo – Violino com Uvas – Picasso

Cada um dos planetas representa um papel no drama astrológico desenhado no céu de cada um de nós. Os consideramos os principais atores.

Vamos ver agora qual é o script atribuído a cada um deles. Inicialmente, os planetas pessoais, que como vimos tem uma influência mais forte no nosso dia a dia.

O Sol

sol simboloDevido à sua importância como astro, o Sol designa o nosso signo de nascimento, a que chamamos de signo solar. Seria o signo onde naquele momento o sol estaria presente. Ele rege aquelas características básicas que lemos em livros de astrologia populares, que nos contam como cada signo é.

O sol rege o signo de Leão. Simbolicamente, Leão está associado ao poder, autoridade e liderança, por isso tem o Sol como seu regente. A casa natural do Sol é a quinta casa, que se refere às diversões e aos prazeres e também a criatividade. Culturalmente é muito fácil associar o Sol a estas características. Quem não gosta de um dia ensolarado? Como não comparar o brilho de uma ideia criativa ao brilho do próprio Sol?

Na mitologia grega, o Sol está associado a Apolo, simbolizando outras características associadas ao astro-rei: juventude e vitalidade. Apolo também governa as artes (em especial a música), a cura e a profecia. Sua presença em determinada leitura indica momentos ou situações onde a individualidade pode se manifestar, ou seja, onde a luz da pessoa pode brilhar, como no dia de seu próprio nascimento.

Lua

lua simboloA Lua está associada à noite e seus mistérios e também à constante mutação. Astro feminino por excelência, rege o ciclo menstrual da mulher e também vários outros ciclos, como as marés (em conjunto com o Sol). Há vários mitos que envolvem criaturas da noite influenciadas por ela merecendo destaque as bruxas e os lobisomens.

Convém aqui desde já desmistificar a imagem da bruxa como malévola, distorção provocada pelo cristianismo, que demonizou a sabedoria feminina. Creio que está mais do que na hora as religiões cristãs deixarem seu pedestal e respeitarem a sabedoria de religiões ditas “primitivas” que reconheciam o valor das mulheres.

Astrologicamente, a Lua rege a impulsividade que dá força à criatividade, à intuição, à emotividade. Rege o signo de Câncer (o signo da emotividade) e tem como casa natural a quarta casa, o lar.

Na mitologia Lua está associada a diversas divindades, por exemplo, Hécate, a Deusa com três faces, representando três aspectos da Lua: brilho máximo (Lua cheia), brilho mínimo (Lua Nova), brilho diminuído (crescente e minguante); Selene (ou Luna), a Deusa dos mistérios e Diana (ou Ártemis), a Deusa da caça e irmã gêmea de Apolo. O culto a Diana acabou suplantando o das outras divindades, assumindo também algumas das características das outras deusas. Isso trouxe um certo prejuízo: Diana e Selene eram muito similares em muitos aspectos, porém diferiam em um, em quase total oposição: a relação com a sexualidade. Diana era um virgem irredutível, que inclusive se vingava de homens que a desejavam. Selene por outro lado dava livre vazão a seus desejos sexuais, mais adequada à imagem de cúmplice dos amantes que fazemos da Lua hoje.

Mercúrio

mercurio simboloMercúrio está relacionado à mente, ao processo de pensamento e às comunicações, à magia e à iniciação. Rege dois signos: Gêmeos e Virgem. Suas casas naturais são a terceira, das comunicações e a sexta, do trabalho. Tem um ciclo planetário de 88 dias, fazendo com que seja o planeta mais veloz do céu. Por esta razão ele está associado ao deus Mercúrio ou Hermes, que era o mensageiro dos deuses, representado algumas vezes com asas nos pés, outras, com um capacete com asas, ou ainda, as duas. Esta velocidade também era associada à esperteza, a capacidade de pensar rápido e tirar proveito disso.

venus simboloVênus

Vênus é o planeta do amor, das relações afetivas e das posses. É considerado um planeta benéfico, sendo às vezes chamado de o pequeno benfeitor. Vênus simboliza o que a pessoa atrai para si e como se relaciona com os outros. Rege os signos de Touro e Libra e suas casas naturais são a segunda, dos ganhos e gastos e a sétima, das relações próximas.

Vênus ou Afrodite na mitologia é a Deusa da Beleza e representa o arquétipo feminino, reunindo em si todos os atributos associados ao sexo feminino: beleza física, sensualidade, desejo, fragilidade e as emoções do amor, do ciúme e da vaidade. Por isso o seu símbolo foi usado para designar o sexo feminino.

Estes atributos são oriundo de uma cultura milenar patriarcal e são apenas arquetípicos ou simbólicos.

Marte

marte simboloMarte está associado à energia voltada para a ação, o impulso, a motivação de fazer as coisas. Rege o signo de Áries e sua casa natural é primeira casa, a casa do Eu. Na mitologia Marte é o Deus da Guerra e representa a masculinidade arquetípica, sendo o seu símbolo usado para designar o sexo masculino. A força física, a determinação, a agressividade, a ausência de delicadeza, o uso de armas a inteligência estratégica estão associados a ele. Também as emoções de raiva e ódio.

Do ponto de vista feminista, Marte encarna o típico machista: musculoso, violento, irracional. Na mitologia grega, ele e sua irmã Atena, deusa da Justiça e da Sabedoria, tiveram uma briga literalmente homérica e Marte saiu derrotado. A descrição da briga, feita por Homero, parece cena de um filme de super heróis, com montanhas sendo destruídas e vales sendo escavados. Simbolicamente significa a vitória da Justiça sobre a Guerra.

Como lado positivo temos a inciativa, a coragem e a paixão. Na mitologia Marte foi amante de Vênus, ambos movidos por uma paixão ardente.

guillemot mars venus