Arquivos

Arquivos Mensais: agosto 2015

Os Quatro Elementos e suas Qualidades

astrologia1a


Sabemos que a Ciência demonstrou que existem 92 elementos na natureza, e mais alguns deles criados artificialmente.

Então, porque continuar a falar em quatro elementos?

Os conceitos da Astrologia e de outras ciências esotéricas trabalham com o simbólico e se baseiam em uma tradição. Apesar da física e da química terem evoluído, ao longo dos séculos, o simbolismo permanece.

Os elementos tradicionais são: Terra, Água, Ar e Fogo. Se você observar, vai notar que correspondem aos quatro estados da matéria: sólido, líquido, gasoso e plasma. Não está tão longe assim da física moderna.

Os elementos também estão relacionados com as funções básicas da personalidade:

  • Fogo: a criatividade
  • Terra: as sensações físicas
  • Ar: o pensamento
  • Água: os sentimentos

Alguns autores associam o fogo à intuição, como a capacidade de antecipar o futuro. Todavia, a intuição, como oriunda do inconsciente, pode se aproximar da água, onde eu acho conveniente classificar.

Os quatro elementos também podem ser associados aos quatro naipes dos arcanos menores do Tarot (de onde surgiu o baralho comum)

  • Fogo: Paus, que representa a criatividade e as relações sociais;
  • Terra: Ouros, que simboliza os bens materiais e as relações profissionais;
  • Ar: Espadas, que representa o ato de analisar. Analisar significa “cortar em pedaços”. Conta-se que Merlim, brandia uma espada no ar e o Jovem Arthur perguntou: “Mestre, o que está fazendo?”. Merlim respondeu: “Estou pensando”. Espadas também representa os conflitos;
  • Água: Copas, que representa os sentimentos e as relações interpessoais e amorosas. Por isso, no baralho comum é representado por um coração.

Na Astrologia os elementos são agrupados em Triplicidades, pois agregam três signos que formam um triângulo equilátero na roda dos signos.

triplicidades

Qualidades

Quanto às qualidades, os elementos podem ser cardinais, fixos e mutáveis e estão associados a cada quatro signos.

A palavra cardinal significa “de fundamental importância”, pois são os signos que marcam o início das estações do ano: Aries (primavera, no hemisfério norte e outono, no sul), Câncer (verão no norte, inverno no sul), Libra (outono no norte, primavera no sul) e Capricórnio (inverno no norte, verão no sul).

Também podem ser associados aos pontos cardeais, como se a rosa dos ventos girasse no sentido anti-horário, partindo do Leste (nascimento do Sol): Aries, correspondendo ao Leste; Câncer, Norte; Libra, Oeste; Capricórnio, Sul. Perceba as razões dos nomes dos trópicos: Câncer (Norte)e Capricórnio (Sul).

Estes signos podem ser classificados como angulares, como se estivessem nos cantos de um templo quadrado (é provável que na antiguidade tenham sido construídos templos assim, com os ângulos apontados para os pontos cardeais).

Um outro nome associado à qualidade dos signos cardinais é impulsividade, como se estivessem energizados, pronto para ação.

De um modo geral, os nativos de signos cardeias são centrados e expansionistas: a ação parte do interior para o exterior. Psicologicamente falando, são extrovertidos.

Por aqui se começa a interpretação astrológica das características dos signos. Assim os citados signos cardinais terão as seguintes características:

  • Positivas: capacidade de agir, energia, coragem, iniciativa e audácia.
  • Negativas: agir sem pensar, autoritarismo em excesso, arrogância, falta de foco (quer “abraçar o mundo com as pernas”), temeridade (arrisca demais)

A segunda qualidade é a estabilidade associada aos signos ditos fixos. Assim, na impulsividade um processo é iniciado e na estabilidade ele é mantido. O exemplo mas claro é com o elemento fogo: uma fogueira foi acesa (impulsividade) e agora, para manter as chamas, continuo colocando lenha (estabilidade).

Numa analogia com a agricultura (provável motivador da criação da Astrologia), o plantio foi iniciado na primavera e preciso cuidar da plantação.

De um modo geral, os nativos de signos estáveis são centrados na interior, são introspectivos e suas ações no mundo partem após reflexão, no sentido de manter ou dar continuidade a uma ação já iniciada.

Os signos associados a esta qualidade são: Touro, Leão, Escorpião e Aquário. E suas características são:

  • Positivas: capacidade de concentração, capacidade de realização, determinação e atitude reflexiva.
  • Negativas: insensibilidade, egoísmo, obstinação, lentidão, apatia, imobilidade.

Por fim, a mutabilidade, a qualidade dos signos mutáveis, que são Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes.

A ação foi iniciada, foi mantida pelo tempo necessário, agora é necessário encerrá-la ou transformá-la em outra atividade. O fogo mutável se transforma em brasa e depois em cinza, podendo em alguns momentos ser reavivado. A colheita já foi feita, os grãos armazenados e a terra terá que ser novamente arada. Isso num cenário ideal, porém, se houver uma calamidade, como seca ou chuva excessiva, a qualidade de mutabilidade será essencial, ou seja a capacidade de se adaptar às mudanças do exterior ou a tomada de ações para gerar uma alternativa.

Os nativos de signos mutáveis podem ser tanto introvertidos como extrovertidos, dependendo das condições do ambiente ou interiores, ou do elemento a que estão associados (Fogo e Ar conduzem a extroversão e Terra e Água, à introspecção). Podem ser líderes situacionais: ficam quietos num canto até que começa um incêndio, por exemplo, quando sabem exatamente o que fazer e conduzem as pessoas à solução do problema ou são os primeiros a socorrer as vítimas.

As características são:

  • Positivas: percepção e sensibilidade do momento de mudança, flexibilidade e adaptação às novas necessidades, ação em busca de novos rumos.

  • Negativas: inconstância; alternativas de atividade e inércia, bem como de entusiasmo e depressão. Dualidade, muitas vezes confundida com ”duas caras” (na realidade, ambas as faces são verdadeiras, não há dissimulação).

Estas qualidades podem ser combinadas com cada um dos elementos e com as polaridades.

No próximo artigo veremos cada um dos elementos e seu papel na Astrologia.

Astrologia, oráculos, terapias: como alteram o “destino”?

Astrologia

Pratico vários oráculos há muito tempo. Comecei com o Tarot, passei pelo Lenormand (o baralho “cigano”), leitura de mão, I Ching, numerologia e astrologia. Acabei aprendendo terapias alternativas, começando pelo Reiki, florias e cura quântica e cheguei às mesas radiônicas.

Uma coisa que percebi nos consulentes (termo tomado da cartomancia) é que mesmo que a leitura fosse precisa, o que eles desejavam era uma interferência direta em suas vidas e esperavam isso do oráculo.

A postura do oraculista normalmente é a célebre frase “as cartas não mentem jamais” reforçando uma crença, mesmo no ateu mais renitente, de que o destino é imutável. Isso é particularmente notável na astrologia e na numerologia. Há quem a cada acontecimento importante da vida vá consultar o mapa astral para ver que influências astrais estavam presentes naquele momento, às vezes para justificar uma besteira que fez.

cartomante2

 

Então eu me perguntei: se existe influência astrológica, onde ela está?

Se nascemos com um mapa astral gravado o local mais provável é o DNA. Lembrei-me das 12 camadas do DNA, que tem sido difundidas no meio esotéricos pelos canalizadores da entidade Kryon. A primeira camada seria o DNA como a ciência oficial conhece e as outras estariam em níveis mais sutis.

Então o mapa astral estaria gravado numa destas camadas? Talvez.

Como operador da Mesa Cristalina, que desdobra o DNA em suas doze camadas pra desprogramá-lo e reprogramá-lo, percebi, que se eu estivesse certo, poderia agir para mudar parâmetros do mapa astral, simplesmente desprogramando aspectos negativos e positivos e resolvi experimentar, obtendo resultados positivos com esta abordagem.

Um outro “local” de armazenamento seria o Inconsciente Coletivo e isso explicaria algumas particularidades da Astrologia. Resolvi estudar a história da Astrologia e verifiquei que ela foi inventada por uma sociedade agrícola onde todos dependiam da terra, das estações e de fenômenos meteorológicos, alguns cíclicos, que podiam ser previstos observando-se primeiro o sol e a lua, depois os demais planetas (chamados assim por se moverem contra o céu estrelado, ao contrário das estrelas). Numa sociedade fortemente a agrícola, do rei ao camponês, todos dependiam de uma colheita fértil. Prever o que iria acontecer com a plantação determinava como todos viveriam.

Os signos então estariam vinculados às estações do ano, que mudariam a cada três signos. O primeiro, seria cardinal, que indicaria o início da estação, o segundo fixo (a estação em sua plenitude) e mutável, que indicaria o fim da estação já sentindo os efeitos da seguinte.

Os caráteres dos signos mudariam conforme a estação progredia. Áries é o iniciador, marcava o plantio, Touro a espera e o cuidado, Gêmeos, o que nota os primeiros sinais do verão.

Entretanto sou brasileiro e moro no hemisfério sul. Por que um ariano brasileiro seria igual a um ariano europeu?

Pensei então no inconsciente coletivo. Fomos colonizados por portugueses, que traziam séculos de história armazenados em seu inconsciente coletivo onde a Astrologia fazia parte.

astrologia santos da igreja

 

E lá está a Astrologia, junto com os arquétipos, os deuses de várias culturas, os santos da Igreja Católica, o simbolismo dos animais associados às estrelas e aos signos e o centésimo macaco.

Uma análise em profundidade de um mapa astral pode revelar quais arquétipos poderão estar presentes nos conflitos pessoais de uma pessoa e servir de base para uma consulta em qualquer terapia. Um bom ponto de partida.

Da mesma forma que alteramos o DNA em seus filamentos mais sutis, poderemos alterar o “destino” de alguém, desprogramando dados no seu inconsciente mais profundo, como propõe as terapias de vidas passadas, a análise junguiana, a psicanálise, homeostase quântica da essência e as mesas radiônicas.

Assim conseguiríamos de certa o que o consulente do início da explanação desejava, alterar sua realidade futura a partir de um oráculo. Não da forma mágica infantilizada “de que tudo vai ficar bem, do jeitinho que eu quero”, mas de uma forma em que o consulente (ou interagente, como se diz hoje) possa evoluir e libertar-se do seu “destino”, saindo de seus condicionamentos.

 

 

Astrologia: Saindo dos Condicionamentos e alterando os aspectos negativos do mapa astral

Sou  operador da Mesa Radiônica Quântica e da Mesa Rede Cristalina. No atendimento como operador de Mesas Radiônicas senti falta de algo que me ajudasse no no diagnóstico, sobretudo no tratamento à distância. Foi então que me veio à mente usar a Astrologia para esta finalidade.

Assim, juntamente com Régia Prado, propus junto a IET Holística a criação de um curso de Astrologia para dar mais uma ferramenta para os terapeutas que operam mesas radiônicas.

O curso será ministrado dias 01/09/2015 e 08/09/2015, às 20:30 horas, hora de Brasília que corresponde a 02/09/2015 e 09/09/2015, às 00:30 , hora de Lisboa.

 

Astrologia Polaridades

Dentro da filosofia com que foram concebidas as mesas radiônicas, decidi então transformar a Astrologia em algo que possa ser mais uma ferramenta na mesa dos operadores, mesmo para aqueles que tivessem apenas um conhecimento mínimo de Astrologia.

Voltado para operadores de mesas radiônicas, este curso procurará, de forma libertária, mostrar que os condicionamentos que alguns convencionaram de chamar de destino, podem e devem ser superados. E uma das ferramentas para isso são as mesas radiônicas, como a Mesa Radiônica Quântica e a Mesa Rede Cristalina.

rc jpg

Visando tanto operadores leigos em Astrologia como para o que já a conhecem, o curso se propõe a mostrar através de alguns conceitos básicos, como fazer desprogramações de aspectos negativos, anulando-os ou transmutando-os em positivos e também como aproveitar o máximo dos aspectos positivos.

Este curso terá como tópicos.

1) Os caracteres padrões dos signos ou porque um Aquariano planeja, um Ariano começa, um Virginiano controla e um Taurino termina.

2) Os planetas e luminares nos influenciado ou por que eu fico nervoso se Marte está no meu signo?

3) Usando programas ou sites para construir um mapa astral. Uma ferramenta gratuita e um site confiável para você fazer suas experiências alquímicas combinando astrologia e as mesas radiônicas.

4) Focando na queixa do interagente: um passeio nas doze casas e diagnosticando o que está errado (e o que está certo também)

5) Beleza se põe na mesa. E astros e constelações também. Usando sua Mesa Radiônica ou Rede cristalina para resolver problemas através da Astrologia.

6) Um estudo de caso hipotético.

Serviço:

O que:              Astrologia: Saindo dos Condicionamentos e alterando os aspectos negativos do mapa astral
Quando:         dias 01/09/2015 e 08/09/2015, às 20:30 horas, hora de Brasília
.                           (que corresponde a 02/09/2015 e 09/09/2015, às 00:30 , hora de Lisboa).
Onde:              Para matricula e pagamento, acesse este link http://www.iet.pro.br/ct-astrologia_pt.htm

Para acesso a sala de aula – http://www.iet.pro.br/salas.htm

 Maiores informações:   http://www.iet.pro.br/contato.htm

Astrologia: As Polaridades e os Signos

Quando uma pessoa lê as características de seu signo, às vezes se pergunta como alguém chegou à conclusão de que, por exemplo, Aries é cheio de iniciativa, Touro é resistente à mudança e Sagitário é entusiasmado. Quando a Astrologia nasceu, não havia métodos estatísticos e, provavelmente, estas características nasceram da especulação filosófica, baseada nos conceitos normalmente aceitos na época e de uma observação qualitativa da natureza humana.Assim, estas características tem origem numa tradição que remonta à antiguidade e são construídas a partir de três fatores, presentes na filosofia a época em muitas culturas: a polaridade, os elementos e as qualidades de cada signo.Polaridade

A primeira característica que se costuma analisar em astrologia é a polaridade. A maneira humana de olhar o mundo é dual. Tendemos a pensar em termos de opostos e tentamos agrupar as coisas de acordo com esta visão.

A provável origem disso está no próprio princípio filosófico que norteou a formação da Astrologia: o homem se viu entre dois extremos: o Céu acima de sua cabeça e a Terra abaixo de seus pés e ele intermediando esta relação. Em vários mitos, sobretudo no Ocidente, Deus ou deuses agem na Terra através dos humanos ou motivados por eles. Seria nosso dever ocupar, e impor nossa criatividade sobre o planeta, e tal como Ele, fazendo surgir coisas novas.

Mesmo nos dias de hoje, onde aparentemente superamos esta visão de que há um Deus acima da nós, a humanidade busca dominar o planeta, e como nos diz Caetano, erguendo e destruindo coisas belas.

Assim estabelecemos a primeira polaridade: Céu e Terra.

O Céu é visto como criativo e ativo e a Terra, como receptiva e fértil.

A segunda forma de ver a polaridade, quer a sociedade seja matriarcal, patriarcal ou igualitária, é masculino e feminino.

A primeira associação que surge é Céu com o masculino e Terra, com o feminino (isso não é absoluto, pois pode haver culturas onde isso é inverso). E também o primeiro problema: a hierarquização entre os sexos e o estabelecimento de papéis aceitos para homens e mulheres.

Nos dias de hoje, onde há uma preocupação em tornar a sociedade mais igualitária, rompendo a discriminação da mulher, isso parece se opor a este esforço.

Jung coloca as coisas de forma mais abstrata, graças ao conceito de Arquétipo. Há um princípio masculino e um princípio feminino, traduzido por Animus e Anima respectivamente. Esse conceito popularmente é conhecido como lado masculino das mulheres (Animus) e lado feminino do homens (Anima).

Então, quando falarmos de polaridade feminina ou masculina estamos nos referindo a estes princípios arquetípicos.

Outra forma de pensar em polaridades é Dia e Noite ou vigília e sono. Apesar do Céu revelar-se por inteiro à noite, o dia é que está a ele associado. Durante o dia fazemos nosso trabalho (ativo) e à noite dormimos (passivo). E a noite é repleta de perigos, reais ou imaginários. Nela vivem os vampiros, lobisomens e outras entidades malignas que desparecem ao primeiro raiar do sol.

Aqui parece outra distinção importante, que radicaliza muitas vezes o discurso de polaridades:Bem e o Mal. Na sociedade judaico-cristã onde estamos inseridos, isso é tratado de forma absoluta e agrava o primeiro problema que apontamos: se colocamos na mesma tabela, o Mal ficará na mesma coluna do Feminino. É o mito de Eva tentando Adão e a colocação da mulher como origem do mal.

Felizmente, em Astrologia a questão de Bem e Mal está fora de questão. Não há julgamentos, apenas se analisam as correlações existentes, apontando facilidades e dificuldades (ou desafios). Os astros não nos julgam, só nos dizem (simbolicamente) algo.

Por fim a polaridade Yang (Céu) e Yin (Terra) da filosofia Chinesa ou positivo e negativo no Ocidente. Embora possamos pensar em termos de energia circulando entre polos (de uma bateria ou de um imã), a palavra negativo provoca algumas reações de rejeição de nosso inconsciente.

Pensar em positivo e negativo normalmente nos leva a ver as coisas de modo absoluto e estático. No meu ponto de vista, pensar em termos de processo em andamento é mais útil. O próprio símbolo de Yin e Yang nos mostra que nenhum dos dois conceitos é absoluto e que há uma constante mutação e transformação.

YinYang

Escolhemos então tabelar os signos e suas polaridades em Yang e Yin e Masculino e Feminino (no sentido de princípio arquetípicos). As outras polaridades (Céu/Terra, ativo/passivo, positivo/negativo, etc..) podem ser deduzidas, se houver necessidade.

Signos
Masculino / Feminino
Yang/
Yin
Aries
Masculino
Yang
Touro
Feminino
Yin
Gêmeos
Masculino
Yang
Câncer
Feminino
Yin
Leão
Masculino
Yang
Virgem
Feminino
Yin
Libra
Masculino
Yang
Escorpião
Feminino
Yin
Sagitário
Masculino
Yang
Capricórnio
Feminino
Yin
Aquário
Masculino
Yang
Peixes
Feminino
Yin

Este é o primeiro elemento a se levar em conta numa interpretação de um horóscopo. Saber a polaridade de um signo, quer ele seja solar, lunar, ascendente ou abrigue um planeta.

Quais as características de cada uma das polaridades Como optamos pela ênfase na dupla Yang e Yin, vamos consulta o I Ching. O Hexagrama mais carregado de Yang é Chien formado por seis linhas inteiras (hexagrama 1). Uma das traduções possíveis para Chien é “O Criativo” e corresponde ao Céu.

chien o criativo

Ele representa o poder criativo da divindade, seja ela qual for (ou do Universo, se escolhermos uma interpretação não teísta). As interpretações deste hexagrama estão relacionadas ao poder e à atividade em movimento no tempo e no espaço. Uma força de ordem cosmológica.

Como tudo na visão esotérica ela terá seu correspondente no mundo terreno, onde vivem a humanidade: atividade e criatividade oriunda do poder da sabedoria, da liderança e por fim da força, que se impõe por carisma ou poder pessoal.

Quem representa melhor esta imagem é um imperador, sábio, benevolente, mas poderoso e inatingível, podendo se tornar um tirano. Benevolência e tirania seriam os extremos. Na vida real, raramente encontramos um Gandhi ou um Adolf Hitler.

Os signos com este atributo tem um forte componente de iniciativa e criatividade, como atributos positivos e como negativos podemos encontrar arrogância e autoritarismo.

O hexagrama mais fortemente Yin é Kun, o hexagrama 2, formado por seis linhas interrompidas. A tradução normalmente aceita é “O Receptivo” e corresponde à Terra. Ele é o complemento de Chen (não seu oposto). Sem alguém que receba a energia emanada do poder, não há realização. O Reiki só se torna possível se a energia universal (Rei) se transformar na energia vital (Ki).

Kun o receptivo

Em diversas mitologias, a Terra não é um resultado de um ato de criação, mas da separação de princípios antes firmemente ligados. A necessidade de haver movimento para assim haver evolução faz com que esta força antes una, se divida em duas, de polaridades opostas, para que haja troca e, na troca, o movimento, criando todas as coisas.

Kun seria o mundo manifesto, o mundo onde a vida e a evolução são possíveis, não como uma ilusão, mas como um processo. Num mundo em perfeita harmonia, o Criativo dá e o Receptivo acolhe, e assim são geradas todas as coisas.

No mundo da humanidade, o que seria Kun? Sem pensar em conotações sexistas, seriam os valores normalmente atribuídos ao feminino: a intuição, a sensibilidade e a maternidade (tanto no sentido real como no figurado, por exemplo a geração de uma obra de arte).

O lado negativo seria a negação desta harmonia, quando estas duas forças estão em desequilíbrio, ou seja quando Chen tenta controlar Kun ou quando Kun tenta se sobrepor a Chen. Então Kun se torna vingativa, ciumenta e nega sustento (físico e emocional) à sua prole.

As Casas Astrológicas

astrologia41

Quando traçamos um mapa astrológico completo levamos em consideração as casas astrológicas, dividindo a roda astrológica em doze regiões, que correspondem a doze aspectos da vida humana. A posição destas casas é determinada pelo horário e local de nascimento da pessoa em análise. Se não soubermos a hora, toda esta análise fica prejudicada, restando apenas análise da posição planetária.

Se os signos e os planetas são os atores do Drama, as casas são o cenário onde este drama corre. Cada casa corresponderá um aspecto da vida, começando pela casa um, que é a casa do Eu (o Ascendente) e terminado com a 12ª casa, a do Inconsciente.

Cada uma das casas tem um signo correspondente que é o mesmo signo que marcaria o Ascendente em Áries e seguintes. Se as dispusermos no círculo Astrológico, elas percorreram, como os signos, o sentido anti-horário. Assim casa uma das casas terá um signo regente. Um dos jeitos de descobrir o que cada uma das casas representa é ver a frase chave associada ou a característica principal de cada Signo como mostramos na tabela I.

Tabela I: Casas e Signos Regentes

Casa

Signo Regente

Frase do Signo

Nome da casa

Comentário

I

Áries

Eu sou

Ascendente

Representa nossa personalidade visível ou o Ego

II

Touro

Eu tenho

Posses materiais

O que a pessoa obtém para si. Dinheiro e outros bens materiais

III

Gêmeos

Eu penso

Comunicação

Como a pessoa se comunica com os outros (Gêmeos é o signo da Comunicação por excelência)

IV

Câncer

Eu sinto

Lar e Família

Câncer está associado ao amor incondicional pelo outro, por exemplo o amor materno. Por isso, lar e família

V

Leão

Eu quero

Talentos e Diversão

Normalmente os que fazemos de melhor. E com prazer.

VI

Virgem

Eu analiso

Trabalho e Saúde

Está relacionada ao trabalho rotineiro do dia a dia. A saúde também está relacionada aos hábitos que nos mantém saudáveis.

VII

Libra

Eu equilibro

Casamento e sociedades em geral

As relações com outras pessoas, quer sejam amizades ou relações de contrato (o casamento é visto como uma relação de contrato)

VIII

Escorpião

Eu desejo

Posse dos outros, transformação, sexualidade

A posse dos outros” refere-se ao que os outros tem que pode nos ajudar. Também pode simbolizar o que invejamos.

IX

Sagitário

Eu compreendo

Espiritualidade, Sabedoria, Conhecimento

Conhecimento que adquirimos através do estudo, como por exemplo um curso superior, ou prática religiosa

X

Capricórnio

Eu uso

Carreira

O que faz a pessoa ser notada na sociedade, seu status, sua reputação.

XI

Aquário

Eu sei

Projetos futuros

O que almeja para si mesma. Aquário dos signos é o mais voltado ao futuro

XII

Peixes

Eu creio

O Inconsciente

Aquilo que está oculto, que pode ser objeto de fé ou de intuição, ou ainda algo do passado escondido da própria pessoa (um trauma, por exemplo).

Há algumas controvérsias, que precisam ser contornadas para uma interpretação mais precisa.

Em primeiro lugar as 12 casas não abrangem o total de experiências humanas, a ponto de algumas delas contemplarem mais de um fator. Por exemplo, a casa VI, abrange trabalho e saúde. Embora tenham alguma relação (quem não tem saúde não trabalha), são experiências distintas. Isso terá que ser contornado, observando-se outras características do mapa e pela intuição do astrólogo.

A casa V e a casa VIII, guardam este mesmo problema e um outro: ambas tem uma relação forte com a sexualidade, referida às vezes implicitamente como “vida amorosa” na casa V e completamente ignorada na casa VIII. Ambas tem como frase chave quase sinônimas “Eu quero” e “Eu desejo”, o que remete à sexualidade. A casa VIII, relacionada como posse dos outros dá uma conotação forte de desejo pelo que o outro tem, poderia muito bem ser a “casa da inveja”. Em sexualidade pensar desta maneira significa: o que eu desejo que o outro tem é seu corpo. E para completar, o casamento aparece como uma sociedade na casa VII. Embora não deixe de sê-lo, ao contrário das sociedades comerciais e políticas, no casamento existe algo além, que é a afetividade e também a sexualidade.

Talvez isso remonte ao renascimento da Astrologia no século XIX, onde ganhou os contornos que conhecemos hoje. Deve-se atentar para que o século XIX abrigou a Era Vitoriana, que era caracterizada por uma ampla repressão à sexualidade e isto deve ter sido varrido para debaixo do tapete com uma estampa da roda dos signos.

Do mesmo modo que a escolha dos nomes dos signos e planetas, a escolha dos assuntos de cada casa revela os valores da sociedade que as denominou, ou, pelo menos a sua ultima revisão.

No meu entender, as casas como aqui estão demonstradas devem ter sido criadas após a revolução industrial:

  • a segunda casa refere-se a finanças pessoais. Depois de meu próprio ego (casa 1) o que vem em seguida é o que possuo (pensamento típico da pequena burguesia);
  • O que faz o esporte no meio dos filhos e da criatividade? O esporte organizado como atividade e com valor educacional ganhou relevância após as primeiras Olimpíadas modernas;
  • Aparece ambiente de trabalho na sexta casa (o que não teria sentido numa sociedade agrícola);
  • O casamento aparece junto com contratos;
  • Aparece o termo subconsciente, que só tem significado após Freud;
  • O nascimento da maioria das crianças das cidades em hospitais garante saber-se a hora exata do nascimento.

Astrolabe,_18th_century,_disassembled

Ainda somos filhos do século XIX, embora muita coisa esteja mudando (ainda bem).

Como o ferramental que temos é este (doze casas e doze signos), se quisermos trabalhar com a astrologia natal, teremos que usar muito nossa observação e intuição.

Motivação: O que faz você sair da cama todas as manhãs?

acordando

Sete horas da manhã. Três pessoas em lugares diferentes escutam o seu despertador. A primeira, acorda, resmunga alguma coisa, aperta o botão “soneca” e vira para o outro lado. Após três cochilos, levanta-se de mal humor, lembrando-se de que se não for ou chegar atrasado vai perder o emprego. A segunda acorda de bom humor, pois sabe que mais um dia trabalhado será um dia a menos para suas férias que programou. Pensa na viagem que fará e isso o enche de energia. A terceira, levanta-se e repassa a agenda, lembrando-se do problema que pede sua ação. É um problema complexo que exigirá todo o seu talento. Isso faz ir confiante para o trabalho, pois um problema nunca é igual ao outro.

Temos aí três estilos de motivação: fugir da dor, ir em direção ao prazer e o desafio. Costumo brincar que nossa motivação é burro com a cenoura na frente (busca do prazer), um pepino atrás (fuga da dor) e uma cerca para pular (o desafio).

Qual deles é o seu? E como anda sua motivação hoje?

Fugindo da dor

A pessoa que se motiva por fugir da dor só vai fazer algo quando a dor de não fazer será maior que dor de fazer. A primeira pessoa, por exemplo, só saiu da cama quando lembrou-se da possibilidade de perder o emprego. Isso é um exagero sem dúvida. No dia a dia não fazemos conjeturas, pelo menos não tão elaboradas, mas, no fundo, estamos fugindo da dor quanto temos este comportamento.

Isso me faz lembrar da história, inúmeras vezes contada:

Um  cachorro estava deitado num chão de madeira ao lado de um  homem. O cão gemia agudamente sem que o homem se importasse. Uma moça, vendo o sofrimento do cão, aproximou-se do homem e disse:

 – Deve haver algo errado com seu cachorro.

 O homem espondeu pra ela:

 – É que onde ele está deitado tem um prego.

 A moça, inconformada, perguntou:

 – E por que ele não se levanta?

– Porque não está doendo suficiente para ele se levantar.

cachorro-velho

O cão  estava motivado para fugir da dor. Ele não se levantava porque a dor não era suficientemente grande para fazer uma ação diferente.

Este tipo de motivação é útil quando realmente um problema a ser feito que demanda uma ação nossa. Ou seja, quando o prego dói o suficiente. Há riscos neste tipo de motivação, se for tomada como um padrão comportamental. Um é que precisamos da dor para nos movimentar. Um exemplo disso é Elvis Presley. Quando ele estava bem financeiramente, ele não tinha motivação pra fazer seus shows. Então ele comprava alguma propriedade, que gerava uma dívida que ele não podia pagar. Então ele produzia um disco ou filme.

Esta história provavelmente é uma lenda urbana, mas se não for verdadeira, é muito boa como exemplo. É possível que nós inconscientemente façamos isso para nos manter motivados num emprego que não nos satisfaça ou numa relação destrutiva, por exemplo.

O outro risco é a resiliência. Grosso modo, resiliência é a capacidade de nos adaptarmos ao sofrimento. Ela é útil quando estamos numa situação da qual não podemos realmente fugir, numa catástrofe ou quando profissionalmente temos que lidar com a dor alheia (médicos, por exemplo).

Será que realmente este é um problema do qual eu não possa fugir? Ou será que não estou vendo alternativas por ter me acostumado à dor, como cão que preferia gemer a mudar de posição?

Isso pode ser chamado de “zona de conforto”. Estranho, não é? Estamos falando em dor e zona de conforto? Sim. A dor conhecia pode ser melhor do que a incerteza. Que virá no lugar pode ser melhor mas também pode ser pior. Um exemplo clássico: estou empregado e ganho razoavelmente bem, mas faço algo que detesto. Isso é uma dor ao qual já acostumei. Daí alguém me oferece uma sociedade num empreendimento, que será algo que gosta, com promessas de ganho após um de no mínimo o dobro que ganha onde trabalha. Nesse ano, é lógico, vai haver um investimento de tempo e dinheiro cujo retorno só virá no final. E também há um certo risco de algo dar errado. Aí está será preferível a dor que conheço do que a dor que eu não conheço (o risco de quebrar).

Todavia esta pode ser uma avaliação errônea. Não há nenhuma atividade que não tenha risco. Podemos ser demitidos do emprego, por exemplo. O empreendimento pode estar muito bem estruturado e o risco pode ter sido minimizado. Há o que se chama risco calculado: tentar ver uma alternativa caso o pior aconteça. Por exemplo: será que se não der certo eu consigo uma recolocação profissional? Se a resposta for não, desista do negócio e faça urgente um curso de reciclagem, pois o risco de perder o emprego é grande. Mesmo assim é uma mudança que o fará sair de sua zona de conforto.

Ir em direção a algo

Vamos ver a motivação de ir em direção a alguma coisa. Se eu tenho em mente o que eu quero e vou atrás isso me dará uma motivação, mesmo para fazer o que eu não gosto. Por exemplo, para fazer um jardim vou ter que carpir o terreno. Isso não é agradável, mas eu quero ver o jardim, eu capino. Vou economizar pra as férias do ano. Vou trabalhar para comprar um carro novo.

 

BURRO

O risco deste tipo de motivação é quanto se atinge a meta, ela se esvai. Vou contar uma história, para ilustrar:

Uma conhecida loja fez um prêmio regional, para estimular as vendas na região nordeste. O prêmio seria o melhor vendedor da região, com etapas, por loja, cidade, estado e de toda região. Um vendedor de uma das lojas, com desempenho mediano, começou a perseguir o prêmio ganhando todas as etapas até ser considerado o melhor vendedor do nordeste. Um mês de pois retornou ao mesmo nível de antes. O chefe de estranhou e perguntou:

 – E aquele entusiasmo todo? Onde foi parar?

 – É que eu já ganhei o prêmio – foi a resposta.

Um outro risco é  pessoa passar a perseguir objetivos apenas para ter algo, que despreza logo em seguida. Em si isto não é um problema a não ser que a pessoa um dia pare para avaliar sua vida e a sinta como vazia. O que ocorre com bastante frequência.

Buscando desafios

O terceiro tipo é o que busca desafios. Este tipo de motivação pode ser confundido como o segundo (ir em direção a alguma coisa) e de certa forma tem uma ligação. Por exemplo, imagine que o vendedor do exemplo acima não estivesse buscando o prêmio, mas uma forma de se superar. E o prêmio seria penas uma mostra de sua capacidade. Normalmente esta é a motivação dos atletas e dos gamers. 

Há uma variante também: o buscador de impossíveis. Vamos supor que no caso do vendedor acima, o chefe dele tenha dito, com um certo desdém, que era impossível para ele ter um prêmio de melhor vendedor da loja. Então ele prova o contrário, ganhando o prêmio regional. 

Atletas em geral são motivados desta forma: o desafio de superar ao si mesmo e ao adversário. 

O personagem Sherlock Holmes é bom exemplo disso. Ele só estava bem se tinha um enigma pra decifrar. 

O risco deste tipo de motivação é a necessidade de existir um desafio. Se ele não há como a pessoa age? Ela pode se acomodar ou se frustrar. Sherlock Holmes tinha crises de depressão se não tinha um caso para resolver.

O Quarto tipo

Qual realmente é o melhor tipo de motivação? Normalmente temos uma mistura de um ou mais tipos, embora um seja predominante. O ideal e imaginar o burrinho com pepinos, cenouras e cercas que o farão ir mais longe.

Entretanto há um quarto tipo de motivação. Se você reparou, em cada um dos jeitos de se motivar, o objeto da motivação acaba quando atingido. Se não há dor, não preciso fugir dela, se atingir aquilo que queria, tenho que procurar outra coisa, se não há desafio, fico parado.

 Vamos colocar um ingrediente a mais: o Propósito.

Viver vida com um propósito ou uma missão é quando escolhemos um motivo para que a nossa vida tenha um sentido e alinhamos nossas escolhas com este motivo, ou propósito.

Não um propósito qualquer, mas um propósito de alma, que nos definiria para o universo e principalmente para nós mesmos. Tendo um propósito de alma, pepinos, cenouras ou cercas passam a ser de menor importância dentro deste contexto.

Isso porque é ele que nos motiva e tudo desejarmos que estiver alinhado com nosso propósito (a cenoura e a cerca) flui naturalmente. Se por acaso nos desviamos deste propósito (aparece o pepino), tentaremos de tudo para voltar para ele.

Mas como descobrir o nosso propósito de alma?

No vídeo a seguir, de Régia Prado, uma gravação de um workshop feito em fevereiro de 2015, vemos um método para chegar neste propósito de uma maneira simples e até lúdica.

Comece a viver com um propósito!

A Mesa Radiônica Quântica

mesa radionica quântica

Dentre as ferramentas vibracionais usadas em diversas terapias holísticas, uma que vem se destacando é Mesa Radiônica Quântica.

Este instrumento, criado por Régia Prado, tem se revelado muito eficaz, trazendo resultados rápidos e superando as expectativas dos clientes.

Os princípios que nortearam sua criação estão assentados na radiestesia, na radiônica, na psiônica e na física quântica.

Este artigo visa conceituar e contextualizar este instrumento terapêutico dentro se suas linhas de pesquisa atuação.

Radiestesia, radiônica, psicotrônica, psiônica

A Radiestesia é uma arte que sua pêndulos para diagnósticos de diversas naturezas, tanto na prospecção de minerais (seu uso mais antigo), como no diagnóstico de doenças, pragas agrícolas, geopatologias, etc..

pendulo - Mesa Radiônica Quântica

O seu uso remonta há séculos (há pêndulos encontrados no Egito Antigo), mas sua sistematização ganhou relevância no final do século XIX e inicio do século XX.

Os radiestesistas, para explicar por que o uso dos pêndulos funcionava, atribuíram ao pêndulo e seu operador a capacidade de detetar uma emissão de frequência por parte de um objeto. Estes frequências seriam eletromagnéticas ou alguma energia similar mais sutil (dada dificuldade de detetar estas energias por outros meios).

O objeto em si não precisaria estar presente. Bastaria um testemunho, ou seja, por exemplo, a planta da casa, um fio de cabelo, uma fotografia.

Algumas pesquisas mostraram que o pêndulo é movido por micromovimentos involuntários do operador, chamados ideomotores. O que ocorre é uma percepção inconsciente do operador e ele a transmite ao pêndulo. Esta descoberta deu origem à radiestesia mentalista, onde o operador é que deteta o fenômeno e o transmite ao pêndulo por meio de movimentos involuntários.

A Radiônica é o uso de aparelhos eletro-eletrônicos para transmitir, amplificar e aplicar estas frequências em objetos ou testemunhos. Por exemplo, eu quero aplicar um remédio em uma pessoa à distância. Neste caso, eu coloco o remédio e um testemunho da pessoa numa máquina e faço uma transmissão por meio de um circuito eletrônico.

radionica - Mesa Radiônica Quântica

A psicotrônica é um termo empregado como se fosse um nome mais abrangente para parapsicologia. A psicotrônica seria a ciência que estudaria os fenômenos “psi”, ou seja, a telepatia, clarevidência, clariaudiência, psicocinese, precognicação, que seriam provocadas por supostas ondas “psi”. O termo foi cunhado nos anos 50 e ganhou popularidade nos anos 70, e foi muito empregado nos países do leste europeu, porém agora está em desuso. A razão pra o seu desuso está na ausência da detecção das chamadas ondas “psi” por outros meios que não os próprios fenômenos paranormais.

Por fim, temos a psiônica, que seria a prática ou o estudo dos fenômenos paranormais. A parapsicologia e a psicotrônica seriam os estudos e pesquisas acadêmicas ligados aos fenômenos paranormais, enquanto a psiônica seria a sua prática.

Algumas descrições de fenômenos paranormais são similares ao descrito como magia. A magia seria a imposição de uma intenção num processo ritual, para atingir-se um objetivo. Tirando-se a conotação supersticiosa da palavra, podemos imaginar que a parapsicologia seria uma tentativa de se estudar cientificamente a magia.

A Física Quântica

A retomada do estudo dos fenômenos psi foi o desenvolvimento da física quântica. Quando ela se mostrou estruturada, pareceu aos olhos dos parapsicólogos que ela poderia ser usada como arcabouço teórico para algumas de suas descobertas.

Os trabalhos de física quântica desconstruiram o Universo da forma que o conhecemos. Ao se estudar o átomo em seus menores componentes, a certeza de um  universo sólido desmorona. Passamos ver as coisas onde as probabilidades tomam o lugar dos eventos determinísticos.

fisica quantica

Um dos eventos da física quântica que mais chama a atenção é que os fenômenos dependem do observador. Por exemplo, a luz pode ser vista como uma onda eletromagnética e obedecerá as leis da propagação de ondas. Por outro lado, Einstein ganhou o um prêmio Nobel provando que a luz se comportava como um conjunto de partículas, os fótons. Mas então, ela é luz ou partícula?

O interessante é que seu eu montar o experimento para provar que a luz é uma partícula ela, se comportará como tal. Se eu montar esperando que ela se comporte como onda, é isso que ela fará!

Os físicos teóricos colocam a questão da seguinte forma: a luz é onda partícula ao mesmo tempo, ou melhor, têm a probabilidade de ser um ou outro. Quando alguém a observa, uma das duas probabilidades se colapsa.

Isso vai contra o senso comum, já que a realidade passa  ser determinada por uma consciência que observa.

Um história zen ajuda um pouco a compreender isso:

Um mestre zen, famoso por nunca errar uma resposta, foi desafiado por um discípulo esperto. O rapaz pegou um pássaro e o colocou em sua mão e perguntou:

— Mestre, o pássaro que tenho oculto na mão está vivo ou morto?

O discípulo pensou da seguinte forma “se ele responder que está vivo, eu o esmago e ele morre e o mostro morto, se ele responder que está morto, eu o solto, provando que está vivo.”

O mestre olhou para o discípulo, sorriu e disse:

— Será como o desejar!

 

mestre-discipulo mesa radiônica quântica

Se é necessário uma consciência para que uma das probabilidade se colapse, quem é o observador? O que remete a um mondô zen:

“Se uma árvore cai na floresta e não há ninguém para ouvir, ela fez barulho?”

Há duas respostas possíveis: a realista, que é: “sim, ela ao cair provocou o fenômeno de som, mesmo que não houvesse ninguém ouvindo”. A outra, idealista, que diz: “barulho é um conceito e precisa ser percebido para existir, portanto, a árvore ao cair não fez barulho”.

Esse impasse é parcialmente resolvido quando se imagina que há duas realidades: a local, um universo que obedece as leis de Newton, portanto a árvore fez barulho e um Universo não-local, de onde nasce a observação, portanto, na não-localidade, a árvore não fez barulho.

floresta

Esse conceito se aproxima muito do conceito platônico de “Mundo das Ideias”.

Se olharmos para História do pensamento humano, sempre houve um movimento pendular entre o idealismo e o realismo. O Existencialismo, por exemplo, define essa questão do seguinte ponto de vista: “a existência precede a essência” (visão realista) e não “a essência precede a existência” (visão idealista).

Os cientistas relutam em passar para uma visão idealista, pois para eles significa abandonar séculos de um sistema de pensamento realista baseado na experimentação e eles são colocados diante do problema da existência ou não de um observador transcendente (que poderia ser chamado de Deus) ou apelar para um Universo Autoconsciente.

Entretanto, há um bom grupo de físico quânticos que ousa fazer a ponte entre a ciência e a espiritualidade. São sobretudo físicos hindus, como Depak Chopra e Amit Goswami, por terem uma tradição em sua cultura onde seus mitos parecem precursores das descobertas mais recentes da Física Quântica e da Cosmologia.

Um dos fenômenos da física quântica que vai ao encontro das pesquisas sobre fenômenos paranormais é o entrelaçamento quântico.

No entrelaçamento (ou emaranhamento) quântico duas ou mais partículas podem estar fortemente ligadas entre si de tal forma que se uma partícula sofre uma ação a outra, mesmo separada por uma grande distância, responderá. É o mesmo que dois irmãos gêmeos, separados ao nascer sem saber um do outro, sentissem dor ao mesmo tempo quando só um deles tivesse dado uma topada com o dedão do pé.

Isso poderia explicar fenômenos como a telepatia, que é independente da distância ou de anteparos entre os participantes, que eram difíceis de se explicar com um modelo baseado em ondas eletromagnéticas.

Ondas de forma, gráficos e mesas radiônicas

Durante o desenvolvimento da radiestesia foram criados gráficos usados tanto diagnóstico, como para cura.  Os gráficos são derivados do conceito de ondas de forma. Segundo este conceito , qualquer objeto projetaria por meio de vibrações ondas relacionadas com a sua forma que afetaria positiva ou negativamente o ambiente. Uma das ondas de forma mais conhecida é a emanada por miniaturas da pirâmide de Keops. Um exemplo fácil de entender são o cruzamento de duas vigas no teto de uma casa. Segundo os radiestesistas e geobiólogos, esta é uma fonte de energias negativas. Normalmente este ponto é evitado inconscientemente pelas pessoas, animais domésticos e até por moscas. Uma onda de forma positiva é a emanada pelas  as pilhas energéticas, formada pela sobreposição de semiesferas.

piramide de cobre

Os gráficos seriam projeções bidimencionais de objetos multidimencionais (três ou mais dimensões).

Os gráficos são usados na radiônica como objetos emissores de energia. Em ultima analise, os gráficos podem ser considerados testemunhos de objetos reais e atuam como tal. Segundo alguns praticantes de radiônica, até peças defeituosas dos aparelhos de que usam podem ser substituídas pelos seus símbolos gráficos, não interrompendo o funcionamento.

A mesas radiônicas surgiram para inicialmente para simplificar o uso dos gráficos. Conta-se que o termo surgiu durante uma das aulas de Juan Ribaut (um dos maiores divulgadores da Radiestesia no Brasil). Ele colou em uma mesa os gráficos que estava usando para poder mostrá-los a seus alunos. Ao erguer a mesa para turma disse:

— Temos aqui uma mesa radiônica…

Entre os presentes estava Manoel Mattos, interessado na técnica do psicogerador desenvolvido por Juan Ribot. Isso serviu de inspiração para Mattos, que criou a sua Mesa Radiônica. Posteriormente o próprio psicogerador fico sendo conhecido como a primeira mesa radiônica.

Uma definição simples para mesa radiônica seria:

Mesa Radiônica é uma reunião de gráficos radiônicos organizados de forma a facilitar o trabalho do radiestesista.

Ao pé da letra não seriam na realidade “radiônicas”, por não fazerem uso em nenhum momento de aparelhos eletrônicos. Como dependem da intenção e da capacidade de emissão da mente do operador, elas poderiam ser chamadas de psiônicas. Por razões históricas, o termo permanece.

Todavia, desde as primeiras, elas são mais que uma simples coleção de gráficos. Elas são também meios não só de receber como também de emitir radiações, usando-se o pêndulo ou não. Em muitas delas são abertos portais que atingem várias dimensões além da terceira.

Mesa Radiônica Quântica

mesa radionica rosa

Esta é uma mesa criada por Régia Prado, a partir do trabalho de Manoel Mattos, para auxiliar seu mestre José Marcial. A  mesa transcendeu sua função de ser um suporte ao trabalho de José Marcial e adquiriu o status de uma nova ferramenta.

Essa mesa evoluiu para uma forma mais aberta, onde as ferramentas passaram a ter um formato mais dinâmico.

mesa radionica media

Sua função pode ser entendida como de harmonizar o interagente (a pessoa que se submete ao tratamento posto pela mesa) com seu meio ambiente, colocando-o em ordem divina.

A ordem divina seria o que ´melhor para o caminho evolutivo da pessoa na Terra. Isso significa que o resultado será o que é o melhor para a pessoa numa determinada situação, visando sua evolução pessoal. Por exemplo, imaginemos que a uma mulher busque o auxílio de um terapeuta que usa mesa radiônica para tentar reatar um relacionamento desfeito.

O profissional, como qualquer terapeuta,  vai alertar, que não há garantias de que o relacionamento vai ser reatado, nem seria este o objetivo do tratamento. A mesa radiônica colocaria as coisas da vida da pessoa em ordem divina, ou seja, por exemplo reestabelecer a auto-estima, tirar a pessoa do estado depressivo causado pela quebra do relacionamento,  fortalecer a capacidade da pessoa em encontrar recursos para uma nova aproximação com a pessoa amada ou procurar outro relacionamento. Se a relação desfeita for prejudicial para a vida da pessoa, a mesa não fará nada ou até colocará mais distância entre a interagente e seu parceiro.

Se o parceiro não voltar, o tratamento “não deu certo”?  Todos temos como objetivo sermos felizes. Todavia nossas experiências não vem rotuladas antes de as vivermos como felizes ou infelizes, porém tendemos a a buscar sempre o mais cômodo, ainda que seja doloroso, para nós mesmos. A interagente no íntimo sabe que o seu parceiro dificilmente trará uma experiência melhor do que ele já deu no passado, porém pode ser que ela não consiga deixar este relacionamento ir embora com medo de provar algo novo. Talvez ela prefira o ruim conhecido do que o desconhecido (que pode melhor, mas também pode ser pior).  A Mesa neste caso pode trazer três resultados diferentes: a interagente desiste do antigo parceiro sem se preocupar em buscar alguém, a interagente pode começar um novo relacionamento ou manter o antigo, mas dentro de novas bases.

A ação da Mesa Radiônica

A Mesa Radiônica Quântica está inserida no contexto das terapias vibracionais e quânticas, já que lida com processos desta ordem. Tanto para o diagnóstico como para a solução dos problemas apresentados usa-se o recepção e o envio de frequências.

A Mesa Radiônica Quântica pode ser pensada como um computador onde existe uma barra de ferramentas, três formas de conexão (os portais) e uma ferramenta de diagnóstico (o relógio). Pode-se realizar a seção a partir de um tema geral (por exemplo, finanças) ou um tema específico (“como sair das dívidas que tenho agora?”) Numa mesma seção podem ser tratado mais de um tema.

Os temas tem que ser quantificados, normalmente em porcentagem,  para que possa ter uma mensuração radiestésica. Por exemplo: “entre 0 e 100 como anda a minha saúde?”).

A seção começa com a escolha do tema e a seguir, antes de qualquer coisa, deve-se perguntar por meio do pêndulo se é divina  a intervenção para aquele assunto para aquela pessoa. Se a resposta for não, é conveniente não seguir com a seção, pelo menos naquele momento. Se a pessoa insistir muito, lembre-a de que tudo pode ser feito, mas nem tudo é conveniente. O resultado pode acontecer como o desejado, mas nem sempre será o melhor para a pessoa. No exemplo do relacionamento, pode ocorrer o reatamento, mas os problemas que originaram a separação podem ser agravados. Se a mesa está sendo feita para terceiros (por exemplo, o filho do interagente) e a resposta for “não é divino”, a mesa não deve ser aberta. Se for, o risco é muito alto tanto para o interagente como para o terceiro escolhido.

O passo seguinte e abertura da mesa, seguida a conexão do operador com seu Eu Superior e com o Eu Superior do interagente.

Mede-se o tema. Em seguida escolhe-se uma a uma a ferramentas por meio do pêndulo, enviando-as para os portais. Quando a ferramenta do fechamento for escolhido, o tratamento foi encerrado.

Segundo relatos de clientes, resultados podem ser percebidos muito rapidamente, tando para o interagente em si como  o meio á sua volta. Por exemplo, uma pessoa há bastante tempo desempregada conseguiu uma recolocação muito rápida. Isso pode ser devido tanto à uma mudança de postura como à remoção de travas energéticas que bloqueavam as oportunidades.

Para saber mais:

Página Oficial de Régia Prado: http://www.regiaprado.com/

Curso On Line de Mesa Radiônica Quântica com Régia Prado: http://www.iet.pro.br/ct-mr_quantica.htm

 

 As imagens da Mesa Radiônica Quântica são propriedade de Régia Prado.

As imagens sem crédito foram obtidas na  internet, sem  menção de créditos